quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

ÍNDIA: SAIBABA DIVULGA CARTA EM DENÚNCIA AO SEU ESTADO DE SAÚDE



Em carta dirigida a sua esposa, G.N Saibaba – um professor universitário e democrata que encontra-se preso em prisão perpétua por denunciar os crimes do governo – denuncia o seu grave estado de saúde agravado na prisão em Nagpur, onde cumpre sentença de prisão perpétua, acusado de vínculos com o Partido Comunista da Índia (Maoista). Saibaba se locomove apenas em cadeira de rodas apresentando 90% de imobilidade física.

Em seu registro, professor Saibaba menciona que foi posto a um confinamento solitário em uma cela da prisão e esta não atende suas necessidades básicas e de deficiência, além de outras negligências. “A própria arquitetura desta prisão me deixa totalmente desamparado. Não há acessibilidade para mim de qualquer forma. Eles me reduziram a ‘um homem velho em um berço’.”, denuncia.

O intelectual ainda cita algumas dificuldades enfrentadas para atender necessidades básicas.

“Dentro da cela, eu não posso ir ao banheiro na minha cadeira de rodas. Duas pessoas têm que me levar ou me segurar na minha cadeira de rodas para urinar, defecar ou tomar um banho.”, acrescentou.

A esposa de Saibaba, G. Vasantha, denunciou à imprensa indiana que o velho Estado tem se mostrado negligente no que tange a oferecer um tratamento digno às condições do preso, que sofre de várias doenças.

Em entrevista à imprensa The Print, Vasantha especifica os problemas de saúde de Saibaba. “Meu marido tem um problema com o pâncreas e recentemente desenvolveu um tumor na parte inferior do corpo.”, relata. “Eles também o mantiveram em uma cela onde quase não há espaço para se mover.”.

Na carta, Saibaba detalha a deteriorização de sua saúde. “A dor no lado esquerdo do estômago aumentou. A dor na minha mão esquerda danificada também aumentou muito. Como resultado, eu não consigo dormir. Nos últimos 20 dias eu tenho tomado pílulas para dormir, Restyl, sem as quais eu não consigo dormir por causa da dor severa.”, denuncia Saibaba.

O Dr. Saibaba é um professor de inglês que instruiu no Ramlal Anand College, Universidade de Delhi, sendo preso em 2017 sob a acusação de dar apoio aos maoístas. Dada a repercussão da instabilidade de sua saúde e sua condição de professor universitário preso em regime perpétuo em um regime político em tese democrático, até a própria ONU incitou as “autoridades” velho Estado a soltá-lo.

“Nós estamos preocupados com relatos de que Dr. Saibaba sofre mais de 15 problemas de saúde diferentes, alguns dos quais com consequências potencialmente fatais.”, afirmam em uma declaração conjunta emitida em Genebra, em julho deste ano. Os especialistas pediram à Índia que libertem Saibaba, pois ele estava em “necessidade urgente de tratamento médico adequado”. Até o momento o Estado indiano não deu retorno. Até o parlamento europeu apresentou questionamentos e resoluções em defesa da vida de Saibaba este ano.

O professor Saibaba foi preso em fevereiro de 2017 e condenado à prisão perpétua no dia 8 de março daquele ano, juntamente com mais quatro pessoas - dentre eles um estudante da União Democrática de Estudantes e um jornalista. A sentença foi do Tribunal de Sessões de Gadchiroli (Maharashtra). Esta é a terceira vez que Saibaba fica detido e encarcerado por longo período. A primeira vez foi entre maio de 2014 e junho de 2015, e a segunda entre dezembro de 2015 a abril de 2016.



ÍNDIA: AMIT BHATTACHARYYA HOMENAGEIA JOSÉ PIMENTA

Compartilhamos a seguir uma homenagem que recebemos do Professor Amit Bhattacharyya, importante ativista indiano defensor dos direitos do povo, para o evento de homenagem ao companheiro José Pimenta.


Amit Bhattacharyya em visita ao Rio de Janeiro em 2011


"Uma mensagem em memória ao meu querido amigo, Pimenta


É realmente muito doloroso saber sobre a saída precoce do Pimenta desse mundo. Eu lembro distintamente da primeira vez que o conheci. Minha primeira viagem ao Brasil foi possível graças ao gentil convite que eu recebi da Universidade Federal Fluminense para falar na conferência ‘Índia: Uma Realidade História e Social’ em agosto de 2011. A viagem provou ser não apenas educativa, mas enriquecedora e empolgante, também, para mim. É necessário passar por isso para acreditar. O calor, a amizade e o amor do povo do Brasil que eu recebi viverão profundamente na minha memória.

