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quarta-feira, 6 de maio de 2020

TURQUIA: MAIS UM PRESO POLÍTICO MORRE EM GREVE DE FOME

Repercutimos a denúncia de mais um preso político do velho estado turco que morreu durante greve de fome, 20 dias após a morte da artista turca do grupo musical Grup Yorum, Helin Bolek, que morreu no dia 03 de abril após uma greve de fome de 288 dias. Desta vez foi Mustafa Koçak, preso político do velho Estado turco, que morreu em 23 de abril, com 29 kg, no 297° dia de sua greve de fome em luta por liberdade. Preso em 23 de setembro de 2017 e sentenciado à prisão perpétua em dia 11 de julho de 2019 por "violação da ordem constitucional" do velho Estado turco, o vendedor de sanduíches, de 28 anos, em forma de protesto, iniciou a greve de fome já no terceiro dia do mesmo mês. 

 Mustafa Koçak e sua mãe (Fonte: Free Grup Yorum)

Mustafa foi acusado por um informante policial de ter “traficado armas” para um grupo revolucionário de esquerda. Detido dia 23 de setembro de 2017 e levado ao Departamento de Polícia de Istambul, de acordo com o relato escrito por Mustafa, os policiais colocaram um documento à sua frente e disseram que desse uma declaração de acordo com o documento, para “dar o fora” ou que “o prenderiam e ele não voltaria a ver a luz do dia”. Por não se sujeitar a tamanha injustiça, ele foi submetido a uma série de torturas físicas. Ameaçaram ele, sua mãe, seu pai e sua irmã. Ameaçaram estuprar sua irmã grávida. Ele foi torturado durante 12 dias, até ser preso no dia 4 de outubro. No dia 3 de julho de 2019 ele começou uma greve de fome, com uma série de demandas (liberdade, um processo justo, o fim das torturas). 

No seu processo do dia 11 de julho de 2019, as únicas "provas" oferecidas pelo velho Estado foram testemunhas forjadas. Uma delas, inclusive, declarou que sua afirmativa não era verdade, e que só a fez sob ameaça.

Já no dia 12 de março de 2020, ele foi levado forçadamente ao hospital. Lá ele foi submetido à soros que violavam sua greve de fome, algo que a Anistia Internacional declara uma forma de tortura. Ele foi preso lá por cinco dias, onde o amarraram com cordas, colocaram objetos em sua boca para não gritar, agiram com violência física e sexual. Ele relatou que não apenas médicos, mas inclusive figuras policiais estavam envolvidas nesses atos. Ele heroicamente mordia as agulhas do soro e as arrancava.

Cabe destacar que o informante policial que acusou Mustafa em 2017, Berk Ercan, foi o mesmo que acusou Mahir Mete Kul, um estudante de ciência da computação de 21 anos, de Istambul, que morreu após ser preso por dez meses, acusado de participar de um grupo de esquerda. Ele foi solto com controle judicial que o proibia de muitas coisas, inclusive de estudar. Após sua soltura, o jovem tentou escapar do regime sanguinário de Erdogan numa viagem a barco arriscada pelo rio Maritsa até a Grécia, mas sofreu um acidente e seu corpo só foi achado por "autoridades" gregas só no mês seguinte.


O CEBRASPO vem através desta postagem prestar sua solidariedade aos presos políticos democráticos e revolucionários da Turquia, denunciar a situação desumana e ilegal sob a qual são submetidos os prisioneiros, sem acesso a julgamentos justos e aos direitos democráticos mais básicos. Exigimos, principalmente em tempos de pandemia, liberdade imediata para os presos políticos e extinção desses processos criminosos promovidos pelo estado fascista da Turquia!

Com informações de Jornal A Nova Democracia e do Blog Dazibao Rojo

terça-feira, 31 de março de 2020

PE: LIDERANÇA CAMPONESA É TORTURADA E AMEAÇADA DE MORTE POR POLICIAIS

Compartilhamos grave denúncia de tortura e ameaça de morte contra a liderança camponesa Maria Nasareth dos Santos, pescadora que trabalha nos  manguezais do Rio Sirinhaém em Pernambuco por parte de Policiais Militares no dia 12 de março.

Segundo a denúncia, duas viaturas com oito policiais armados e três deles encapuzados, foram por volta das 6h30 ao local de trabalho de Maria e a arrastaram para dentro de uma barraca, onde a agrediram com tapas no rosto, amarraram suas mãos, taparam sua boca com um pedaço de pano e a sufocaram por cinco vezes com uma sacola plástica. O ataque durou cerca de 30 minutos e acabou com ameaças a vida da pescadora caso ela denunciasse. 

Nos dias anteriores a pescadora relata que os mesmos policiais rondavam a região e conversavam com funcionários da Usina Trapiche. A Usina Trapiche foi responsável pela expulsão de pescadores artesanais e extrativistas costeiros marinhos entre as décadas de 1980-2010. Em 1975, a usina foi comprada pelo Grupo Brennand.

A grupo tem parceria com a Solar Coca-Cola, empresa de fabricação e distribuição de produtos da Coca-Cola. Em 2013 foi imposta uma medida para o cancelamento dos contratos de compra do açúcar da Trapiche devido aos conflitos territoriais.



Maria Nasareth dos Santos, 48 anos

terça-feira, 10 de dezembro de 2019

AM: INDÍGENA TUIUCA É BARBARAMENTE ASSASSINADO

Reproduzimos grave denúncia de assassinato de liderança indígena no estado de Amazonas, no dia 2 de dezembro. Humberto Peixoto, de 37 anos, da etnia Tuiuca, do povo Utãpinopona, de São Gabriel da Cachoeira (AM), foi brutalmente espancado por um grupo de paramilitares e faleceu cinco dias depois em decorrência da agressão.

