Movimento Feminino Popular exorta apoio à causa Palestina; leia nota
Fonte: Jornal A Nova Democracia.
Em seu blog, o Movimento Feminino Popular (MFP), organização de mulheres revolucionária do País, fez um pronunciamento em nota no qual tomou posição em solidariedade e apoio irrestrito à causa do povo palestino.
A nação e povo palestinos demonstram ao mundo o verdadeiro significado da palavra heroísmo!
O Movimento Feminino Popular saúda efusivamente a Resistência Nacional Palestina, o povo palestino, pelo exemplo de resistência, luta e heroísmo contra os covardes ataques, bombardeios e holocausto promovidos pelo Estado Fascista Sionista de Israel por décadas e intensificados como nunca nas últimas semanas. O exército invasor sionista, com seus bombardeios em toda a faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023, já matou mais de dez mil palestinos, dentre esses 65% mulheres e mais de 3500 crianças. Os números crescem a cada dia. São mais de 20 mil feridos, 34% dos hospitais e 65% dos centros de cuidados primários de saúde sem funcionamento, 4600 mulheres grávidas precisando de atendimento urgente. Falta energia, sinais de comunicação, combustível para funcionamento de hospitais. Caminhões de abastecimento são impedidos de entrar com alimentação, água, insumos hospitalares, medicamentos, etc. O cerco é total a uma população de mais de dois milhões de pessoas num território de 360 quilômetros quadrados, crimes de guerra cometidos com o objetivo de exterminar o povo palestino. A maioria dos mortos e feridos são de mulheres, mulheres grávidas e crianças, além de idosos, o que prova que o objetivo do invasor é realizar uma verdadeira carnificina como limpeza étnica e tomar para sempre o território e nação Palestina.
A destruição promovida por Israel na Faixa de Gaza já é equivalente à destruição da bomba nuclear de Hiroshima no final da segunda Guerra Mundial, no entanto, a campanha midiática do imperialismo martela a repulsiva máxima de que os palestinos são “terroristas”. Grande maioria dos povos já perceberam que os planos do nazista e cão pestilento Netanyahu não é eliminar o Hamas como estão alegando e sim varrer com os palestinos de seu território e concluir a ocupação de todas as suas terras. Tanto que não demonstram interesse algum em negociar e trocar os reféns e soldados prisioneiros, muitos são mortos pelos próprios bombardeios sionistas. Israel não engana mais ninguém com suas mentiras que o povo palestino é terrorista. Quanto mais ele ataca Gaza em massa, mais ele desmascara suas verdadeiras intenções e quem é o verdadeiro terrorista.
O odioso ataque diuturno dos monopólios de imprensa ao povo palestino e às organizações e vanguarda de sua Resistência Nacional, caracterizando-os como “terroristas” e “sanguinários”, repetindo o cacarejo do Estado fascista, colonialista e racista de Israel e do imperialismo norte-americano, não pode impedir aos povos do mundo de enxergar a verdade crua da monstruosidade inerente ao sistema imperialista e seu colonialismo. Deliram ao acreditar que debilitarão a resistência nacional palestina e o apoio crescente e massivo à sua causa por todo o mundo ao aplicarem o mesmo princípio da propaganda nazista de Goebbels “uma mentira dita mil vezes se torna verdade”. Rompendo com toda a contrapropaganda reacionária e enfrentando a reação de todas as formas, milhões de massas tem se levantado em defesa da Palestina, atacam as representações do genocida Estado de Israel e do imperialismo ianque. A bandeira palestina, marca de heroísmo inesgotável, tremula nos quatro cantos do planeta nas mãos de milhões de massas que reconhecem cada vez mais a verdade dita pelo grande presidente Mao Tsetung e provada tantas vezes pela história de que “A rebelião se justifica!” pois “Onde há opressão, há resistência”!
A ofensiva tática empreendida pelo Hamas no último dia 7 de outubro e a resistência que persiste e persistirá é resposta contundente a décadas de invasão, massacres e opressão. Esse fato militar revela para o mundo inteiro as entranhas genocidas do Estado colonizador, fascista, sionista de Israel, escancara o holocausto contra o povo palestino, é um grito de resistência que ecoa em todo o mundo. Também demonstra de forma inapelável o heroísmo da Resistência Nacional Palestina, homens, mulheres, crianças, jovens e anciãos, combatentes, que não se rendem. Fortalece profundamente a luta de libertação nacional contra o imperialismo, une mais forças democráticas em torno da causa da Nação Palestina internamente e internacionalmente. Demonstra a superioridade moral da resistência palestina e a justeza de sua luta. Basem Naim, chefe do departamento político e de relações internacionais do Hamas, afirmou em entrevista recente ao monopólio Aljazeera: “Temos duas opções: derrotar esta ocupação ou morrer nas nossas casas … Estávamos morrendo em silêncio. Tentamos sair desta prisão ao ar livre, tentávamos levantar a nossa voz ao nível da comunidade internacional… o que estamos fazendo é um ato de defesa. Estamos defendendo a nossa existência.”
Repudiamos todas as falácias da imprensa corporativa dominada pelos monopólios de comunicação ianques que tentam separar o povo palestino de suas forças patrióticas que tem encabeçado a resistência nacional como o Hamas, que tem demonstrado sustentar de forma contundente a causa da libertação da Palestina. Caso assim fosse, porque na Cisjordânia ocupada, o povo tem sido atacado sistematicamente pelo exército de Israel, restringido em seu direito de ir e vir, pogroms o são realizados por colonos sionistas ladrões de terra contra aldeias palestinas. Recentemente centenas de palestinos foram presos e mortos na Cisjordânia, ataques e bombardeios também no sul do Líbano são constantes. Nas prisões israelenses estão milhares de palestinos, sendo que mais de 400 são crianças. Todos os presos palestinos são torturados e muitos durante essas últimas semanas estão desaparecidos. Há presos que estão encarcerados há mais de 40 anos, 500 palestinos passaram mais de 27 anos presos segundo denunciam as forças da resistência.
O terrorismo sistemático contra o povo palestino tem suas raízes históricas em 1917 quando da usurpação de sua nação pelo imperialismo britânico. Após a segunda Guerra Mundial, com a criação do Estado de Israel em 1948, o território palestino foi tomado pelos imperialistas ianques e seus lacaios sionistas, usados para manter o Estado sionista como base militar ianque no Oriente Médio, como forma de disputar dominação e influência geopolítica dos ianques para a exploração das riquezas dos povos do Oriente Médi. É quando ocorreu a Nakba, “a catástrofe”, como os palestinos chamam o roubo de suas terras. São 75 anos da usurpação do território palestino e 56 anos de ocupação para usurpação de suas terras originárias, 32 anos do famigerado Acordo de Oslo, quando da traição da Autoridade Palestina à Resistência Nacional, cúmplice dos invasores sionistas quando tentam criar uma paz dos cemitérios; anos de várias resoluções do Conselho de Segurança também das Nações Unidas, particularmente a 242 (1967) e a 338 (1973), que significam, ao fim e ao cabo, mais e mais opressão.
Os pró-sionistas que tentam justificar a ocupação do território palestino por Israel por razões religiosas estão mentindo descaradamente. Historicamente na Palestina conviviam harmoniosamente diversas religiões, inclusive judeus e muçulmanos árabes que conformavam o povo palestino. Desterrar com extrema violência um povo inteiro de seus territórios, impondo também enormes perdas humanas, econômicas, além da perda de direitos básicos elementares, se converteu em uma questão de vida ou morte para a nação palestina e todo povo palestino contra o imperialismo e a reação lacaia. É por isso que é uma falácia falar de “conflito religioso” como motivo dessa guerra. Trata-se de uma guerra justa, de Libertação Nacional do povo palestino, contra a guerra injusta, de ocupação colonial sionista.