O dia em que desembarquei no aeroporto do Galeão, de São Paulo para o Rio de Janeiro depois da meia noite em 3 de agosto de 2011, eu fiquei sabendo sobre uma greve em andamento iniciada por professores escolares. Meus amigos — Raquel, Pimenta e Fatima me aguardavam no aeroporto. Foi o Pimenta que dirigiu o carro que nos levou à casa de Nazira. No caminho, eu notei muros de ferro em ambos os lados da estrada, em ao perguntar, fui informado que esses muros foram erigidos para esconder as regiões de favela da vista do público. Esse foi o meu primeiro encontro com o Pimenta e o povo pobre do Brasil. Pimenta parecia, para mim, um homem na casa dos 40 anos, bonito, em forma e de temperamento bastante jovial.

Desde então, Pimenta foi meu companheiro em muitas ocasiões—em seminários, visitas à praia de Copacabana, dirigindo carros e bebendo Caipirinha de cachaça no restaurante. Uma vez ele me disse alegremente, ‘Amit, você tem um bom português’, quando meu conhecimento era limitado ao ‘bom dia’ e ‘obrigado’.

A última vez que eu visitei o Brasil, em 2016, fiquei em sua casa no Rio por alguns dias. Dividi muito momentos felizes com ele, seu filho, a Raquel e outros. Naquela vez, também, e pela última vez, ele me deu uma carona ao aeroporto para minha despedida.

O povo do Brasil, como eu vejo, tem passado por tempos difíceis e tem lutado para transformar o que é ruim em bom. Eles têm lutado contra injustiça, exploração, humilhação e repressão para criação de uma nova sociedade democrática, onde valores humanos triunfem sobre a ganância pelos lucros. É uma luta que vale a pena. Pimenta foi um corajoso participante dessa nobre luta pela causa do povo. Pode-se sentir a dor e o sofrimento que ele teve que passar durante seu período de doença.

Deixe-me prestar minha respeitosa homenagem à sua memória e transmitir minha condolências ao seu filho, seus camaradas e seus próximos e entes queridos. Que sua memória viva.

Amit Bhattacharyya

Calcutá, 25 de novembro, 2018."


terça-feira, 4 de dezembro de 2018

GRUPO TORTURA NUNCA MAIS PRESTA HOMENAGEM À JOSÉ PIMENTA

Compartilhamos a seguir uma homenagem que recebemos do Grupo Tortura Nunca Mais - RJ, lido durante o evento de homenagem ao companheiro José Pimenta realizado no dia 30/11.

"Um 'dedo de prosa'!

O GTNM-RJ lamente profundamente o falecimento do companheiro José Sales Pimenta, no dia 19 de outubro de 2018.  Sua presença jamais será esquecida nas incontáveis reuniões das segundas-feiras, no GTNM-RJ. 

No entanto, sabemos que quando a vida é cheia de força nada sucumbe e nem há ausência. 

Permaneceremos lutando ao lado do Pimenta contra a ditadura empresarial-militar de 1964. Esta ditadura que deixou a sua marca de violência, de sangue, de torturas, de desaparecimentos na região amazônica, na década de 1970, na Guerrilha do Araguaia, uma década depois, na região de Pau Seco, próximo ao município de Marabá, também no Sul do Pará, levou à execução do seu irmão, o jovem advogado Gabriel Pimenta. Continuaremos unidos ao Pimenta em sua luta pela memória e pela vida de seu irmão, a quem a ditadura tentou silenciar com a sua execução. Tentou, mas não conseguiu e não conseguirá.   

Se a vida fosse a presença física talvez de nada adiantaria luta. Ao fim de cada existência nada faria sentido. Tudo morreria como uma raiz que já não se comunica com a terra, que já não pode extrair dela a água e os sais minerais. 

Mas, a vida é algo mais forte. É a seiva e a luz do sol que vão lá no fundo da terra e  extravasam em cada um de nós e de todos nós ao mesmo tempo, construindo nosso brilho, nossa força, nossa energia e nossa potência de viver coletivamente. 

Por isso, a vida é a presença de algo que se deixa no rastro, que se move no movimento, que nos ensina a crescer, a amar e a construir o tempo juntos. Não o tempo dado e nem sentido pelas horas. 
Mas, o tempo da luta, o tempo da resistência...

É dessa vida que estamos falando. Da vida que se recusa a se entregar ao Estado, às dores, à morte, à tortura, ao esquecimento, ao sistema desigual e violento produzido pelo capitalismo. 

Permaneceremos lutando lado a lado com o Pimenta pela moradia digna, contra a violência nas favelas, contra a violência no campo, contra as desigualdades sociais, a miséria, a pobreza e o capitalismo. 

Seu constante sorriso aberto, a sua firmeza de propósito, a sua entrega à causa dos pobres, dos oprimidos e marginalizados marcarão a sua presença neste mundo e em nossas reuniões. 

