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quinta-feira, 6 de julho de 2017

ÍNDIA: MILITANTE É SEQUESTRADA PELO ESTADO INDIANO E CORRE RISCO DE VIDA


Traduzimos uma nota, do blog Dazibao Rojo, que denuncia a prisão de uma militante indiana. O CEBRASPO vem denunciando em suas notas o fato dos agentes do estado indiano executarem militantes sem que esses tenham direito a defesa e sejam julgados diante o Tribunal de Justiça do país. Comumente os assassinados são justificados como sendo frutos de confrontos, caracterizados pelas entidades democráticas do país como “falsos encontros”. O Centro Brasileiro de Solidariedade denuncia esse ocorrido e exige do Estado indiano que apresente com vida a militante Kakarala Padma!

Segue tradução:

“ÍNDIA: Sequestram a camarada Kakarala Padma. Sua vida corre perigo!

   

Nova Delhi, 04.07.17

Segundo fontes da imprensa indiana, a camarada Kakarala Padma, que se encontrava na clandestinidade desde 2012, foi detida por agentes repressivos da Oficina Estatal de Inteligencia de Andhra Pradesh (SIB) próximo a Sennimalai no distrito de Erode.
Seu marido que também é um preso político, o camarada Vivek, qualificou como ilegal sua prisão e manifestou seu temor de que ela seja submetida a tortura e inclusive de que seja assassinada em um falso confronto. Exigiu que ela seja apresentada ao  tribunal ainda que as fontes repressivas tenham se negado a confirmar sua detenção. 
Ainda nessa linha o escritor e poeta revolucionario, Varavara Rao, presidente da Frente Revolucionaria Democrática, denunciou que a camarada Padma foi arrastada por um agente SIB Andhra e os “Greyhounds”  em Erode enquanto regressava de Ernakulam no Chennai Express. "Há uma ameaça para sua vida. Deve ser apresentada diante de um tribunal de justiça imediatamente ", afirmou Rao. “



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Noam Chomsky e outros renomados intelectuais aderem a Campanha de Liberdade para Murali (Cam. Ajith)



Justiça para Murali (Camarada Ajith)

Judith Butler, Spivak, Noam Chomsky exigem cuidados médicos adequados para o prisioneiro maoísta camarada Ajith (K.Muraleedharan).

Publicação de 08 de setembro de 2016, traduzido pelo CEBRASPO 15 de setembro de 2016.