Acusam a resistência nacional palestina de atacar civis israelenses e por isso a chamam de terrorista. Em entrevista do jornalista brasileiro Breno Altman com representante do Hamas Osama Hamdan, ao ser questionado se o Hamas tinha como alvo civis, mulheres e crianças, afirmou que os alvos eram militares e ainda “Nós só nos concentramos em soldados e nos colonizadores. Se alguém quiser falar de civis, vamos falar dos que foram mortos de 1948 até hoje. Quem cometeu o massacre de Deir Yassin? Quem cometeu o massacre de Tantura? Quem cometeu o massacre de Kafr Qasim? Quem destruiu, em 1948, quinhentas vilas e cidades na Palestina? Quem cometeu o massacre de Sabra e Chatila, em 1982? Sempre Israel. A resistência à ocupação é clara e garantida pela lei internacional. Se alguém quiser parar com esta carnificina contra os palestinos, que se ponha fim à ocupação.”
Um tribunal popular há que ser organizado contra os criminosos de guerra sionistas e quem o montará serão as massas em processo revolucionário no mundo inteiro. A luta de resistência palestina, pelo seu caráter estratégico, é, decisivamente, uma das mobilizações mais importantes e mais simbólicas do mundo neste momento de crise acelerada de decomposição do imperialismo. Palestina é fato contundente desse novo período de revoluções no mundo e da afirmação do Presidente Mao que “num período de 50 a 100 anos o imperialismo será varrido da face da Terra”. A guerra de Libertação Nacional da Palestina, assim como tantas outras que já existem ou ainda explodirão é parte decisiva e base da Revolução Proletária Mundial.
A Resistência Nacional Palestina estremece o imperialismo ianque e seu títere sionista que estão diante de uma situação insustentável e sem saída. Não podem seguir bombardeando Gaza impunemente. Particularmente no Oriente médio, mas não só, se levantarão milhões de massas em crescente ira, sobretudo os que contam com movimentos armados anti-imperialistas. Também Israel não poderá vencer a resistência feroz decidida a lutar até o último homem e mulher. O risco da guerra anti-imperialista se generalizar por toda a região é iminente e não faltam combatentes em toda região decididos pela causa.
É tarefa urgente de todo movimento democrático e revolucionário do mundo atuar decididamente ao lado da Nação e povo palestinos. Unimo-nos a todas as organizações democráticas e revolucionárias na mais irrestrita solidariedade a Resistência Nacional Palestina e afirmamos que desde o Brasil também se escutará o grito da libertação da Nação Palestina.
Compartilhamos, abaixo, artigo escrito por Azadi denunciando o monitoramento e a espionagem feitos pelo velho estado indiano contra ativistas e militantes, muitos dos quais são acusados de serem membros do Partido Comunista da Índia (Maoísta).
Até agora, a Índia sofreu com diferentes caças organizadas pelo governo para acabar com o PCI (Maoísta), líderes, militantes e simpatizantes. Na era da tecnologia eles não podiam ficar para trás e recentemente ficamos sabendo da análise realizada pelo Arsenal que um "malware havia sido implantado" nos computadores de Rona Wilson, Sudha Bharadwaj e Surendra Gadling, que estão presos desde junho de 2018, eles são três dos primeiros cinco presos em junho de 2018 como réus no caso Bhima Koregaon.
O tribunal especial da Agência Nacional de Inteligência (NIA) não quis saber nada sobre esses relatórios e continua a negar repetidas vezes os laços dos presos políticos membros do BK16. Varavara Rao obteve, excepcionalmente por motivos de saúde, a fiança em maio passado. Stan Swamy morreu há duas semanas sem conseguir, "morreu sob custódia". Documentos também foram plantados em seu computador e a fiança foi negada várias vezes, já que o tribunal duvidou que ele estivesse realmente com problemas de saúde física.
Há poucos dias sabia-se que a Caça 3.0 também está ligada a essas prisões e certamente a muitas outras, visto que os avanços tecnológicos atuais permitiram que Israel criasse um programa espião: o Pegasus Spyware. De acordo com o Grupo NSO, o programa foi vendido apenas para agências governamentais autorizadas e tem como objetivo o combate ao terrorismo e ao crime.
A lista vazada, com mais de 50.000 números de telefone "concentrados em países conhecidos por monitorar seus cidadãos", foi consultada pela organização de mídia sem fins lucrativos Forbidden Stories (Histórias Proibidas), com sede em Paris, e pela Anistia Internacional, que a compartilhou com 17 organizações de notícias no âmbito do Projeto Pegasus .
É bem conhecido que Modi é um vândalo da espionagem e do controle. Em dezembro de 2018 e como um presente de Natal para o país, dez agências nacionais foram autorizadas a espionar qualquer cidadão para garantir que as leis estejam sendo cumpridas e a integridade do país não está em perigo. (A Agência de Inteligência - IB; a Agência Central de Investigações - CBI; a Agência Investigativa Nacional - NIA estão entre os dez). Acrescentemos que o governo tem tentado impor uma carteira de identidade digital e sem a qual não seria possível abrir conta em banco, ter acesso a serviços públicos, etc ... Por fim, o Supremo Tribunal Federal determinou que não era obrigatório, entretanto, os bancos e outros serviços públicos continuam a solicitá-lo. Com a pandemia, o governo criou um aplicativo que não serve para nada, exceto para manter os cidadãos sob vigilância com ou sem vírus, um aplicativo que o governo "ordenou" a ser baixado. Esse era simplesmente um aplicativo de monitoramento e controle.
Agora sabemos que existem camaradas cujos telefones foram infectados com Pegasus Spyware. É uma aplicação que se instala no telefone através de uma chamada perdida que depois se retira e, uma vez instalada, salta para os contactos indicados. O spyware Pegasus permite que você acesse o microfone, a câmera e os aplicativos do seu telefone. A pessoa afetada nem sabe que está sendo espionada, então a Caçada 3.0 está a todo vapor. Para jornalistas e políticos famosos ou populares, certamente será fácil se livrar do Pegasus, mas ... quantos telefones estão realmente infectados? Dependendo do jornal ou revista, fala-se de 140 a 500 infectados cujos nomes, na sua maior parte, não foram revelados mas, tal como há propagadores assintomáticos de Covid, sabemos que o Pegasus funciona da mesma forma.
Todo mundo está falando sobre os jornalistas e políticos afetados pelo spyware, mas e os cidadãos cujo único crime é defender os direitos humanos, pensar diferente, lutar pelos outros? E os direitos individuais à privacidade, à liberdade de expressão?
Pegasus foi encontrado nos telefones de Rona Wilson, Anand Teltumbde, Vernon Gonsalves, Arun Ferreira, Gautam Navlakha, Shoma Sen, Sudha Bharadwaj, Surendra Gadling, Hani Babu, Varavara Rao, alguns de seus parentes próximos e em outros camaradas e ativistas como como Bela Bhatia, Jaison Cooper, Rupali Jadav, Soni Sori, Lingoram Kodopi,…
Claro, o governo ignorou o problema e depois de alguns dias nas primeiras páginas, a notícia será esquecida e só quem está sob o olhar do Big Brother saberá que as coisas ficarão um pouco mais complicadas em qualquer nível. Quem garante que uma mudança de número de telefone devolverá a privacidade para continuar com sua vida?