Humberto Peixoto Tuiuca é o quarto indígena morto na cidade de Manaus ao longo de 2019. Crédito da foto: Cáritas Arquiodicesana

O indígena foi torturado com pedaços de madeira no momento em que retornava para casa depois de uma reunião da Coordenação dos Povos Indígenas de Manaus e Entorno (Copime), por volta das 15h; a ação aconteceu atrás de uma feira no bairro Coroado, zona leste de Manaus. O ato covarde o deixou internado em estado gravíssimo, com afundamento do crânio, fêmur quebrado e perfuração na cabeça.

Além de ser membro da Copime, ele representava os povos indígenas como conselheiro suplente no Conselho Municipal de Manaus (CMS/MAO) e era catequista. Humberto trabalhou também como assessor da Associação das Mulheres Indígenas do Alto Rio Negro (AMARN).

O assassinato de Humberto Peixoto é o quarto assassinato com o mesmo perfil a ocorrer em Manaus. Durante o ano de 2019 houve mais três assassinatos de indígenas com atuação destacada na luta, em Manaus. Em 27 de fevereiro, o cacique Francisco de Souza Pereira, de 53 anos, foi executado na residência onde morava, na rua Bahia da Comunidade Urucaia, Conjunto João Paulo, bairro Nova Cidade. No dia 13 de junho, o cacique William Machado Alencar, conhecido como “Onça Preta”, da etnia Mura, também foi executado, alvejado com oito tiros dentro do Cemitério dos Índios. 

Em 6 de agosto, um dos líderes da etnia Apurinã, Carlos Alberto de Souza ‘Mackpak’, de 44 anos, foi executado com mais de dez tiros efetuados por paramilitares encapuzados no conjunto Cidadão 12, no bairro Nova Cidade, zona norte da cidade.

Nós do CEBRASPO, estendemos nossa solidariedade com Humberto Peixoto e sua luta pelo direito sagrado a terra e a autodeterminação de seu povo.

terça-feira, 9 de outubro de 2018

RJ: ATO EM FRENTE AO FÓRUM DE JUSTIÇA EXIGE PUNIÇÃO AOS ASSASSINOS DE ANDREU CARVALHO DURANTE AUDIÊNCIA

O CEBRASPO, junto a movimentos sociais e ativistas que defendem os direitos do povo, como as mães e familiares de vítimas de violência policial e a Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência, convocou e participou no dia 8 de outubro, de um Ato em frente ao Palácio da Justiça do Rio de Janeiro que exigia justiça e punição para os assassinos do jovem Andreu Luiz Carvalho, agredido, torturado e morto por agentes do Departamento Geral de Ações Socio-Educativas (DEGASE CTR) no dia 1º de Janeiro de 2008. Andreu teve traumatismo craniano, hemorragia das meninges, perfurações pelo corpo, afundamento de crânio, descolamento da retina dos olhos e inúmeras outras evidências claras da sessão de tortura a qual o jovem foi submetido. Desde então, a mãe de Andreu, Deize Carvalho, iniciou uma luta árdua contra o Estado, por Justiça para os assassinos de seu filho

O ato, contando com a combativa participação da Deize, se iniciou algumas horas antes de uma audiência marcado para o mesmo dia (audiência que já havia sido adiada outras vezes, para beneficiar os réus). Com auxílio de um aparelho de som, Deize pôde denunciar para os transeuntes todos os crimes que o Estado cometeu contra seu filho e sua família. Faixas haviam sido estendidas que, em conjunto com as falas atraia a atenção de quem passava, levantando indignação pelos crimes dos agentes do DEGASE e apoio à Deize.

Foto do banco de dados AND

Horas depois do início do Ato, os participantes subiram o prédio do Fórum para acompanharem a audiência das testemunhas dos réus e dos próprios réus. Após um longo atraso, porém, graças a falta de uma das testemunhas, a audiência foi novamente adiada, dessa vez para 8 de Fevereiro de 2019. Colaborando ainda mais para impunidade dos criminosos. 

A versão preliminar dada pelo Degase ao caso foi de que Andreu tentou fugir e caiu de um muro de 3 metros. A promotoria tenta se utilizar das amplas provas materiais para condenação e comprovação de que Andreu foi agredido e torturado até a morte.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

RO: LATIFÚNDIÁRIO ASSASSINA CAMPONÊS APÓS CRIMINOSA OPERAÇÃO DA PM

LATIFUNDIÁRIO ASSASSINA JOVEM CAMPONÊS EM RONDÔNIA

Condenamos veementemente o assassinato do jovem camponês Lucas Lima, a mando do latifúndio. Exigimos que os órgãos competentes apurem o caso com o máximo rigor para punir os autores e os mandantes do crime! Defendemos a justa luta dos camponeses pelo direito sagrado a terra para trabalhar e produzir!


Reproduzimos nota da Liga dos Camponeses de Rondônia e Amazonia Ocidental sobre o ocorrido:




"Camponês assassinado por pistoleiros dias após operação policial

No dia 8 de julho, o corpo do jovem Lucas Lima Batista foi encontrado sem vida a poucos metros do acampamento Jhone Santos, localizado no município de Vilhena, a 25 km do distrito São Lourenço.

Lucas tinha apenas 21 anos, nascido em Jaru. Assim como milhões de jovens desempregados, Lucas sonhava com a possibilidade de conseguir um lote para viver com dignidade, e lutava por um pedaço de terra na Área Jhone Santos.

Lucas foi assassinado a tiros por bando armado do latifundiário Heládio Cândido Senn. Esse bandido, assassino e ladrão de terra é conhecido como Nego Zen. É o mesmo bandido que comandou pessoalmente seu bando armado em setembro de 2014, na ocasião em que, dentre inúmeros crimes contra famílias do acampamento Gilson Gonçalves, sequestrou, torturou e manteve sob cárcere privado dois camponeses. Mesmo tendo sido denunciado e preso junto com outros elementos do seu bando portando diversas armas de fogo, tais crimes permaneceram impunes.