Prof. Judith Butler também apoia a campanha que exige cuidados médicos necessários  para o prisioneiro maoísta, camarada Ajith.
Mundialmente conhecida, a pensadora feminista e filósofa Judith Butler, professora da Universidade da Califórnia, Berkeley, apoiou a campanha global para a prestação de cuidados médicos adequados para o enfermo maoísta sob julgamento, o prisioneiro K Murleedharan de Kerala, que deu entrada na Prisão Central Yerawada perto de Pune há 15 meses. Prof. Butler havia endossado a chamada por meio de mensagem de e-mail à Justiça para Murali, um coletivo global que exige cuidados médicos e liberdade sob fiança para o Sr. Muraleedharan de 62 anos, que sofre de doenças cardíacas.
Globalmente conhecidos e renomados intelectuais públicos e cientistas sociais, como o Prof. Noam Chomsky, Prof. Gayatri Spivak Chakravarty e Prof. Partha Chatterjee já aprovaram a chamada e aderiram à campanha.
Prof. G Haragopal do Comité de Defesa para a Libertação dos Presos Políticos e o poeta Varavara Rao exigem a imediata concessão de fiança para o Sr. Muraleedharan por motivos médicos. "Como um paciente cardíaco que requer tratamento adequado e assistência médica. As autoridades estão negando mesmo esses direitos mais básicos para ele", eles disseram. Prof. GN Saibaba, Prof. C Sheshayya, Presidente Andhra Pradesh Comitê de Liberdades Civis, Prof. G Lakshman Presidente, Comissão das Liberdades Cívicas Telengana estão entre as pessoas que se apresentaram para exigir assistência médica adequada e fiança para Sr. Muraleedharan.
Justiça para Murali (Camarada Ajith)
Justiça para Murali é um coletivo global que emergiu para garantir um bom atendimento, tratamento médico e fiança para Muraleedharan.K (Murali Kannampilly), um ativista político radical  nas últimas quatro décadas e um ilustre estudioso da economia política, estudos Dalit e autor de 'Land, Casta e servidão', uma análise pioneira das relações agrárias em Kerala. Está definhando na Prisão Central de Yerawada  perto de Pune durante os últimos 15 meses como prisioneiro sob julgamento.
O estado de saúde de Murali de 62 anos, que já passou por uma cirurgia aberta no coração, tem sido um assunto de grande preocupação para os amigos, companheiros, membros de sua família e bem intencionados, desde sua prisão. Como se temia, seu estado de saúde dera  uma guinada para pior forçando as autoridades da prisão a admiti-lo no Hospital do Governo Sassoon em Pune, em 4 de setembro de 2016. Mas as autoridades de prisão deram-lhe alta do hospital em 06 de setembro de 2016 após a apresentação de uma petição de um advogado, para garantir o cuidado adequado para ele no hospital e permitindo seu filho assistir a ele lá. Até então não havia ninguém até mesmo pegue a amostra de urina que o médico havia instruído a ser testada e enviada para o laboratório.
Diante do passo tomado pelas autoridades da prisão, os globalmente reconhecidos intelectuais e cientistas sociais, como o Prof. Noam Chomsky, Prof Gayatri Spivak Chakravarty, Prof. Partha Chatterjee apoiaram o pedido de assistência médica adequada ao Sr. Muraleedharan.
O coletivo Justiça para Murali foi formado para estender esta campanha em uma escala mais ampla para garantir cuidados médicos adequados para o prisioneiro doente, bem como exigir a sua libertação da prisão. Nós procuramos a ajuda e o apoio de todas as pessoas que acreditam  na democracia, direitos humanos e na  liberdade individual para se juntarem a demanda por assistência médica adequada, assim como a liberação de Murali da prisão.
 Após sua prisão pelas acusações de ser um líder do Partido Comunista da Índia (Maoísta), ele foi apresentado a um tribunal apenas uma vez nos últimos 15 meses. Enviado para  uma prisão de alta segurança, as autoridades da prisão também  o proibiram de ter acesso a livros e outras publicações para ele.
A ação das autoridades de prisão é contra os direitos fundamentais garantidos pela Constituição indiana, os princípios consagrado na Declaração Universal dos Direitos Humanos e da Convenção das Nações Unidas são contra a Tortura. Mais uma vez, buscamos o apoio de todas as pessoas que acreditam na liberdade, nos direitos humanos e na dignidade individual a aderirem à campanha para garantir a assistência médica adequada e liberação de Mr. Muraleedharan da prisão.

Lista de personalidades que já aderiram campanha:

1: Prof. Noam Chomsky: MIT
2: Prof. Gayatri Spivak Chakravarty: Universidade de Columbia
3: Prof. Judith Butler: University of California, Los Angeles
4: Prof. Partha Chatterjee: Universidade de Columbia
5: Prof. Anand Teltumbde: IIT Khargapur
6: Prof. Prabhat Patnaik: Professor Emérito da Universidade Jawaharlal Nehru
7: Bernard D'Mello, Editor-adjunto, Económico e Político Semanal
8: Dr. KT Rammohan: Antiga Escola Dean de Ciências Sociais, Mahatma Gandhi University
9: Dr. TT Sreekumar: Professor, MICA, Escola de Idéias, Ahmedabad
11: Dr. J. Devika: Professor Assistente do Centro de Estudos de Desenvolvimento, Thiruvananathapuram
12: Prof. AK Ramakrishnan: Professor, Centro de Estudos sobre a Ásia Ocidental, Universidade Jawaharlal Nehru, Delhi
13: K Satchidandan: escritor poeta
14: Meena Kandasamy: escritor poeta
15: Kanam Rajendran: Secretário de Estado, Partido Comunista da Índia, Kerala
16: BRP Bhaskar: eminente jornalista e escritor
17: K Venu: O escritor e comentador social
18: MM Somasekharan: O escritor e comentador social
19: Njamal Babu (TN Joy): Intelectual Pública
21: PK Venugopal: Janakeeya Kala Sahitya Vedi
22: Prof. G Haragopal: Comité de Defesa, da Comissão para a libertação dos presos políticos
23: Varavara Rao, presidente da Frente Democrática Revolucionária, Fundador, Revolutionary Writers Association
24: Rajkishore, Secretário Geral, RDF
25: Prof. G N Saibaba, vice-secretário, RDF
26: Varalakshmi, Secretário, Virasam (Revolutionary Writers Association)
27: Prof C Sheshayya, Presidente, APCLC
28: Prof. G Lakshman, Presidente, Comissão das Liberdades Cívicas Telengana.