No dia 10 de maio último, completaram-se três anos do desaparecimento forçado do doutor Ernesto Sernas Garcia, catedrático de direito da Universidade Autônoma Benito Juarez de Oaxaca – UABJO, ensaísta, pesquisador, conferencista, e advogado da frente de defesa legal dos 22 militantes da Corrente do Povo Sol Rojo detidos e processados por delito de terrorismo e porte de material explosivo de uso exclusivo das forças armadas, dentro do julgamento-farsa montado pelo velho estado burguês-latifundiário contra a Corrente do Povo Sol Rojo. O desaparecimento forçado do Dr. Ernesto Sernas Garcia ocorreu no momento em que a fase de instruções deste processo estava prestes a concluir-se.
Desde então houveram centenas de manifestações, atos públicos, comícios, bloqueios, marchas, etc. pela sua família e pela sua apresentação com vida, bem como por diversos figuras do movimento popular que se têm mostrado solidários com esta luta pela verdade, justiça e apresentação viva. A nível internacional, a Campanha #DrSernasPresentaciónConvida também teve grandes repercussões, com manifestações nas embaixadas e consulados do México em vários países do mundo, com cartas diplomáticas dirigidas ao Estado mexicano, comícios e atos de solidariedade que não escaparam à atenção do velho Estado mexicano. Organizações internacionais como o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais, os Defensores da Linha da Frente, a Organização Mundial contra a Tortura, o Comitê das Nações Unidas contra os Desaparecimentos Forçados, entre outros, também fizeram desta exigência sua, apontando claramente a responsabilidade do Estado mexicano.
O CEBRASPO reforça sua participação nesta campanha internacional e exige a apresentação com vida do Dr. Sernas Garcia. Reiteramos também a responsabilidade do velho estado mexicano no seu desaparecimento. #DrSernasPresentaciónConvida
Encontro em 7 de Abril de 2021 em frente à Embaixada da França em Beirute
Em 2 de Abril de 2021, há cinco dias, Georges Abdallah fez setenta anos.
Georges Abdallah passou mais de metade da sua vida em prisões francesas.
Hoje, a esperança da libertação de Georges Abdallah é novamente reavivada se julgarmos a partir da séria consideração do caso pelo Estado libanês.
Ao mesmo tempo, a questão do pedido de desculpas de Georges Abdallah está mais uma vez a ser levantada pela França.
O último capítulo de toda esta história, que desde as suas origens tenta liquidar o pensamento de Georges Abdallah, é escrito com a visita do presidente francês a Beirute, na sequência da explosão do porto. E onde este último procura tirar partido deste momento doloroso para o povo libanês a fim de se constituir como o salvador do povo face à corrupção sistémica no Líbano.
A corrupção em França assume pelo menos duas formas:
- Por um lado, é generalizada a todos os níveis de poder e está espalhada à vista de todos.
- Por outro lado, interfere insidiosamente nas instituições do Estado e é usada como alavanca para tentar perverter o espírito militante de Georges Abdallah e para manchar a sua imagem como resistente. A primeira forma de corrupção é muito simples de ilustrar. Citemos simplesmente os seguintes casos:
- François Fillon - rival de Emmanuel Macron nas eleições presidenciais francesas e ex-Primeiro Ministro - não foi excluído da corrida presidencial por factos que equivalem a corrupção.
- O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy não foi recentemente condenado num caso de corrupção e tráfico de influência?
- Para não mencionar o antigo e mais famoso presidente francês Jacques Chirac, que foi condenado num caso de desvio de fundos. Estes poucos exemplos só por si demonstram claramente que a corrupção é galopante nas mais altas esferas de poder no Estado francês. As raízes desta corrupção são tão profundas que chegam ao ponto de apreender e manipular a consciência do povo francês: desta forma, é fabricada uma "opinião pública francesa", que é feita para engolir decisões judiciais espúrias; desta forma, o poder judicial é feito para apoiar decisões puramente políticas; desta forma, o povo francês é feito para servir e apoiar os interesses americanos e sionistas.
Georges Ibrahim Abdallah é um combatente internacionalista árabe libanês. É inspirado por uma ideologia secular de esquerda, uma das três fundações da qual se refere aos primeiros socialistas de França. Isto, sabe bem, e no entanto todo o império mediático francês - encabeçado pelo famoso jornal Le Monde - tem como objectivo distorcer estes factos e falsificá-los.
No momento do seu encarceramento, fez tudo para degradar a imagem de Georges Abdallah, enquanto ele estava nessa altura colocado em isolamento total, trancado numa cela individual durante dois anos. Fez dele, na altura, o filho do clã Abdallah pertencente a uma tribo. Tudo isto foi bem pensado a fim de lhe infligir o máximo de frases no final. Chegou ao ponto de afirmar que Georges era um extremista muçulmano, simplesmente porque respeitava o jejum e partilhava com os seus companheiros muçulmanos a refeição para quebrar o jejum. Para si, este clã tinha braços longos: a sua influência teria-se estendido da aldeia de Al-Qobayat a Paris. Entre todas estas fabricações e histórias fabricadas pela imprensa oficial francesa (em coordenação com os vossos círculos corruptos de poder), foi mesmo afirmado que teria sido criado um aeroporto na nossa aldeia de Al-Qobayat: é de lá que os membros do clã Abdallah teriam partido à noite para irem largar as suas bombas em Paris à noite; e teriam então regressado de manhã cedo a Al-Qobayat para se exibirem diante dos meios de comunicação social e para fazer as pessoas acreditarem na sua inocência. Tivemos de esperar que os funcionários franceses se reformassem e ousar falar para conhecer em grande pormenor todos os mecanismos desta maquinação política e mediática.
A administração francesa gostaria de manter o Líbano tal como foi fundado com este modelo baseado num confronto contínuo entre gangues rivais, confessionais e tribais - tudo sob o jugo e a direcção do capitalismo francês e internacional. Hoje em dia, trata-se apenas de a remodelar de acordo com os seus interesses actuais.
Esta maquinação descarada contra Georges Abdallah só foi desmascarada após um longo período de silêncio. A vanguarda militante da França, solidária com a justa causa de Georges Abdallah, revelou-o! Mostraram então a sua total cumplicidade e denunciaram estas práticas que só podem prejudicar o povo de França e insultar a sua dignidade. Desde então, estas vanguardas não deixaram de exigir a libertação de Georges Ibrahim Abdallah!
Este grupo de homens e mulheres envolvidos na luta pela libertação de Georges Abdallah representa o orgulho da França. O grupo de deputados que exige a libertação de Georges Abdallah é, aos seus olhos, um ramo do que chama o "clã Abdallah"? Do mesmo modo, o Partido Comunista Francês é um ramo do clã Abdallah? Os sindicatos e os actores culturais franceses são um ramo do clã Abdallah? Finalmente, será que os conselhos municipais que elevaram Georges Abdallah à categoria de cidadão honorário da sua cidade o fizeram para Georges Abdallah como líder de clã? Eles e muitos outros pediram e continuam a pedir ao Presidente da República Francesa para libertar imediatamente e incondicionalmente Georges Ibrahim Abdallah: estão certamente a fazê-lo por amor a ele, inegavelmente em apoio da sua luta e resistência, mas também talvez para salvaguardar a imagem e dignidade do povo militante de França. Graças à sua luta, talvez um dia a justiça francesa seja finalmente libertada da influência americana e sionista.