Queremos salientar a sua vida, a sua contribuição e a sua coragem acompanhada de sua ternura. 
Vamos nos lembrar sempre o que Pimenta nos dizia: que se a repressão é grande é porque a nossa causa amedronta e a nossa força é grande também.   

Permaneceremos com o Pimenta, em sua insistência em apostar na força do afeto, do companheirismo e da amizade. 

Lembrando sempre a importância de inventarmos momentos para o nosso 'dedo de prosa'!

Pela Vida

Pela Paz

Tortura Nunca Mais!

Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2018"

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

ATO EXIGE JUSTIÇA EM FRENTE AO CONSULADO DO CHILE


Atendendo chamado internacional, no dia 26/11, o CEBRASPO realizou ato em frente ao consulado do Chile no Rio de Janeiro exigindo justiça para Camilo Catrillanca, jovem mapuche que foi assassinado covardemente pelo aparato de repressão do Estado no dia 14 de novembro, conforme denunciamos anteriormente no blog.

Somaram-se ao ato jovens de organizações populares e revolucionárias, entoando palavras de ordem e cobrando justiça e estendendo solidariedade internacionalista para o quadro da juventude mapuche, Camilo Catrillanca. 


quarta-feira, 21 de novembro de 2018

CHILE: JOVEM MAPUCHE É COVARDEMENTE ASSASSINADO

No dia 14 de novembro o jovem mapuche, Camilo Catrollanca foi assassinado de forma covarde pelas forças de repressão do Velho Estado chileno. 
O CEBRASPO condena veemente este assassinato e denunciamos a campanha de difamação contra Camilo Catrollanca, realizada pelo Estado a fim de justificar sua bárbara execução. 

Reproduzimos a seguir uma tradução da nota emitida pela FERP (Frente Estudantil Revolucionária e Popular - Chile) sobre o assassinato de Catrollanca:



"UM CAI, MIL SE LEVANTAM!

No dia 14 de novembro foi assassinado pelas costas o weichafe Camilo Catrillanca, de 24 anos, pelo  Comando Selva. 

Imediatamente depois, estudantes, moradores e trabalhadores saíram às ruas para desabafar a raiva contida, com ações que ocorreram por todo o país. 

No dia seguinte, 15 de novembro, a Jornada de Protesto Nacional pelo fim das Zonas de Sacrifício convocada pela Prefeitura Aberta de Quintero-Puchuncaví, onde meses atrás se iniciou uma luta contra a extrema poluição gerada pelas empresas imperialistas e monopolistas no território Mapuche, que foi uma verdadeira jornada de protesto popular. As ruas de Santiago, Concepción e Temuco se transformaram em  um  verdadeiro campo de batalha por mais de 3 horas, onde as massas transbordaram inclusive a mesma capacidade da polícia, instalando barricadas em distintos pontos e sabotando bancos, centros de serviços, farmácias, etc. 

Com as palavras de ordem: "De norte a sul, de leste a oeste, queremos ar limpo custe o que custar!" e "Que o povo escute, mataram  um mapuche!", as massas se uniram para continuar a manifestação nas ruas do centro de Santiago.

Até o dia 19, por todo o território ocorriam manifestações, panelaços e barricadas, denunciando a morte de Camilo Catrillanca e exigindo a saída do Comando Selva.

O velho Estado, com este assassinato pelas costas de responsabilidade de um comando militar treinado pelos ianques, que ainda por cima destruíram as gravações da operação onde foi assassinado Camilo (quando um dos grandes orgulhos deste comando era a tecnologia "de ponta" que tinham para registrar suas operações), e que foi encoberto e procurou ocultar na figura de uma operação contra um "delito comum", contra um "delinquente" com antecedentes penais (o que foi demonstrado ser falso), acabou por se revelar cada vez mais no que realmente é: uma máquina de opressão, a serviço do latifúndio, da grande burguesia, do imperialismo. Isto é o que os oportunistas da suposta "oposição" tem tentado ocultar, derramando lágrimas de crocodilo pela morte de Camilo, quando durante seus governos (Concertação-Nova Maioria) aplicaram a mesma política anti-Mapuche, demostrando que não são mais que parte desta máquina de opressão.

Entretanto, isto não ocorre somente em Araucanía, mas também com o assassinato pelo Estado de Alejandro Castro, dirigente pescador da luta de Quintero; além de Kevin Garrido, jovem combatente morto na prisão Santiago 1, condenado pelo "Caso Bombas"; é a militarização dos liceus e sua farsa de "Aula Segura" que busca acabar com a organização combativa de estudantes secundaristas, e um vasto aumento da ofensiva do velho Estado e do imperialismo contra o povo.

Tudo isto  acendeu as chamas do protesto popular e estendeu ainda mais a solidariedade entre o povo chileno e Mapuche, com múltiplas ações que vão crescendo, desde panelaços nas praças dos bairros, manifestações e barricadas, protestos diante das embaixadas do Chile nos distintos países do mundo, e principalmente ações no campo.