No dia 26 de junho desse ano, dias antes do assassinato de Lucas, a pm comandada pessoalmente pelo comandante-geral, coronel Ronaldo Flores realizou operação contra as famílias da área Jhone Santos. Junto aos policiais estavam pistoleiros do latifundiário Nego Zen. Na operação atacaram as famílias covardemente, mantiveram os camponeses sob ameaça de armas de fogo até tarde da noite, queimaram suas roças, pertences, barracos e casas, torturaram ao menos uma mulher e um jovem.

Desde 2015 as famílias do acampamento Jhone Santos já sofreram com vários despejos. Em todos eles tiveram benfeitorias e seus poucos pertences, que conseguem conquistar com muito trabalho, queimadas pela polícia.

O assassinato de Lucas tem o mesmo modus operandi aplicado pelos bandos armados do latifúndio compostos de pistoleiros e policiais, apoiados, protegidos e acobertados pela cúpula da área de segurança do Estado, que agem impunemente como “grupos de extermínios” assassinando camponeses combativos e lideranças da luta pela terra.

Responsabilizamos o ladrão de terra, bandido e assassino Nego Zen. Responsabilizamos o comandante-geral da pm, coronel Ronaldo Flores, o superintendente do Incra e o ouvidor agrário de Rondônia, Brito e Erasmo. Vocês estão com as mãos sujas de sangue!


Mas o sangue do jovem Lucas, assim como de tantos outros lutadores e lutadoras tombados não terá sido em vão.

E não cansamos de repetir, o terror do latifúndio e de seu velho Estado não vai parar a luta pela terra!

Só faz acumular ainda mais ódio e revolta! Em breve as massas camponesas se levantarão em grandes ondas para varrer o latifúndio, através da Revolução Agrária!

E mais cedo que tarde o povo cobrará a conta de tantos assassinatos e injustiças!

Punição para os mandantes e assassinos de Lucas!

Companheiro Lucas, presente na luta!

Viva a resistência dos camponeses da área Jhone Santos!

Conquistar a terra! Destruir o latifúndio!

Viva a Revolução Agrária!"

quinta-feira, 29 de março de 2018

USA: TORTURADORA ASSUME CHEFIA DA CIA

Reproduzimos importante denúncia da redação do Jornal A Nova Democracia sobre a situação política dos USA:

"USA: Torturadora assume chefia da CIA



O presidente arquirreacionário do USA, Donald Trump, colocou no cargo de secretário de Estado o então chefe da CIA – agência de inteligência ianque –, Mike Pompeo, em 13 de março. Para o cargo antes ocupado por Pompeo, Trump indicou Gina Haspel, figura amplamente conhecida como responsável por dirigir torturas e dirigir prisões clandestinas.
Gina Haspel é um quadro da inteligência ianque desde 1985 e foi antes chefe das operações clandestinas nas prisões secretas dos ianques, onde dirigiu várias sessões de torturas.
COMANDANDO AS TORTURAS
Em 2002, com o início da nova ofensiva militar ianque contra as nações do Oriente Médio, a criminosa dirigiu uma prisão clandestina na Tailândia, onde os detidos eram submetidos a afogamentos, choques elétricos, privação do sono, confinamento em caixas, tortura com sons e temperaturas extremas etc., segundo o monopólio da imprensa ianque Washington Post.
Entre os prisioneiros torturados nessa prisão, estão dois sauditas chamados Abd al-Rahim al-Nashiri e Abu Zubaydah. O prisioneiro Zubaydah, por exemplo, foi submetido a 83 sessões de tortura durante ao menos 30 dias, segundo o monopólio de imprensa ianque New York Times.
Outro caso emblemático, sob a tutela da torturadora-chefe Gina Haspel, foi o de Khalid Shaikh Mohammed, em 2003. Mohammed foi submetido a 183 sessões de tortura apenas no mês de março daquele ano. Segundo o New York Times, as sessões de tortura foram tão brutais e intensas que os oficiais da CIA chegaram a questionar se não estavam “passando dos limites”.
O histórico de monstruosidades de Gina Haspel, no entanto, não abala seu prestígio entre o establishment ianque, mas ao contrário, seus crimes tornam-na um exemplo. “Gina é uma espiã exemplar e uma patriota dedicada com mais de 30 anos de experiência”, declarou Pompeo, em 2017.
TRUMP DE ACORDO
Durante sua campanha e mesmo antes dela, Trump foi e segue sendo um entusiasta das torturas. Em janeiro de 2017, por exemplo, declarou que considera útil e funcional o uso de torturas por afogamento, em entrevista à emissora ABC News.
Em fevereiro de 2015, por exemplo, Trump declarou que as famílias das massas que resistem à guerra de agressão em seus países - o que ele chamou de “terroristas” - devem ser mortas, para “desencorajá-los”. Também fez a defesa, na ocasião, das torturas como afogamento e privação do sono.
CENTRALIZANDO PODER
Além do absurdo de nomear uma notória criminosa e torturadora, o remanejo dos cargos expõe o processo de reacionarização do Estado burguês ianque em outro aspecto.
A nomeação de Mike Pompeo, então chefe da CIA, é parte do processo de centralização de funções políticas e de poder no Executivo – principalmente nas Forças Armadas e nos serviços de inteligência.
Assim, Mike Pompeo ficará responsável pela diplomacia do Estado ianque que medeia a relação de conluio e pugna do imperialismo ianque com os demais imperialistas e a relação de dominação com as nações do terceiro mundo."