Quanto ao Líbano... Talvez não tenha visto o retrato do resistente Georges Ibrahim Abdallah, içado em todas as manifestações e revoltas populares? Sabeis certamente que o povo libanês aspira mais do que tudo à sua emancipação e à soberania nacional do Líbano: esta luta, Georges Ibrahim Abdallah sempre a reivindicou, ele é o símbolo vivo da mesma!
Sr. Macron, que arrogância da sua parte em interferir nos assuntos de outros Estados! Em primeiro lugar, ponha fim à corrupção que assola o seu próprio país... O povo libanês sabe perfeitamente bem como regularizar as suas contas com os seus próprios líderes. Em vez de tentar humilhar os libaneses com as suas caixas de donativos entregues pelo seu porta-aviões e 700 dos seus soldados sob a direcção do seu Ministro das Forças Armadas, leve a cabo projectos de desenvolvimento no seu país que irão satisfazer as exigências do povo francês para combater a selvajaria deste capitalismo moribundo. "Viva Napoleão! Viva as Salsichas! ".
Lembre-se do Sr. Macron! Isto é o Líbano! Beirute tem estado certamente em guerra e em chamas, mas nunca hasteou a bandeira branca. Foi sujeito a oitenta dias de bombardeamentos israelitas intensivos durante os quais a mais recente tecnologia militar ocidental foi utilizada para matar civis e destruir as nossas cidades e aldeias. Todas estas armas foram entregues através de uma ponte aérea criada para a ocasião entre os Estados Unidos e Tel Aviv. Centenas de milhares de pessoas foram mortas, feridas e deslocadas, ao mesmo tempo que decorou os líderes sionistas responsáveis por estes crimes com medalhas pela democracia e pela paz. E atreve-se a pedir desculpa a George Ibrahim Abdallah! Cabe-lhe a si pedir desculpa primeiro ao seu povo e depois às vítimas das suas políticas.
Em nome dos manifestantes hoje aqui presentes; em nome daqueles que usaram a sua voz durante décadas para exigir a libertação de Georges Abdallah; em nome dos jovens mulheres e homens que vieram de todo o país: do extremo norte, do sul, de Bekaa e das montanhas; em nome das muitas pessoas que não conhecem Georges pessoalmente, mas que afirmam apreciar os seus ideais, eis o que todos nós afirmamos hoje: Senhor Presidente, aprenda que os homens morrem, mas os seus ideais nunca morrem! Georges Ibrahim Abdallah nunca se negará a si próprio!
A presa política paraguaia Cármen
Villalba, dirigente do Exército do Povo Paraguaio (EPP) em cárcere a 17 anos,
enviou uma mensagem de solidariedade ao preso político Pablo Hasel. Na carta
Villalba denuncia o velho Estado espanhol e o recente
sequestro de sua filha Carmen Elizabeht, de apenas de 14 anos, por militares
paraguaios. Villalba incentiva veemente Pablo a continuar resistindo, em suas
palavras “...a única coisa que nos pode assegurar justiça é a luta
revolucionária juntamente com os nossos povos...”.
"Não basta pôr a mão no pescoço; é preciso matar"
disse Marx descrevendo o esmagamento da comuna de Paris em 1871. Esta história
recria a essência criminosa, e a permanente predisposição das classes
dirigentes, independentemente da nacionalidade, para esmagar, assassinar e
prender os revolucionários que incomodam, e que não engolem a história da
Justiça para todos igualmente, ou que o verdadeiro objetivo da democracia
burguesa é a busca do bem comum do povo. Os Estados censuram, deturpam,
prendem, assassinam sem escrúpulos, quando se trata de defender os interesses
da classe dominante. Já em 1776, Adam Smith, o ideólogo do liberalismo,
afirmava que "a autoridade civil foi instituída na realidade para defender
os ricos contra os pobres, ou aqueles que têm alguma propriedade contra aqueles
que não a têm". Os Estados e a classe dominante burguesa,
independentemente de seu pertencimento territorial, têm apenas uma lógica,
impor e defender a propriedade privada sobre os meios de produção comercial,
opondo-se aos interesses reais dos povos oprimidos e famintos, Nela ninguém
deve estar na frente, e se isso acontecer, essa resistência é ferozmente
esmagada e morta. Para eles, as resistências famintas e esfarrapadas à sua
opressão são os violentos e terroristas, contra os quais, armados até aos
dentes, nos falam de paz. Esta, e nenhuma outra, é a lógica ascendente da
violência burguesa quando se depara com a resistência popular nas questões decisivas
para o lucro capitalista.
Pablo Hasel é o cantor comunista do povo que viola, canta, na
busca de despertar a consciência de classe para os pobres famintos e oprimidos.
Esse ato é um crime para o Estado espanhol, o crime é despertar a consciência
crítica e revolucionária dos trabalhadores. É um crime que os trabalhadores
pensem a partir dos seus interesses de classe, para os que enobrecem a
despossessão e a exclusão de milhões de trabalhadores. Temem que as pessoas
esfarrapadas sejam convencidas e convertidas em forças revolucionárias, porque
a sua canção chega aos ouvidos receptivos. Chegou a mim, na prisão, e em
momentos difíceis de repressão interna ou externa, com a qual se regozija o meu
espírito recordando-me que o caminho é a resistência. Aqui não só quero
expressar a minha solidariedade com o camarada Pablo Hasel, mas também
encorajá-lo a continuar com a resistência e a luta, cada vez mais necessária
neste contexto histórico de agravamento entre capital e trabalho e a massa de
trabalhadores excedentes, desempregados na incerteza. A nós, comunistas, não
nos resta outra forma senão aumentar a nossa resistência e luta. Porque os
inimigos de classe, os capitalistas, são ferozes nas suas ações criminosas.
Perseguem, censuram, prendem, torturam, assassinam e desaparecem como forma de
encenação. Em 2010 assassinaram meu filho de 12 anos a caminho da escola. Este
2020, aquele fatídico 2 de Setembro, levaram vivas, torturaram e executaram
Lilian Mariana e Maria Carmen, duas meninas de 11 anos. E hoje, há 68 dias, a
minha filha Carmen Elizabeht, Lichita, uma menina de 14 anos, desapareceu na
zona de Amambay. Segundo as versões dos habitantes locais, ela foi vista sendo
levada à força pelos militares. A minha filha está nas mãos do governo fascista
e criminoso de Mario Abdo. A morte do meu filho, o desaparecimento da minha
filha, reforça o meu compromisso de lutar por eles, pela necessidade de
justiça. Porque a continuidade deste sistema narco-fascista, deste regime
opressivo e criminoso é inviável. Camarada Pablo Hasel, a única coisa que nos
pode assegurar justiça é a luta revolucionária juntamente com os nossos povos.
Isso e só isso deve guiar o nosso norte.
Reproduzimos convocação da Campanha Unitária pela Libertação de Georges Abdallah
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Em 2 de abril de 2021, o lutador da resistência
Georges Abdallah fará 70 anos. 70 anos sendo 37 anos de prisão mas também uma
vida inteira de combate, nunca renunciando a nenhum dos seus compromissos e
lutando dia após dia pela Palestina, pelo apoio à Intifada e contra a
normalização mas também pela luta dos povos, por sua resistência e para todas
as formas de emancipação.