Assim  vai-se forjando a unidade dos povos chileno e Mapuche, demonstrando que se um cai, mil se levantam!

Pelo aumento do protesto popular!
Alejando Castro, Kevin Garrido e Camilo Catrillanca: Presentes na Luta!
Fora o Comando Selva!"

segunda-feira, 19 de novembro de 2018

HOMENAGEM AO COMPANHEIRO JOSÉ PIMENTA - 30 DE NOVEMBRO


O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (CEBRASPO) convida a todos para a homenagem ao nosso grande companheiro José Sales Pimenta, destacado defensor dos direitos do povo, presidente e um dos fundadores de nossa entidade, falecido no dia 19 de Outubro de 2018.

O ato-homenagem será realizado no dia 30 de Novembro, às 18h, no Salão Nobre do IFCS (UFRJ), Largo São Francisco de Paula, Cerntro - Rio de Janeiro, RJ. 

sexta-feira, 16 de novembro de 2018

BOLETIM INFORMATIVO CEBRASPO - 1ª QUINZENA DE NOVEMBRO

Edição nº 5

BOLETIM CEBRASPO: SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL E A LUTA DOS POVOS NO BRASIL E NO MUNDO. DEFESA DA LIBERDADE DOS PRESOS POLÍTICOS

CEBRASPO - Defender o direito do povo lutar pelos seus direitos!

Companheiros e companheiras,
Estamos enviando nosso boletim informativo com uma relação de notícias dos acontecimentos dos povos em luta no Brasil e no mundo.


INTERNACIONAL:

Na semana de 17/10 à 24/10, atendendo o chamado de organizações internacionais, revolucionárias e democráticas, ativistas na Tunísia realizaram ato pela liberdade de Adballah. Georges Ibrahim Abdallah é um revolucionário comunista, apoiador da luta de libertação nacional do povo palestino, preso em 1984 por defender essa luta, condenado a prisão perpétua.  

Os 22 ativistas do movimento Corrente do Povo Sol Vermelho (México) acusados e detidos por "terrorismo" e "porte de explosivos", em 7 de junho de 2015, foram absolvidos após intensa batalha judicial e política com o judiciário local. Os militantes foram defendidos pelo Dr. Sernas García - proeminente intelectual e advogado que desapareceu há alguns meses - e demonstraram em juízo que o processo tratou-se de perseguição política.

Benjamin Ramos, advogado e ativista pelos direitos dos povos, foi assassinado no dia 6 de novembro, vítima de uma emboscada feita por dois atiradores em uma motocicleta. Benjamin Ramos era secretário-geral do Sindicato Nacional dos Advogados do Povo (NUPL) e conselheiro legal do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Açúcar, prestava serviço para vítimas de violência do velho estado, principalmente decorrentes da política de combate ao tráfico de drogas do presidente Duterte, e cuidava do caso do massacre de nove camponeses na província de Negros Occidental em 21 de outubro. Os camponeses ocupavam uma fazenda com o objetivo de exigir do estado seu direito sagrado à terra. O advogado também era conhecido pela defesa de presos políticos do velho estado.

Uma operação secreta realizada pelo Estado de Israel no dia 11 de novembro em Gaza desembocou num aumento em larga escala da tensão no conflito israelo-palestino. As tropas sionistas se infiltraram no território da cidade de Khan Yunis, ao sul da Gaza, e executaram um dos líderes das Brigadas al-Qassam, chamado Nour Baraka. Ao serem percebidas pelos militantes do grupo da Resistência Nacional, as tropas invasoras de Israel iniciaram o processo de evacuação do local deixando um rastro de sangue: ao menos sete palestinos foram executados e diversas construções foram danificadas.  

segunda-feira, 12 de novembro de 2018

INDIA: CONSELHO DE DIREITOS HUMANOS DA ONU PEDE ESCLARECIMENTOS SOBRE ATIVISTAS PRESOS



Relatores Especiais do Conselho de Direitos Humanos em Genebra enviou um comunicado para o governo Modi solicitando informações sobre as prisões arbitrárias de ativistas e defensores dos direitos do povo na Índia (Surendra Gadling, Rona Wilson, Shoma Sen, Sudha Bharadwaj, Mahesh Raut e Sudhir Dhawale).

O documento exigia informações adicionais sobre os fundamentos legais para as prisões e que expliquem como se enquadra em conformidade com leis internacionais de direitos humanos. Os relatores também pedirem esclarecimentos sobre denúncias da campanha de difamação contra a advogada Sudha Bharadwaj.

Mais informações podem ser lidas no seguinte endereço: http://dazibaorojo08.blogspot.com/2018/11/india-el-consejo-de-derechos-humanos-de.html