quarta-feira, 21 de junho de 2017

ÍNDIA: PRESOS POLÍTICOS EM GREVE DE FOME

DEZENAS DE PRISIONEIROS POLÍTICOS NOS CÁRCERES DE CALCUTÁ FAZEM GREVE DE FOME EM SOLIDARIEDADE E PROTESTO AS TORTURAS A REVOLUCIONÁRIA KALPANA MAITY

Traduzimos do blog maoistroad denúncia sobre a greve de fome de cerca de 80 prisioneiros políticos e a situação que se encontra a revolucionária indiana Kalpana Maity:

“Em torno de 80 prisioneiros políticos de quatro cárceres da Índia -três dos quais se encontram em Kolkota (Calcuta)- fizeram uma greve de fome de 24 horas desde o sábado passado como forma de protesto contra a tortura infligida a comunista-maoísta Kalpana Maity, que atualmente se encontra na prisão de Alipore. A greve nas prisões de Presidency, Dum Dum, Jalpaiguri e no presidio de mulheres de Alipore começaram às 6hs da manhã e terminou na mesma hora de domingo.

Ranjit Sur, membro da Associação para a Proteção dos Direitos Democráticos, uma organização cidadã de direitos humanos, declarou que tem estado em contato com os prisioneiros e que a organização havia recebido uma queixa por escrito de Maity detalhando a tortura a que foi submetida (Fonte: Indianexpress).
Nos deu a queixa escrita em sua última parição, que foi dia 6 de este mês. Devia apresentar ao juiz também, porém não pôde apresentar sua queixa a eles na última audiência. Segundo sua denúncia, Kalpana Mayti começou a sofrer de muitas dores desde que foi transferida a prisão de Alipore. Ela sofre de diabetes, artrites e uma série de outras enfermidades.

"Ela alega que o encarregado do cárcere deu instruções a todos os demais reclusos na prisão ameaçando-os para que não a audem. Os outros presos foram proibidos de falar com ela, e vice-versa. Também, a obrigam limpar sua própria cela e banheiro, algo que os demais internos não têm que fazer. A os outros reclusos é permitido passear ou fazer exercício no pátio da prisão, entretanto a Kalpana é negada esta facilidade", segundo afirma Ranjit Sur.

terça-feira, 23 de maio de 2017

POLICIAIS SÃO CONSTANTEMENTE DENUNCIADOS POR TRABALHAREM COMO PISTOLEIROS PARA LATIFUNDIÁRIOS EM RO

No dia 16/05, o camponês Paulo Sérgio Bento Oliveira, de 36 anos, foi covardemente executado pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Militar (PM), na cidade de Mirante da Serra, no estado de Rondônia.
        
Afim de barrar a justa luta pela terra na região, camponeses sem terra e principalmente lideranças são perseguidas, ameaçadas, torturadas e assassinadas por pistoleiros. Frequentemente quem cumpre esse papel de "bando armado do latifúndio" é a própria polícia.

A realidade latifundiária e o conflito agrário no campo não são particulares do estado de Rondônia, entretanto é importante lembrarmos que este estado apresentou nos últimos anos o maior número de mortes no campo decorrente da luta pela terra.

De acordo com o balanço anual realizado pela CPT, o número de execuções no campo em 2015 foi o maior desde 2002. A maior parte dos assassinatos ocorreu no estado de Rondônia onde foram contabilizadas 21 mortes, em seguida o estado do Pará com 19 mortes. De acordo com a Agência Brasil, "o perfil predominante das mortes foi de indivíduos envolvidos em movimentos de luta pela regularização fundiária, como é o caso de uma família do município paraense de Conceição do Araguaia, que teve todos os seus cinco membros mortos a golpe de facão e tiros em fevereiro do ano passado." 

O tamanho dos latifúndios e a quantidade de famílias a espera pela promessa de reforma agrária dos governos tem levado muitos movimentos no campo a defenderem o corte imediato das terras para que os camponeses possam trabalhar e viver.

 "O Brasil registrou durante o primeiro governo da presidente Dilma Rousseff um aumento de concentração de terras em grandes propriedades privadas de pelo menos 2,5%. Dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) revelam que, entre 2010 e 2014, seis milhões de hectares passaram para as mãos dos grandes proprietários — quase três vezes o estado de Sergipe. Segundo o Sistema Nacional de Cadastro Rural, as grandes propriedades privadas saltaram de 238 milhões para 244 milhões de hectares. (...) Há 130 mil grandes imóveis rurais, que concentram 47,23% de toda a área cadastrada no Incra. Para se ter uma ideia do que esse número representa, os 3,75 milhões de minifúndios (propriedades mínimas de terra) equivalem, somados, a quase um quinto disso: 10,2% da área total registrada. No governo Lula, de 2003 a 2010, o aumento das grandes propriedades, públicas e privadas, foi ainda maior do que na gestão de Dilma. Elas saltaram de 214,8 milhões, em 2003, para 318 milhões de hectares em 2010: aumento de 114 milhões de hectares. " Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/concentracao-de-terra-cresce-latifundios-equivalem-quase-tres-estados-de-sergipe-15004053

Em outras palavras, podemos dizer que a área representada pelos estados do Paranã e e São Paulo juntos está na mão de cerca de 300 latifundiários, enquanto temos no campo aproximadamente 5 milhões de famílias sem terra, ou com pouca terra, "a espera'' de chão para viverem e plantarem. 

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Noam Chomsky e outros renomados intelectuais aderem a Campanha de Liberdade para Murali (Cam. Ajith)



Justiça para Murali (Camarada Ajith)

Judith Butler, Spivak, Noam Chomsky exigem cuidados médicos adequados para o prisioneiro maoísta camarada Ajith (K.Muraleedharan).

Publicação de 08 de setembro de 2016, traduzido pelo CEBRASPO 15 de setembro de 2016.