Façamos deste aniversário um momento forte de
mobilização para exigir a libertação de Georges Abdallah e multiplicar as
iniciativas e ações com as autoridades francesas e em particular com o Ministro
do Interior para que este assine a ordem de expulsão que condiciona a
libertação do nosso camarada .
O lutador da resistência Georges Abdallah tem 70
anos!
37 anos de prisão, uma vida inteira de combate!
Liberdade para Georges Abdallah!
Campanha Unitária Pela Libertação de Georges
Abdallah
Segundo denuncia Arasavili Krishna, presidente da Virasam, o poeta Varavara Rao, membro fundador da Associação de Escritores Revolucionários, recebeu fiança temporária por motivos de saúde, mas as condições são injustas: não pode sair de Bombaim e deve ficar apenas com seus parentes. É como uma espécie de prisão domiciliar.
Varavara Rao, que está nas prisões de Maharashtra há dois anos e meio, acusado de ter participação com uma suposta conspiração no levante de Bhima-Karageon, está em estado crítico. Em todo o mundo, intelectuais, escritores, artistas, organizações e vários partidos políticos da sociedade indiana têm exigido sua libertação dada a sua idade estado de saúde.
Apesar da desmedida tentativa de manter o poeta Varavara Rao em prisão domiciliar, a possibilidade de sua libertação para que possa cuidar de sua saúde fragilizada pela idade avançada e pelas más condições das masmorras do velho estado indiano só surgiu depois de intensa luta por solidariedade nacional e internacional.
Um relatório recente da firma forense norte-americana Arsenal no caso Bhima Koregaon concluiu que as alegações feitas pela polícia foram inventadas e que as provas que exibiram foram contrabandeadas para os computadores dos suspeitos. Esta revelação urge a libertação imediata das 16 pessoas que foram detidas ilegalmente no caso. Stan Swamy e Sudha Bhardwaj, que estão sendo julgados junto com Varavara Rao, têm sérios problemas de saúde. A revelação também exige que Saibaba, que sofre de covid junto com muitos outros problemas de saúde, receba fiança imediata e busque um tratamento melhor.
As informações podem ser acessadas nos seguintes endereços:
O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – CEBRASPO exige a
liberdade imediata e o fim das injustas acusações contra o artista e defensor
dos direitos do povo Pablo Rivadulla Duró, conhecido publicamente como Pablo
Hásel.
Feito prisioneiro pelo velho estado espanhol, o rapper catalão foi
condenado por ter feito uma suposta glorificação do terrorismo, e por críticas
à monarquia espanhola em mensagens no twitter e nas suas canções. As absurdas
acusações são baseadas nos artigos da dacroniana “Lei da Mordaça”. Tal lei está
em vigor na Espanha desde 2015 e é um claro atentado à liberdade de expressão e
manifestação. Nomeada de Lei de Segurança Cidadã, ela proíbe insultos à
monarquia espanhola, críticas ao governo, a divulgação de imagens de policiais,
além de permitir que autoridades policiais decretem o fim de qualquer reunião
ou manifestação nas ruas sob pena de altas multas. Em artigos específicos, a
lei também impede claramente que as massas em luta por moradia se organizem para
impedir despejos e facilita a expulsão de imigrantes sem documentos do país. O
caso de Pablo Hasél soma-se a dezenas de outros ativistas que vêm sendo
criminalizados e perseguidos por conta da “Lei da Mordaça” desde sua
promulgação.
Condenado a nove meses de prisão em 2018, Pablo recebeu a ordem para se
apresentar à polícia no dia 12 de fevereiro de deste ano. Com uma combativa e
justa posição, o rapper se recusou a se entregar. Entendendo que não cometera
nenhum crime por criticar a “realeza espanhola” e ao defender as mais diversas
lutas populares em suas canções, Pablo refugiou-se na Universidade de Lleida,
onde recebeu o apoio de centenas de estudantes que ocuparam o local para
defendê-lo. Vejamos a época em que vivemos, em pleno século 21, um artista
ser acusado por criticar os abusos cometidos pela “família real” (um título
anacrônico que deveria existir somente em museus e nos livros de história) e
por colocar em suas canções legítimas críticas ao governo que oprime as massas
populares em seu próprio país.
Foto: Reuters
Um manifesto com mais de 200 artistas e personalidades democráticas foi
lançado contra a detenção do rapper e na defesa da liberdade de expressão. O
manifesto também denuncia o caráter autoritário do governo espanhol que se
utiliza da “Lei da Mordaça” para criminalizar e perseguir todos aqueles que
manifestarem, seja artisticamente ou não, uma opinião considerada contrária à
do governo. Entre os signatários estão o cineasta Pedro Almodóvar e o ator
Javier Bardem.
Pablo em suas canções defende a luta dos povos oprimidos pelo
imperialismo, o direito pela autodeterminação dos povos oprimidos dentro do
próprio Estado espanhol, e denuncia os crimes que esse Estado monárquico, nas
suas palavras um Estado “fascista”, comete contra as amplas massas do país.
Denuncia a violência policial, defende os direitos mais elementares dos
trabalhadores da cidade e do campo, como o direito à terra, à moradia, à saúde,
à educação e a salários dignos. Não há crime em defender os direitos do povo,
seja em atos, palavras e canções!
Saudamos a combatividade que Pablo encarou sua arbitrária detenção e as
massas espanholas que saíram às ruas em protestos pela sua liberdade.
Convocamos todos os democratas e organizações defensoras dos direitos do povo a
se somarem nesta campanha e a exigirem a liberdade imediata do rapper Pablo
Hásel e a anulação de sua absurda condenação!
Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos - Brasil
Segue abaixo a tradução da nota para o espanhol:
Libertad para Pablo Hásel!
¡Abajo la Ley Mordaza!
El Centro Brasileño de Solidaridad con los Pueblos - CEBRASPO exige la libertad inmediata y el fin de los injustos cargos contra el artista y defensor de los derechos del pueblo Pablo Rivadulla Duró, conocido públicamente como Pablo Hásel.
El rapero catalán, detenido por el antiguo Estado español, ha sido condenado por presunto enaltecimiento del terrorismo y por criticar a la monarquía española en mensajes de Twitter y en sus canciones. Las absurdas acusaciones se basan en los artículos de la "Ley Mordaza" dacroniana. Dicha ley está en vigor en España desde 2015 y es un claro ataque a la libertad de expresión y de manifestación. Bautizada como Ley de Seguridad Ciudadana, prohíbe los insultos a la monarquía española, las críticas al gobierno, la difusión de imágenes de agentes de policía, además de permitir a las autoridades policiales ordenar el fin de cualquier reunión o manifestación en la calle bajo pena de elevadas multas. En artículos específicos, la ley también impide claramente que las masas que luchan por la vivienda se organicen para evitar los desahucios y facilita la expulsión de los inmigrantes indocumentados del país. El caso de Pablo Hasél se suma a las decenas de activistas que han sido criminalizados y perseguidos a causa de la "Ley Mordaza" desde su promulgación.
Condenado a nueve meses de prisión en 2018, Pablo recibió la orden de presentarse ante la policía el 12 de febrero de este año. Con una postura combativa y justa, el rapero se negó a entregarse. Al entender que no había cometido ningún delito por criticar a la "realeza española" y por defender las más diversas luchas populares en sus canciones, Pablo se refugió en la Universidad de Lleida, donde recibió el apoyo de cientos de estudiantes que ocuparon el lugar para defenderlo. Veamos los tiempos que vivimos, en el siglo XXI, un artista es acusado por criticar los abusos cometidos por la "familia real" (título anacrónico que sólo debería existir en los museos y libros de historia) y por poner en sus canciones críticas legítimas al gobierno que oprime a las masas populares en su propio país.