*Nota traduzida de: http://maoistroad.blogspot.com.br/

quinta-feira, 23 de julho de 2015

O Professor indiano Dr GN Saibaba foi liberto temporariamente sob fiança



O ativista revolucionário Dr Saibaba, paraplégico desde os 5 anos de idade, após adquirir poliomielite, chegou a fazer greve de fome exigindo tratamento médico e condições dignas dentro da prisão.
Em entrevista relatou: "Na prisão, eu me perguntava: Por que o governo tem medo de mim? Eu sou 90% deficiente. O Estado Indiano sabe que eu não posso fazer muito, mesmo com os maoístas. É impossível para mim. Mas eu penso, eu escrevo. Este Estado acha que uma pessoa que tem a coragem de se aproximar, ver e descrever a realidade é uma ameaça (...) O Estado deve trabalhar para o povo, mas em vez disso, só está preocupado com a segurança dos poderosos. Eu fui tratado como uma ameaça à segurança porque o governo sentiu que minhas idéias sobre os recursos naturais e os direitos das pessoas não são propícias para o Estado e, portanto, eu deveria ser silenciado. Sou professor. Eu debato, eu escrevo, e por causa disto, o Estado se sente ameaçado."

terça-feira, 26 de maio de 2015

Liberdade imediata para K. Murali, C.P Ismail e todos os presos políticos!


No dia 8 de maio foi preso pelo Esquadrão Anti-Terrorista (ATS) o escritor intelectual maoista indiano K.Murali, 62 e C.P. Ismail,29 

k.Murali se encontrava hospitalizado por conta de problemas cardíacos quando foi detido, desde então lhe está sendo negado tratamento médico adequado.
K. Murali escreveu numerosas obras traduzidas em diversos idiomas, conhecido internacionalmente pela sua luta contra o governo fascista indiano e sua guerra contra o povo.

Informações de: Comité Internacional de Apoyo a la Guerra Popular en la India

Liberdade imediata para K. Murali, C.P Ismail e todos os presos políticos!

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Preso Político do Estado Indiano, o professor Dr. G N Saibaba, está em greve de fome

Dr, GN Saibba, professor da Universidade de Delhi, encarcerado desde 9 de maio de 2014, deu início a uma greve de fome por tempo indeterminado no dia 11 de abril de 2015 exigindo tratamento médico e comida adequados, os quais estão sendo negados a ele pelas autoridades da Prisão Central de Nagpur.
Dr, GN Saibaba teve três vezes pedidos de fiança negados pelos tribunais. Na última vez, em 4 de março de 2015, o juiz pediu relatórios do departamento médico da Prisão Central de Nagpur, onde era assumida a condição médica delicada de Saibaba, mas alegava que ele recebia atendimento hospitalar e a alimentação exigida pelos médicos. Com base nesse relatório o pedido de fiança foi negado.
Embora a autoridade penitenciária tenha feito essas alegações ao tribunais, na realidade Saibaba está sem receber adequado tratamento médico e a alimentação necessária, e agora além disso foram proibidos a ele certos ítens, antes permitidos. Frente a essa situação de constante deterioração de sua saúde, Saibaba decidiu protestar e iniciar uma greve de fome no dia 11 de abril.
G N Saibaba é um ativista que defende as minorias nacionais da Índia e os povos tribais como os Adivasis. Além disso defende em seu país a libertação do povo palestino. Foi preso sob acusação de colaborar com os guerrilheiros maoistas. A índia passa por uma guerra interna entre as forças do Estado e o movimento guerrilheiro dirigido pelos maoistas que controlam um vasto território com participação e apoio de povos tribais e camponeses, impedindo por exemplo a extração de recursos naturais por mineradoras transnacionais.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Liberdade imediata para o Dr. GN Saibaba