Prof. Judith Butler também apoia a campanha que exige cuidados médicos necessários  para o prisioneiro maoísta, camarada Ajith.
Mundialmente conhecida, a pensadora feminista e filósofa Judith Butler, professora da Universidade da Califórnia, Berkeley, apoiou a campanha global para a prestação de cuidados médicos adequados para o enfermo maoísta sob julgamento, o prisioneiro K Murleedharan de Kerala, que deu entrada na Prisão Central Yerawada perto de Pune há 15 meses. Prof. Butler havia endossado a chamada por meio de mensagem de e-mail à Justiça para Murali, um coletivo global que exige cuidados médicos e liberdade sob fiança para o Sr. Muraleedharan de 62 anos, que sofre de doenças cardíacas.
Globalmente conhecidos e renomados intelectuais públicos e cientistas sociais, como o Prof. Noam Chomsky, Prof. Gayatri Spivak Chakravarty e Prof. Partha Chatterjee já aprovaram a chamada e aderiram à campanha.
Prof. G Haragopal do Comité de Defesa para a Libertação dos Presos Políticos e o poeta Varavara Rao exigem a imediata concessão de fiança para o Sr. Muraleedharan por motivos médicos. "Como um paciente cardíaco que requer tratamento adequado e assistência médica. As autoridades estão negando mesmo esses direitos mais básicos para ele", eles disseram. Prof. GN Saibaba, Prof. C Sheshayya, Presidente Andhra Pradesh Comitê de Liberdades Civis, Prof. G Lakshman Presidente, Comissão das Liberdades Cívicas Telengana estão entre as pessoas que se apresentaram para exigir assistência médica adequada e fiança para Sr. Muraleedharan.
Justiça para Murali (Camarada Ajith)
Justiça para Murali é um coletivo global que emergiu para garantir um bom atendimento, tratamento médico e fiança para Muraleedharan.K (Murali Kannampilly), um ativista político radical  nas últimas quatro décadas e um ilustre estudioso da economia política, estudos Dalit e autor de 'Land, Casta e servidão', uma análise pioneira das relações agrárias em Kerala. Está definhando na Prisão Central de Yerawada  perto de Pune durante os últimos 15 meses como prisioneiro sob julgamento.
O estado de saúde de Murali de 62 anos, que já passou por uma cirurgia aberta no coração, tem sido um assunto de grande preocupação para os amigos, companheiros, membros de sua família e bem intencionados, desde sua prisão. Como se temia, seu estado de saúde dera  uma guinada para pior forçando as autoridades da prisão a admiti-lo no Hospital do Governo Sassoon em Pune, em 4 de setembro de 2016. Mas as autoridades de prisão deram-lhe alta do hospital em 06 de setembro de 2016 após a apresentação de uma petição de um advogado, para garantir o cuidado adequado para ele no hospital e permitindo seu filho assistir a ele lá. Até então não havia ninguém até mesmo pegue a amostra de urina que o médico havia instruído a ser testada e enviada para o laboratório.
Diante do passo tomado pelas autoridades da prisão, os globalmente reconhecidos intelectuais e cientistas sociais, como o Prof. Noam Chomsky, Prof Gayatri Spivak Chakravarty, Prof. Partha Chatterjee apoiaram o pedido de assistência médica adequada ao Sr. Muraleedharan.
O coletivo Justiça para Murali foi formado para estender esta campanha em uma escala mais ampla para garantir cuidados médicos adequados para o prisioneiro doente, bem como exigir a sua libertação da prisão. Nós procuramos a ajuda e o apoio de todas as pessoas que acreditam  na democracia, direitos humanos e na  liberdade individual para se juntarem a demanda por assistência médica adequada, assim como a liberação de Murali da prisão.
 Após sua prisão pelas acusações de ser um líder do Partido Comunista da Índia (Maoísta), ele foi apresentado a um tribunal apenas uma vez nos últimos 15 meses. Enviado para  uma prisão de alta segurança, as autoridades da prisão também  o proibiram de ter acesso a livros e outras publicações para ele.
A ação das autoridades de prisão é contra os direitos fundamentais garantidos pela Constituição indiana, os princípios consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos e da Convenção das Nações Unidas são contra a Tortura. Mais uma vez, buscamos o apoio de todas as pessoas que acreditam na liberdade, nos direitos humanos e na dignidade individual a aderirem à campanha para garantir a assistência médica adequada e liberação de Mr. Muraleedharan da prisão.

Lista de personalidades que já aderiram campanha:

1: Prof. Noam Chomsky: MIT
2: Prof. Gayatri Spivak Chakravarty: Universidade de Columbia
3: Prof. Judith Butler: University of California, Los Angeles
4: Prof. Partha Chatterjee: Universidade de Columbia
5: Prof. Anand Teltumbde: IIT Khargapur
6: Prof. Prabhat Patnaik: Professor Emérito da Universidade Jawaharlal Nehru
7: Bernard D'Mello, Editor-adjunto, Económico e Político Semanal
8: Dr. KT Rammohan: Antiga Escola Dean de Ciências Sociais, Mahatma Gandhi University
9: Dr. TT Sreekumar: Professor, MICA, Escola de Idéias, Ahmedabad
11: Dr. J. Devika: Professor Assistente do Centro de Estudos de Desenvolvimento, Thiruvananathapuram
12: Prof. AK Ramakrishnan: Professor, Centro de Estudos sobre a Ásia Ocidental, Universidade Jawaharlal Nehru, Delhi
13: K Satchidandan: escritor poeta
14: Meena Kandasamy: escritor poeta
15: Kanam Rajendran: Secretário de Estado, Partido Comunista da Índia, Kerala
16: BRP Bhaskar: eminente jornalista e escritor
17: K Venu: O escritor e comentador social
18: MM Somasekharan: O escritor e comentador social
19: Njamal Babu (TN Joy): Intelectual Pública
21: PK Venugopal: Janakeeya Kala Sahitya Vedi
22: Prof. G Haragopal: Comité de Defesa, da Comissão para a libertação dos presos políticos
23: Varavara Rao, presidente da Frente Democrática Revolucionária, Fundador, Revolutionary Writers Association
24: Rajkishore, Secretário Geral, RDF
25: Prof. G N Saibaba, vice-secretário, RDF
26: Varalakshmi, Secretário, Virasam (Revolutionary Writers Association)
27: Prof C Sheshayya, Presidente, APCLC
28: Prof. G Lakshman, Presidente, Comissão das Liberdades Cívicas Telengana.


*Nota traduzida de: http://maoistroad.blogspot.com.br/

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Massacre e terror contra os filhos do povo no Rio de Janeiro O Estado continua sua política de morte

*Nota divulgada e distribuída pelo CEBRASPO na última terça-feira, 06 de setembro, no ato realizado em frente ao Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, onde estavam presentes familiares, entidades democráticas e movimentos populares exigindo justiça e punição aos mandantes e executores deste crime bárbaro.



Massacre e terror contra os filhos do povo no Rio de Janeiro  O Estado continua sua política de morte

A juventude e o povo do Rio de Janeiro são vítimas de um massacre sistemático. Assassinatos são praticados diariamente nas favelas e comunidades. A polícia invade,comete todo tipo de arbitrariedades, desrespeito e humilhação,sempre seguida do assassinato dos jovens filhos do povo.O número de mortes violentas no Brasil no ano de 2015 foi de 57 mil pessoas. A polícia brasileira é a que mais mata no mundo e a do Rio de Janeiro é a que mais mata no país.

No caso dos adolescentes, a violência prossegue nas prisões, no chamado “Sistema Sócio Educativo”, onde os jovens em conflito com a lei são jogados às centenas em verdadeiros campos de concentração. As instituições de internação são ocupadas com muito mais que sua capacidade, essa superlotação é seguida da tortura, violência e mortes. Os jovens vivem em celas em péssimas condições de higiene, com instalações desumanas.

Somente no período de agosto a inicio de setembro foram 3 mortes no “Sistema Socioeducativo”. Um desses jovens, de 15 anos, estava detido no Centro de Atendimento Intensivo de Belford Roxo (CAI-Baixada) e morreu no Hospital Municipal Jorge Júlio Costa dos Santos, depois de perder a consciência e sair da unidade em estado de coma. Funcionários do local dizem que a unidade é uma das mais insalubres do Estado e que o adolescente foi internado às pressas na tarde do dia 26 de agosto, apresentando quadro avançado de meningite meningocócica, que é transmissível através da saliva e do ar. Depois foi dito que seria problema de coração. Essa unidade está com 380 internos, embora haja espaço para apenas 150.

Na Unidade João Luís Alves, onde o quadro também é de superlotação e maus tratos, a capacidade da unidade é para 120 pessoas, mas está com 346 internos. Houve um incêndio em uma das celas, que tem fios desencapados e colchões velhos altamente inflamáveis. Onde havia lugar para 4 haviam 12 jovens, que foram impedidos de sair , o que causou fortes queimaduras em 9 deles.Foram levados já muito feridos para vários hospitais. Ryan Pereira Bento,de 15 anos,morreu no mesmo dia. Isaías, de 16 anos, também não aguentou a gravidade dos ferimentos.


Em um grande número de casos, muitos desses jovens nem deveriam estar cumprindo medida de internação- simplesmente os juízes aplicam a medida desconsiderando a própria lei. Foram ainda mantidos algemados, nos hospitais, porque outro juiz indeferiu o pedido conjunto da Defensoria Pública e do Ministério Público - para que as algemas fossem retiradas.Isaías antes de morrer já estava em coma e mesmo assim, como todos os outros, permanecia algemado. Esse é mais um crime da “justiça”, que comprova seu papel de legitimar as atrocidades desse Estado,sustentando os hediondos crimes cometidos contra esses jovens. São um Estado e uma justiça de classe. Existem para proteger os poderosos e legitimar todos os crimes cometidos contra o povo.

O que acontece no sistema Sócio Educativo é uma extensão da política de crimes cometidos contra todo o povo pobre. Os casos como o assassinato com 111 tiros dos 5 jovens em Costa Barros, os 2 recentes massacres no baile do Complexo do Chapadão com o total de quase 15 mortos, os assassinatos de crianças em diversas favelas, entre muitos outros, comprovam a clara orientação para instalar o terror. Não são policiais “despreparados”, são exatamente preparados para matar. Assim como não é por acaso que tantos crimes e torturas ocorrem contra os jovens internados nesse criminoso e famigerado “Sistema Socioeducativo”.

Com isso cresce a revolta do povo e da juventude diante de tantas injustiças e crimes, e contra os gerentes do Estado, políticos de todos os partidos, que a cada ano, armam mais as polícias e estimulam a violência,criminalizando, encarcerando e tratando dessa forma brutal a nossa juventude. Esses governantes autorizam essas mortes cada vez mais, de todas as formas, com os crimes praticados pelas polícias ou quando jogam os jovens nessas absurdas condições de encarceramento.Toda essa política é a mesma da “tolerância zero”, dos “autos de resistência”, impostas pelo imperialismo, principalmente norte americano, a esses governos subservientes e rastejantes, que aceitam o papel de massacrar seu próprio povo para assegurar a exploração e o controle do nosso país.

As mães são a voz de seus filhos, cada vez mais se organizam e se mobilizam para exigir justiça e defender a punição dos policiais assassinos e dos agentes de Estado que no Sistema “Sócio Educativo” praticam regularmente a tortura e todas essas atrocidades. Exigir Justiça é um direito inalienável do povo.


PELO DIREITO DO POVO LUTAR PELOS SEUS DIREITOS!


O FASCISMO NÃO PASSARÁ!



CEBRASPO – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos



segunda-feira, 27 de abril de 2015

Morre Inês Etienne Romeu, Lutadora do Povo Brasileiro



A ex-presa política do Regime Militar, Inês Etienne Romeu morreu hoje de manhã (segunda-feira, dia 27 de abril de 2015), enquanto dormia em sua casa em Niterói, Rio de Janeiro.
Inês era a única sobrevivente da Casa da Morte, localizada em Petrópolis, onde presos políticos eram torturados e assassinados.
Inês integrava o comando da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) e foi presa em 5 de maio de 1971 pelo delegado Sérgio Paranhos Fleury, na avenida Santo Amaro, em São Paulo. Foi barbaramente torturada no DOI-CODI paulista e depois transferida para a Casa da Morte, onde foi mantida presa clandestinamente pelos militares durante 96 dias e torturada por 6 agentes da repressão.

O imóvel onde funcionava a Casa da Morte, em Petrópolis.
Em agosto de 1971, foi jogada na casa de uma irmã pesando apenas 32 quilos, mas com a memória intacta e disposta a denunciar o que sofrera. Para não voltar as torturas em um aparelho clandestino nem ser assassinada, Inês se apresentou a justiça, sendo condenada a prisão perpétua em 1972. Oito anos depois, após a Lei da Anistia, ela foi libertada. Em 1981 denuncia a existência do centro de tortura clandestino mantido pelos agentes do Estado. Graças a denúncia diversos torturadores foram identificados. Denunciou também a participação do médico Amílcar Lobo nas torturas da Casa da Morte. Lobo, codinome “Dr. Carneiro”, teve o seu registro de médico posteriormente cassado pelo Conselho Regional de Medicina (CRM). Fora isso nenhuma punição foi aplicada pelo Estado dito "Democrático" aos torturadores denunciados, assim como a nenhum outro agente envolvido nas torturas e assassinatos de militantes políticos durante o Regime Militar.

Em 2003, aos 61 anos, Inês sofreu uma agressão dentro de sua casa, de um suposto marceneiro, e foi internada com traumatismo cranioencefálico. Foi um longo período de tratamento até que conseguisse novamente falar e andar. A polícia do 77º. Distrito de São Paulo registrou a agressão como “acidente doméstico”. Até hoje o agressor não foi identificado.

Mesmo depois de sofrer as piores torturas Inês Etienne Romeu se manteve firme, denunciando as torturas até sua morte. Rendemos nossas homenagens a Inês Etienne Romeu e todos os heróis do povo. Pedimos a punição de seus torturadores e dos mandantes das torturas, bem como de todos os outros criminosos agentes do Regime Militar que até hoje estão impunes. Não punir torturadores é conciliar com esses crimes e reforçar essas práticas que continuam acontecendo nas favelas, no sistema penitenciário e no campo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Cena do Filme Zuzu Angel e a Farsa da Comissão da Verdade

O relatório final da Comissão Nacional da Verdade foi o desfecho de mais uma encenação do velho Estado. O objetivo, apesar do que poderia parecer aos desacautelados, era continuar encobrindo os crimes dos militares e civis, mandantes e executores de torturas e assassinatos de lutadores do povo que ousaram enfrentar o regime. Enquanto finge se importar com o sofrimento dos familiares dos que foram torturados e mortos pelos militares, o governo Dilma/PT defende a manutenção da Lei de Anistia e a impunidade aos militares que cometeram e coordenavam os mais brutais crimes contra o povo e os direitos humanos.


A indignação de quem sofreu as torturas, de quem teve seus familiares assassinados e desaparecidos, e hoje lê o relatório da Comissão e assiste os apelos de Dilma pela conciliação com torturadores e assassinos faz lembrar a indignação de Zuzu Angel, retratada no filme de Sérgio Rezende, durante o julgamento de seu filho, Stuart Angel. O tribunal absolve seu filho, mas ele já estava morto depois de inúmeras torturas e seu corpo nunca foi encontrado. Os verdadeiros criminosos que ordenaram e praticaram a tortura, o assassinato e desaparecimento do corpo de Stuart e de muitos outros militantes permanecem impunes e no que depender de Dilma e PT, a impunidade prosseguirá.

"..e agora essa farsa em nome de um "Estado de Direito". Mas que direito é esse?"

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

RJ | NINGUÉM FICA PRA TRÁS! - Andressa Feitoza, menor de idade presa política

Andressa Feitoza, secundarista do Colégio Estadual Julia Kubitschek, no Rio de Janeiro, foi uma das presas políticas do 12 de julho, véspera da final da Copa da FIFA.Por ser menor de idade, Andressa foi levada ao DEGASE, diferente dos seus companheiros de luta, que foram enviados para o Complexo Penitenciário de Gericinó (Bangu). No DEGASE sofreu e presenciou diversos tipos de tortura, que ela já denunciou em eventos públicos.


Como já era previsto, o Estado de Exceção imposto durante a realização dos megaeventos desde o ano passado, vem cobrando àqueles que ousaram sublevar a ordem vigente, resultando numa ditadura que se dá atrás das togas, isto é, dá-se por meio da cúpula do judiciário que ajuda ao lado da grande mídia fascista criminalizando ainda mais os movimentos sociais e populares.

As audiências vêm sendo marcadas e os nossos companheiros de luta precisam ainda mais do nosso apoio. Não podemos deixar (não mesmo) que se aconteça o mesmo que aconteceu com o Caio Silva, Fábio Raposo, linchados pela mídia no caso do cinegrafista Santiago Andrade (Band-Rio), sem se esquecer do morador de rua, Rafael Braga, que foi arbitrariamente preso durante as Jornadas de Junho, por carregar uma garrafa de pinho sol. Para a Polícia Civil, Rafael é um bandido criminoso por portar material incendiário, versão negada inclusive pela perícia da própria polícia.

A estudante Andressa Feitoza lutou por toda a população fluminense e para melhorar o seu país. Agora, está na hora de mostrarmos nossa força e ajudá-la de várias formas possíveis e cabíveis. Sua audiência está marcada para o dia 12 de novembro de 2014, numa quarta-feira, às 13 horas, na 2ª Vara da Criança e do Adolescente (2º andar). O endereço é: Avenida Rodrigues Alves, 731 - Santo Cristo, Rio de Janeiro.

Andressa Feitoza conta com o seu, com o meu, com o nosso apoio! A Frente Independente Popular - RJ continua com a campanha do NINGUÉM FICA PRA TRÁS! É importante que todos compartilhem e divulguem ao máximo nas redes sociais, nos locais de trabalho, aonde puderem espalhar, pois todos nós sabemos que essa prática criminosa do Estado só está começando.

Via: Frente Independente Popular - RJ

sábado, 18 de outubro de 2014

Cacina de Nova Brasília: 20 anos de impunidade

Em 18 de outubro de 1994, 13 pessoas foram mortas durante uma invasão da Polícia Civil à favela Nova Brasília - dez com tiros na cabeça. Além disso foram registrados 3 casos de abuso sexual.



Sob alegação de cumprir 104 mandados de prisão temporária, 110 policiais civis da Divisão de Repressão a Entorpecentes da 21ª DP e de outras unidades da Polícia Civil, entraram na favela por volta das 5h da manhã, invadiram residencias, torturaram, violentaram sexualmente ao menos 3 pessoas, e executaram pessoas em uma praça da comunidade. Uma das vítimas, Evandro de Oliveira, morreu baleado nos dois olhos. Outra vítima recebeu 7 (sete) tiros na nuca e outros 2 tiros na cabeça.

Na época, o titular da DRE – Delegacia de Repressão aos Entorpecentes – Maurílio Moreira, afirmou que a operação foi uma resposta à ação na 21ª DP, metralhada três dias antes, quando 3 policiais ficaram feridos.

O inquérito referente ao caso foi arquivado em 2005 mesmo segundo o MP, as vítimas de abusos sexuais terem reconhecido na época os policiais envolvidos. O desarquivamento do inquérito da chacina da Favela Nova Brasília só foi determinado pelo Ministério Público do Rio em março de 2013, após atuação da OEA.

mais: http://teratologiacriminal.blogspot.com.br/2013/08/chacina-de-nova-brasilia-complexo-do.html

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Tribunal ordena divulgação de vídeos de alimentação forçada em Guantánamo

Uma juíza federal ordenou esta sexta feira a divulgação de 28 vídeos que retratam a alimentação forçada de um prisioneiro de Guantánamo em greve de fome, segundo avança o Wall Street Journal. O advogado de Abu Wa’el Dhiab tem esperança que, “assim que a verdade seja revelada”, estas “práticas horríveis sejam abolidas”.


 via: esquerda.net 
Inúmeros órgãos de comunicação social solicitaram ao tribunal, a 20 de junho, o acesso às gravações, classificadas como “secretas”.
A Juíza Distrital Gladys Kessler veio agora dar um parecer favorável ao pedido dos media, alertando, contudo, para a necessidade de proteger a identidade de todos os elementos gravados, que não o prisioneiro.
"O tribunal está bem ciente, como o governo tem enfatizado, que, até à data, nenhum tribunal ordenou a divulgação de informações classificadas envolvendo presos de Guantánamo, enfrentando assim a oposição do executivo", escreveu a juiz Kessler. "No entanto, para ser clara, isto não significa que, numa determinada situação, o tribunal não possa fazê-lo, se tal se justificar”, acrescentou.
O advogado de Abu Wa’el Dhiab já reagiu a esta decisão, afirmando que “os americanos poderão ver com os seus próprios olhos o tipo de abusos que estão a ser infligidos a estes prisioneiros que se encontram, de forma pacífica, em greve de fome”.
“Assim que a verdade seja revelada, acreditamos que estas práticas horríveis sejam abolidas”, frisou Jon Eisenberg.
A advogado da Associated Press, David Schulz, afirmou, por sua vez, que esta “é uma forte reafirmação do direito do público de saber o que está a fazer o seu governo”.
Abu Wa’el Dhiab foi informado na primavera de que seria reinstalado no Uruguai, juntamente com mais cinco prisioneiros. Contudo, à medida que esta transferência vai sendo adiada, o impasse com os oficiais militares norte americanos foi-se deteriorando, tornando-se, muitas vezes, violento.
A administração Obama tem procurado limitar a quantidade de informações divulgadas sobre o processo de Dhiab, sendo que, na quinta feira, o tribunal recusou um pedido para fechar uma audiência, que está agendada para segunda feira.
O prisioneiro sírio está detido em Guantánamo desde agosto de 2002.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Vídeo: O Homem que foi Condenado por Porte de Pinho Sol

Vídeo produzido pelo Mídia Independente Coletivo e pelo Coletivo Mariachi sobre a prisão e condenação de Rafael Braga Vieira, 26 anos, preso durante a manifestação de 1 milhão do dia 20 de junho na Av. Presidente Vargas, Centro do Rio de Janeiro, por portar garrafas plásticas contendo desinfetante e água sanitária, produtos de limpeza que usava para trabalhar. Segundo a acusação da polícia a garrafa de Pinho Sol seria um coquetel molotov, o que foi obviamente refutado pela própria perícia. Mesmo assim Rafael Braga foi condenado por porte de um explosivo que comprovadamente nunca existiu.