Se lanzó un manifiesto con más de 200 artistas y personalidades democráticas contra la detención del rapero y en defensa de la libertad de expresión. El manifiesto también denuncia el carácter autoritario del gobierno español que utiliza la "Ley Mordaza" para criminalizar y perseguir a todos aquellos que expresan, artísticamente o no, una opinión considerada contraria a la del gobierno. Entre los firmantes se encuentran el cineasta Pedro Almodóvar y el actor Javier Bardem.
Pablo en sus canciones defiende la lucha de los pueblos oprimidos por el imperialismo, el derecho a la autodeterminación de los pueblos oprimidos dentro del propio Estado español, y denuncia los crímenes que este Estado monárquico, en sus palabras un Estado "fascista", comete contra las amplias masas del país. Denuncia la violencia policial, defiende los derechos más básicos de los trabajadores de la ciudad y del campo, como el derecho a la tierra, a la vivienda, a la salud, a la educación y a un salario digno. No hay delito en defender los derechos del pueblo, ya sea con hechos, palabras o canciones.
Saludamos la combatividad con la que Pablo se enfrentó a su detención arbitraria y a las masas españolas que salieron a la calle a protestar por su libertad. Hacemos un llamamiento a todos los demócratas y organizaciones de derechos humanos para que se unan a esta campaña y exijan la liberación inmediata del rapero Pablo Hásel y la anulación de su absurda condena.
Centro Brasileño de Solidaridad con los Pueblos - Brasil
Cerca de 60 escritores irlandeses enviaram uma petição à Embaixada da Irlanda em Nova Delhi e à Embaixada da Índia em Dublin protestando contra o encarceramento do poeta de Telugu, Varavara Rao. O ativista é acusado no caso Bhima Koregaon, e foi preso em 2018.
Na semana passada, o Tribunal Superior de Bombaim instruiu as autoridades a transferir o poeta e prisioneiro político de 81 anos para um hospital em Mumbai por 15 dias, devido à deterioração de seu estado de saúde. O tribunal também havia notado que ele estava quase no leito de morte.
"Notamos com alarme a deterioração do estado de saúde do poeta Varavara Rao, preso sem julgamento na Índia", leu a declaração dos escritores irlandeses. "Nós, os escritores abaixo assinados, em solidariedade com o poeta de língua Telugu, pedimos-lhe que transmita nossa profunda infelicidade com a situação às potências que estão na Índia". Quando você deixa um poeta em tais condições - sem uma mudança de cateter em três meses - não temos outra alternativa a não ser manifestar nossa raiva implacável".
A carta também observou o relatório de Scroll.in da semana passada que destacou as enfermidades do poeta, incluindo insuficiência hepática e renal, e a atrofia cerebral.
Durante a audiência do Tribunal Superior de Bombaim na última quarta-feira, a advogada de Rao, Indira Jaising, descreveu o estado de saúde do poeta. "Ele tem atrofia cerebral, seus rins falharam... o que mais eu preciso mostrar", disse ela. "Não temos relatórios clínicos para mostrar a seus Senhores... Posso estabelecer a partir dos relatórios que seu rim falhou, seu fígado falhou, atrofia cerebral... Este é um homem que nem sequer pode ficar de pé".
Jaising disse que Rao estava sendo "detido em crueldade". "A morte é inevitável", disse ela. "Mas todos querem sair de uma maneira digna".
Em 12 de novembro, o Tribunal Superior de Bombaim só havia permitido a Rao um exame médico através de videoconferência, mesmo quando sua advogada argumentou que ele deveria ser transferido para o Hospital Nanavati. "Ele está de cama. Ele está de fraldas", disse Jaising durante aquela audiência para a fiança. "Ele não consegue controlar a micção". Ele está com um saco de urina. Seu cateter não foi removido. Este homem vai fugir da justiça"?
Em julho, sua advogada também havia dito ao Tribunal Superior de Bombaim que Rao estava quase em seu leito de morte. "Além do Covid-19, ele sofre de várias enfermidades, está alucinando e delirando", disse a advogada.
Em outubro, a esposa do poeta, Hemalatha, havia transferido a Suprema Corte para sua libertação. Ela havia dito que sua custódia continuada mesmo sem julgamento equivale a um tratamento cruel e desumano e é uma violação de sua dignidade". No entanto, um banco de três juízes chefiado pela juíza UU Lalit recusou-se a conceder fiança ao homem de 81 anos de idade em 29 de outubro.
A União dos Direitos Democráticos dos Povos exigiu na quinta-feira a libertação imediata de Rao. O grupo disse que a investigação em andamento do Centro sobre o conclave de Elgar Parishad de 2017 foi uma conspiração que procurou minar o direito à vida do jovem de 80 anos e estava "tirando-lhe o direito humano à dignidade".
Rao está entre os ativistas e acadêmicos que foram acusados de fazer discursos inflamados no conclave de Elgar Parishad realizado em Shaniwar Wada, em Pune, em 31 de dezembro de 2017, que as autoridades afirmam ter provocado violência no memorial de guerra de Bhima-Koregaon, no dia seguinte. Ele foi preso em agosto de 2018.
Campanha Internacional faz chamada por apoio e solidariedade à resistência do Dr. G. N. Saibaba, professor universitário e preso político do velho estado indiano desde 2014.
Em nota assinada pela ATIK (Confederação dos Trabalhadores da Turquia na Europa) e por mais de 20 organizações democráticas e revolucionárias, entidades defesa de direitos do povo e de direitos trabalhistas da Europa e Oriente Médio, os signatários denunciam as terríveis condições que se encontra o Dr. Saibaba e as contínuas violações dos seus direitos mais básicos, fazendo um chamado para que todos (as) as entidades e indivíduos democráticos façam coro com a campanha e exijam também a liberdade do Professor Saibaba.
Nós do CEBRASPO apoiamos a campanha e nos solidarizamos com a luta, a resistência e a tenacidade do Dr. G.N. Saibaba, exigimos sua libertação imediata bem como o atendimento de todas as suas demandas urgentes!
Compartilhamos a seguir, tradução do Chamado Internacional:
Chamada internacional para apoiar a resistência do Dr. G.N. Saibaba!
Professor da Universidade de Delhi, Dr. G.N. Saibaba é mantido na Prisão Central de Nagpur desde 2014, apesar de ser 90 por cento deficiente. Bem conhecido fora da Índia, participou de muitas conferências no exterior, o defensor dos direitos humanos Dr. G.N. Saibaba iniciou uma greve de fome em 21 de outubro de 2020, para condenar as violações dos direitos humanos na prisão, além de exigir cuidados médicos, livros e o envio de cartas, que é o direito mais fundamental de todo prisioneiro.
Saibaba, que está em condição de risco de vida devido a muitas doenças crônicas de que sofre, havia apelado anteriormente à Suprema Corte, mas a casa de seu irmão, que ele mostrou como endereço, foi rejeitada porque estava dentro dos limites da quarentena da COVID 19. No estágio atual, as necessidades médicas necessárias não estão sendo atendidas, e os suprimentos médicos que sua família deseja enviar são rejeitados. Além disso, os livros, cartas e recortes de jornais enviados a ele por seus amigos e familiares de fora não são entregues há meses. Cartas e livros são o direito mais natural de um prisioneiro e a única conexão com o exterior. Não permitir que cheguem até ele é uma violação dos direitos humanos.