Aos democratas, lutadores e defensores dos direitos dos povos.
O Cebraspo convoca a todos para participarem da campanha internacional pela liberdade do Professor Dr. GN Saibaba.
Pedimos que nos enviem as confirmações de adesão. ​

Liberdade imediata para o Dr. GN Saibaba


O professor da universidade de Delhi, Dr GN Saibaba, foi sequestrado no dia 9 de maio último, quando regressava para sua casa após consulta médica, por homens encapuzados que posteriormente assumiram ser da polícia do estado de Maharastra. Dr Saibaba é paraplégico, dependente de cadeira de rodas. Ele é um destacado e firme defensor e ativista dos direitos do povo, tomou parte de campanhas de solidariedade à resistência palestina e iraquiana, das lutas pela autodeterminação dos povos da Caxemira e dos estados do nordeste da Índia.

Sempre esteve na linha de frente de movimentos populares contra a “Operação Caçada Verde”,  como é chamada a grande operação militar, que o Estado Indiano, a serviço de grandes grupos econômicos nacionais e estrangeiros, move contra as populações indígenas e populações que resistem a serem expulsas de suas regiões com extensas jazidas minerais. Essa campanha atinge as populações mais pobres, que sempre foram abandonadas, mas que agora defendem suas terras, florestas e a vida de suas famílias, contra o ataque do Estado e a sanha dos monopólios internacionais. Dr Saibaba esteve sempre na campanha pela libertação dos lutadores e das vítimas dessa operação e de todos os presos políticos na Índia.

Mesmo em precárias condições de saúde, diante das diversas ameaças e absurdas acusações de parte do Estado Indiano nunca escondeu sua condição de defensor dos direitos do povo. Foi interrogado, em setembro do ano passado, quando a polícia invadiu sua residência dentro da universidade de Delhi, levando seus computadores e agendas, com acusações de que teria ligações com a guerrilha maoísta. No início deste ano foi novamente interrogado e mesmo diante de tudo isso nenhuma das acusações da polícia contra ele ficou comprovada.

Uma grande mobilização já se espalha pelo mundo na defesa do Dr Saibaba. Intelectuais renomados da Índia, como a escritora Arundhat Roy e o poeta Vara Vara Rau, a ativista dos direitos das mulheres e líder da Associação Progressista de Mulheres da Índia Kavita Krishnan, escritores, jornalistas, professores, advogados, democratas e lutadores de vários países denunciam seu sequestro e prisão.    Entidades de professores, escritores e de direitos Humanos realizam manifestações exigindo a sua imediata libertação.



Os discursos dos governantes indianos declaram que a Índia é a maior democracia do mundo! Esta propaganda revela-se a cada dia uma grande farsa. A imensa população da Índia vive sob o permanente ataque do Estado indiano, que submisso as pressões e controle dos monopólios estrangeiros, é sempre o primeiro a passar por cima de suas próprias leis, e desrespeitar com truculência qualquer direito do seu povo.

Convocamos a todos as entidades democráticas e às pessoas progressistas que lutam em defesa dos direitos do povo a se manifestarem diante dessa arbitrária e brutal ação do Estado Indiano, que é, inclusive, totalmente ilegal nos marcos constitucionais daquele país.

CEBRASPO, junho de 2014