Como se tudo isso não fosse suficiente, o Dr. G.N. Saibaba foi impedido de se reunir com seus advogados durante meses com o pretexto de se contaminar com COVID-19. Ele só está autorizado a falar com seus advogados por telefone duas vezes por mês. Impedi-lo de se reunir com sua família, amigos e advogados e impedir o envio de livros, revistas, cartas e jornais do exterior é uma tentativa de cortar seu relacionamento com o mundo exterior.
Com sua prisão, o estado indiano está tentando alcançar múltiplos objetivos, impedindo-o de dar palestras na universidade, bem como cortar sua comunicação com o exterior para aprisionar seus pensamentos também. O Dr. G.N Saibaba não é o único prisioneiro que enfrenta as violações dos direitos humanos na Índia, há milhares como ele. Milhares de pessoas em muitos países do mundo são presas, torturadas e maltratadas nas prisões por suas idéias e opiniões políticas.
A Liberdade do Dr. G.N. Saibaba é Possível Através da Solidariedade!
Nós, abaixo assinados, pedimos ao público internacional que exija a libertação do Dr. Saibaba, que seja tratado em um ambiente saudável, que receba seus remédios, livros, cartas e jornais! A greve de fome iniciada pelo Dr. G.N Saibaba só pode ser vitoriosa com o apoio de organizações e indivíduos democratas. Instamos as organizações e indivíduos democráticos a forçar o Ministério da Justiça da Índia e a Prisão Central de Nagpur a atender as necessidades do Dr. G.N Saibaba!
Exortamos todas as organizações e indivíduos na arena internacional a organizar campanhas de solidariedade em seus campos para apoiar a resistência do Dr. Saibaba!
Signatários:
ATİK - Confederação dos Trabalhadores da Turquia na Europa
UPOTUDAK- Comitê Internacional de Solidariedade Com Presos Políticos
Partizan
Secours Rouge International
Secours Rouge Toulouse
Le CRI Rouge pour la défense des prisonniers révolutionnaires
Comité d'actions et de soutien aux luttes du peuple Marocainc
Campagne unitaire pour la libération de Georges Abdallah
Corriente del Pueblo Sol Rojo – Mexico
Soccorso Rosso proletario - Italia
ICOR Avrupa Koordinasyonu
Avrupa Göçmen Emekçiler Konfederasyonu (AvEGKON)
Platforma Kurden Anatoliya Navin (PKAN)
Sosyalist Yeniden Kuruluş Partisi Avrupa (SYKP)
Avrupa Demokratik Haklar Konfederasyonu (ADHK)
Yeşil Sol Parti
Kongreya Civakên Demokratîk a Kurdîstanîyên Ewrupa (KCDK-E)
Avrupa Devrimci Demokratik Komün İnisiyatifi (ADDKİ)
Komün Dergisi
Avrupa Demokratik Dersim Birlikleri Federasyonu (ADEF)
No dia 25 de outubro, entidades de defesa dos direitos do povo da Índia e do mundo realizaram um ato internacional em protesto contra as ações fascistas e anti-povo levadas a cabo pelo velho estado indiano. Dentre elas, os organizadores enumeram:
- Mudou leis de cidadania nacional se baseando em conceitos religiosos para desamparar milhões de muçulmanos;
- Removeu a autonomia constitucional da Caxemira e manteve o estado sob cerco militar, sob toque de recolher durante o ano inteiro;
- Emprisionou ativistas sob leis de detenção preventivas (“pré-crime”) e prendeu milhares de pessoas pelo país por protestarem contra as ações do governo;
- Ordenou a policia a atacar manifestantes com gás lacrimogêneo, canhões d’água, cassetetes e balas de borracha;
- Incentivou violência vigilante contra manifestantes e povos marginalizados, incluindo mulçumanos e Dalits;
- Desmontou leis de proteção ambiental, trabalhistas, de agricultura e educação para beneficiar empresas – muitas vezes sem o processo parlamentar;
- Aprovou uma Lei Trans regressiva que ameaça a dignidade e a autonomia dos corpos de pessoas transgêneras;
- Protegeu os estupradores de mulheres Dalits – e prendeu jornalistas por denunciarem essas atrocidades.
Denominado Diáspora Contra o Fascismo na Índia, entidades, organizações e personalidades progressistas se manifestaram de diversas formas, denunciando o fascismo do gerente de turno de Narendra Modi (do Partido do Povo Indiano, BJP). Atendendo o chamado de solidariedade internacional, o CEBRASPO participou do ato mundial, contribuindo com um importante vídeo com uma mensagem de nossa presidente, levantando também a campanha internacional em defesa da saúde e da vida do Professor G.N. Saibaba e a defesa da luta e autodeterminação dos povos advasis. O vídeo pode ser visualizado abaixo:
Segundo informações divulgadas em várias páginas e portais de apoio a luta pela libertação de Gorges Abdallah, no sábado, 24 de Outubro, mais de 600 pessoas marcharam até aos portões da prisão de Lannemezan para exigir a libertação imediata de Georges Ibrahim Abdallah, comunista árabe libanês e lutador pela Palestina que se encontra preso em França desde 1984. Pelo 10º ano consecutivo, a manifestação trouxe o maior número de participantes de sempre, apesar da pandemia e da limitação do toque de recolher.
Delegações de Toulouse, Bordeaux, Pau, Auch, Tarbes, Paris, Lille, Lyon, Grenoble, Marselha, Martigues, Annecy, Montpellier e outros locais fizeram a viagem. Jaldia Abubakra, representando Samidoun España e a presidente da Alkarama Palestinian Women's Mobilization, viajou para assistir à manifestação a partir de Madrid.
Numerosos grupos de solidariedade palestinas e comitês de apoio a Georges Abdallah estiveram presentes, incluindo Collectif Palestine Vaincra, Samidoun, a Campanha Unitária para a Libertação de Georges Abdallah, Courserans-Palestine, UJFP, ISM-França, CAPJPO-EuroPalestine, comités BDS, filiais AFPS, Collectif 65 para a libertação de Georges Abdallah, Free Georges 33, e outros). Grupos de esquerda também estiveram presentes, incluindo Jeunes Révolutionnaires, UJDL/PCL, JC/PCF, FI, NPA, Lutte Ouvriere, UCL, Secours Rouge, Eunomia, PRCF, ANC, PCRF, PCOF, JR, PCM, DIP, Partizan, Libertat, Partido de los trabajadores, Rete dei Comunisti. Sindicatos, incluindo as secções SUD e CGT e o Sindicato Sindicale Solidaires participaram, assim como organizações anti-racistas e antifascistas, incluindo ATIK, FUIQP, AFA Pau, AFA Paris-Banlieue, AFA Tolosa, AFA 79, DAR Harraga, Toulouse Anti-CRA, Comité Vérité et Justice 31.
Collectif Palestine Vaincra, organizou um contingente em torno do slogan: "Libertem Georges Abdallah! Free Palestine!". Muitas bandeiras palestinas, do Collectif e Samidoun foram brandidas juntamente com duas grandes bandeiras apelando à liberdade para Georges Abdallah e para Ahmad Sa'adat, o Secretário Geral da Frente Popular para a Libertação da Palestina, preso nas prisões israelitas.
Os participantes entoaram cânticos de solidariedade com Georges Abdallah, o povo palestiniano e a sua resistência, incluindo "Palestine vivra, Palestine vaincra! Liberez Georges Abdallah"! (A Palestina vive, a Palestina vencerá! Libertem Georges Abdallah!) e "Vive la lutte du peuple palestinien!" (Viva a luta do povo palestino!)
A manifestação, que marchou da estação de Lannemezan até aos portões da prisão, terminou com uma homenagem aos ativistas da campanha de solidariedade que morreram recentemente. Seguiu-se uma declaração de Georges Abdallah especificamente para este evento. Ele assinalou: "Mais do que nunca, as massas palestinianas, apesar das traições da burguesia, assumem o seu papel como o verdadeiro garante dos interesses do povo. Perante a ocupação e a barbárie do ocupante, a primeira resposta legítima que deve ser dada acima de tudo é a solidariedade, toda a solidariedade, com aqueles que, com o seu sangue, enfrentam os exércitos de ocupação. As condições de detenção nas prisões sionistas estão a piorar de dia para dia e, como sabem camaradas, para os confrontar, a solidariedade internacional está a revelar-se uma arma essencial. Naturalmente, as massas populares palestinianas e as suas vanguardas revolucionárias podem sempre contar com a vossa mobilização e solidariedade ativa".
Uma declaração conjunta de várias organizações e comités de apoio, assinado também pelo CEBRASPO, foi lida durante o ato (leia a declaração completa abaixo). "Lutar por Georges Abdallah e com Georges Abdallah... é lutar ao lado da resistência palestina, pela realização de todos os direitos do povo palestiniano, incluindo o direito de regresso de todos os refugiados, em apoio da Intifada, pela juventude palestiniana, pelos heróis da resistência mantidos em cativeiro nas prisões sionistas; é apoiar a revolução palestiniana e lutar contra a normalização e todas as formas de liquidação. É claramente para se posicionar contra todas as formas de prevaricação, compromisso, negociações e ilusões infindáveis que apenas visam liquidar o movimento de libertação nacional palestiniano ou reduzi-lo a uma simples questão humanitária. Significa apoiar a resistência por todos os meios em benefício dos interesses do povo palestiniano e dos povos da região".
Leia abaixo a declaração em sua íntegra:
LIBERDADE PARA GEORGES ABDALLAH!
Caros camaradas e amigos,
Aqui estamos, pelo décimo ano consecutivo, em frente ao centro penitenciário de Lannemezan. Dez anos já, durante os quais, aqui e em toda parte, denunciamos a detenção do nosso camarada Georges Abdallah, exigimos a urgência da sua libertação e reafirmamos o nosso apoio incondicional ao grande resistente que é e às lutas que nunca deixou de travar ao longo de sua vida.
Dez anos já, mas também 36 anos de prisão e uma vida inteira de luta por essa consciência inabalável que Georges Abdallah expressa em cada uma das suas declarações - e que fazemos nossas - de que outro mundo não só é possível mas necessário.
Porque sabemos bem, ouvindo ou lendo com atenção cada uma das suas declarações - como acaba de ser feito - lutar por Georges Abdallah e com Georges Abdallah, é, nesta guerra de classe contra classe:
lutar contra o sistema capitalista, imperialista, colonialista e neocolonialista, sinônimo de ocupação, exploração e dominação, que já não é – como diz o nosso próprio camarada – nada além de "barbárie", "destruição do Homem e “desperdício de recursos”.
É lutar para cobrar as contas daqueles que se achavam e se acham intocáveis.
É lutar ao lado das massas e dos bairros populares que denunciam com vigor e determinação as injustiças, a violência policial e a repressão, a corrupção, o descaso das autoridades e que lutam implacavelmente, às vezes em levantes quase insurrecionais, por suas conquistas e seus direitos.
É lutar contra todas as formas de repressão que, sob o manto de regimes de exceção, devotam plenos poderes à Union Sacrée, aos estados de emergência, às leis antiterroristas, às leis contra um suposto separatismo, aos toques de recolher, reprimem com [o artigo] 49-3 [da Constituição] e com ordens permanentes nossas liberdades fundamentais e dão carta branca às forças repressivas policiais judiciais.
Lutar por Georges Abdallah e com Georges Abdallah, também o sabemos muito bem, é também se opor a todas as formas de nacionalismo reacionário e suas conotações nauseantes - particularmente perceptíveis nos últimos dias - a um internacionalismo impecável.
Significa estar ao lado dos povos ao redor do mundo e apoiar, com plena e total solidariedade, suas lutas e resistências.
É lutar ao lado da resistência palestina, pela realização de todos os direitos do povo palestino, incluindo o direito de retorno de todos os “refugiados”, em apoio à Intifada, à juventude palestina, aos heróis da resistência, aos prisioneiros nas masmorras sionistas; é apoiar a revolução palestina e lutar contra a normalização e todas as formas de liquidacionismo. É claramente posicionar-se contra todas as formas de tergiversações, compromissos, negociações e ilusões sem fim que visam apenas liquidar o movimento de libertação nacional palestino e reduzi-lo a uma simples questão humanitária. É apoiar a resistência por todos os meios em benefício dos interesses do povo palestino e dos povos da região.
Por essa linha vermelha que ele traça com cada uma de suas declarações e que devemos imperativamente manter como uma marca do que é progressista e revolucionário e do que não é, Georges Abdallah é nosso camarada! Pela reivindicação plenamente assumida de que se de fato existe um direito justo e legítimo hoje, esse é o direito à revolta, Georges Abdallah é nosso camarada!
Georges Abdallah, suas lutas são nossas e se há uma em que cada vez somos mais numerosos em toda a França e no mundo é a da exigência de sua libertação. Milhares de iniciativas de solidariedade florescem em toda parte para fazer essa exigência e para lembrar ao alto escalão do Estado da necessidade imperativa dirigida ao Ministro do Interior de que “ele tem que assinar”.
Munidos da vossa consciência, sabemos muito bem que sempre, e especialmente no seu caso, é na esfera das autoridades políticas que tudo se decide - longe do jogo jurídico de cartas marcadas, sobretudo a serviço da classe dominante. Providos de sua visão, sabemos bem que a decisão de não o libertar é uma decisão política e é por isso que lutamos no terreno político.
Essa jornada para a libertação e a liberdade é longa, cheia de armadilhas e contradições, mas aqui novamente se há uma afirmação de nosso camarada Georges Abdallah que fazemos nossa, é na imperiosa necessidade da luta e da resistência, na diversidade de nossas expressões e na convergência de nossos compromissos para que se traduza enfim em ato a libertação do nosso camarada e porque “é juntos e somente juntos que nós venceremos" na “vitória ou vitória!”.
ABDALLAH, ABDALLAH, SEUS CAMARADAS ESTÃO AQUI!
ELE É NOSSA LUTA, SOMOS SEU COMBATE!
LIBERDADE PARA GEORGES ABDALLAH!
Lannemezan, 24 de outubro de 2020.
Assinaturas:
- Campanha unitária para a libertação de Georges Abdallah;
– Le Cri Rouge;
- C.L.G.I.A.;
– Coletivo Palestine vaincra (Palestina Vencerá);
– Samidoun Palestinian Prisoner Solidarity Network (Samidoun rede de solidariedade aos prisioneiros palestinos);
– Coletivo de apoio à resistência palestina, Lille;
– Solidariedade Georges Abdallah, Lille;
– Comitê de ações e de apoio às lutas do povo marroquino.
- Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (CEBRASPO)
Mais informações podem ser lidas nos seguintes endereços: