segunda-feira, 21 de outubro de 2019

FRANÇA: MANIFESTAÇÃO EXIGE LIBERDADE PARA GEORGES ABDALLAH


Fontes do Collectif Palestine Vaincra (Coletivo Palestina Vencerá) relatam a participação de mais de 500 pessoas na manifestação do dia 19 de outubro para exigir a libertação imediata do revolucionário Georges Abdallah, que está confinado há 35 anos nas prisões dos imperialistas franceses. A manifestação, segundo o Coletivo, é o culminar dos dias de mobilização, organizados pelo referido grupo em conjunto com Secours Rouge e a Rede Palestina de Solidariedade de Prisioneiros. A manifestação reuniu delegações de diversas regiões da França e seguiu em direção a prisão de Lannemezan, onde segue confinado Abdallah. 

Ainda, de acordo com o portal de notícias Dazibao Rojo, militantes na Galiza respaldaram o pedido de solidariedade internacional com Georges Abdallah e também com militante operário Theo El Ghozzi, preso arbitrariamente pelo velho Estado francês no dia 22 de julho.
Cartaz exige liberdade para Abdallah, Theo El Ghozzi e todos os presos políticos

Para maiores informações, disponibilizamos os seguintes endereços: https://palestinevaincra.com/2019/10/plus-de-500-personnes-a-lannemezan-pour-la-liberation-de-georges-abdallah/ http://dazibaorojo08.blogspot.com/2019/10/galiza-respaldo-campana-internacional.html

quarta-feira, 9 de outubro de 2019

DENÚNCIA: POLÍCIA INVADE HORTA E AGRIDE MILITANTE NA BAHIA


Foto: Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto

No último dia 5 de outubro, policiais militares invadiram a horta comunitária África Livre - organizada pela organização 'Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto' e localizada no Parque Solar Boa Vista, em Salvador, Bahia - e agrediu o militante e escritor Hamilton Borges, que também é articulador da Escola Winnie Mandela.

Em nota de denúncia publicada no dia 7 de outubro, o Comando Vital Reaja, do Reaja ou Será Morta, Reaja ou Será Morto, apontou que "em suas práticas costumeiras de ataques, esculacho, achaques e abordagens violentas e sem motivos fundados – que envolvem socos, tapas e prisões arbitrárias de jovens pretos e pretas frequentadores do Parque, [os policiais] entraram aos gritos de 'mãos na cabeça, porra!'". 

A denúncia ainda diz que os policiais exigiram que Hamilton colocasse as mãos na cabeça e se virasse para parede. Diz a nota: "O militante se recusou exigindo um motivo fundado para aquela abordagem realizada por seis policiais de forma truculenta com armas engatilhadas", e isto ocorreu no momento em que outros militantes e crianças da Escola Winnie Mandela faziam a rega diária da horta construída de forma autônoma pela organização. "Hamilton Borges teve duas armas apontadas para sua cabeça e, numa condição de vulnerabilidade e humilhação, teve que ceder ao arbítrio e ao terror de Estado personificado naqueles policias", acrescenta.

A nota pode ser visualizada em sua íntegra no blog da organização:  https://reajanasruas.blogspot.com/2019/10/vivemos-sob-o-julgo-da-opressao.html

segunda-feira, 7 de outubro de 2019

MA: LIBERDADE AOS PRESOS POLÍTICOS DO GOVERNADOR FLÁVIO DINO!

O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos repudia veemente a prisão arbitrária de 4 militantes movimento Fóruns e Redes de Cidadania, ocorrida no último dia 13 de setembro no município de Arari. Este episódio trata-se de mais uma tentativa do velho estado, seus poderes executivos, legislativo e judiciário, em conluio com o latifúndio, de perseguir e criminalizar o movimento popular e aqueles que lutam pelos seus direitos, em particular o justo direito de acesso à terra. Repercutimos e assinamos nota de repúdio às prisões e a repressão contra os camponeses e manifestamos, também, toda nossa solidariedade com os cinco presos políticos do governador Flavio Dino, Jose Laudivino da Silva Diniz, Edilson da Silva Diniz, Emilde Carddoso Diniz, Antonio Carlos da Silva Diniz e Joel Roque Martins Dutra.

Segue a nota abaixo, em sua íntegra: 


"Os Fóruns e Redes de Defesa dos Direitos da Cidadania do Maranhão, e as organizações sociais que esta assinam, tornam público o seu mais veemente repúdio às prisões preventivas dos camponeses JOSE LAUDIVINO DA SILVA DINIZ, EDILSON DA SILVA DINIZ, EMILDE CARDDOSO DINIZ, ANTONIO CARLOS DA SILVA DINIZ e JOEL ROQUE MARTINS DUTRA, decretadas por uma decisão injusta do juiz da Comarca de Arari, Luiz Emilio Braúna Bittencurt Júnior, ao acolher parecer ilegal da representante do ministério público, Lícia Ramos Cavalcante Muniz, após representação de uma farsa de inquérito policial conduzido pelo delegado de polícia civil, Alcides Martins Nunes Neto.

Acusados de forma absurda dos crimes de dano qualificado, exercício arbitrário das próprias razões e associação criminosa, teses descabidas, estapafúrdias e requentadas pela polícia e pelo ministério público da comarca, mesmo assim aceitas sem pestanejar pelo sempre e mesmo judiciário, inimigo secular dos camponeses, lavradores, quilombolas do Maranhão, em que veem perturbação da ordem pública na derrubada de cercas criminosamente erguidas em campos públicos, sem nenhuma providência tomada contra os verdadeiros criminosos.

Prisões na verdade que têm por funções (1) retirar das próprias autoridades envolvidas a responsabilidade pela cumplicidade com a grilagem de terras; (2) criminalizar quem legitimamente luta pelos campos públicos livres e (3) humilhar quem luta pelos seus direitos e de suas comunidades.

Presos desde o dia 13/09, até a presente data encontram-se no presídio de Viana/Ma, para onde foram levados após o cumprimento da ordem judicial.

Cabe relatar que, na madrugada desse dia, entre 04:30 e 05:20 horas, contingente policial expressivo, em 7 (sete) viaturas policiais e um carro sem identificação, entrou na comunidade e realizou as prisões, com a prática comum e criminosa de invadir domicílio, buscar e destruir objetos pessoais e residenciais, sem qualquer apresentação dos respectivos mandados, nem mesmo qualquer informação verbal sobre os motivos da prisão ou mesmo a identificação das autoridades mandantes e responsáveis.

Quatro camponeses, trabalhadores, pais de família, lideranças do Povoado Fleixeiras/Arari, militantes sociais dos Fóruns e Redes de Cidadania, cidadãos da República Federativa do Brasil, presos arbitrariamente, numa completa e reiterada violação do Estado Democrático de Direito e das convenções internacionais em que o país é signatário.

Aproveitamos a oportunidade para prestar nossa imensa solidariedade a esses lutadores povo, corajosos e combativos defensores dos direitos de suas comunidades.

A respeito de mais essa arbitrariedade, assim nos manifestamos:

1 – É apenas mais uma decisão judicial, como tantas outras, abusiva e sem qualquer respaldo no direito brasileiro. É apenas o uso do regime legal para esconder o mais nítido e sórdido desejo de vingança aos camponeses que lutam pelos seus direitos e das suas comunidades, criminalizando a luta por direitos, as organizações sociais, as lideranças, as comunidades violadas e a defesa do patrimônio público criminosamente afetado;

terça-feira, 1 de outubro de 2019

BOLETIM INFORMATIVO CEBRASPO - EDIÇÃO Nº 17

BOLETIM CEBRASPO: SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL E A LUTA DOS POVOS NO BRASIL E NO MUNDO. DEFESA DA LIBERDADE DOS PRESOS POLÍTICOS

CEBRASPO - Defender o direito do povo lutar pelos seus direitos!

Edição nº 17 - Setembro, 2019

Companheiros e companheiras,

Estamos enviando nosso boletim informativo com uma relação de notícias dos acontecimentos dos povos em luta no Brasil e no mundo.





  

Murali Kannampilly, conhecido como camarada Ajith, participou de um encontro organizado pelo Coletivo Justiça para Murali onde denunciou violações aos direitos do povo realizados regularmente contra presos políticos e comuns nas masmorras do velho estado indiano, de acordo com o portal de notícias Redspark. Ajith pôde também denunciar o que chamou de "estado de emergência não-declarado" e citou o cerco a Jammu e Caxemira como exemplos de como o velho estado indiano tem atuado contra os direitos democráticos e os ataques à luta pela autodeterminação dos povos. Camarada Ajith foi preso em 8 de maio de 2015, e permaneceu encarcerado até 23 de julho de 2019, quando conquistou liberdade por meio de pagamento de fiança após mais de 4 anos de intensas campanhas internacionais pela sua liberdade.

RJ: DEIZE CARVALHO LANÇA CAMPANHA DE SOLIDARIEDADE PARA RECONSTRUIR SUA CASA

A militante e mãe de vítima de violência do Estado, Deize Carvalho, que teve seu filho Andreu Luiz Carvalho, agredido, torturado e morto por agentes do Departamento Geral de Ações Socio-Educativas (DEGASE CTR) no dia 1º de Janeiro de 2008, lançou uma vaquinha online de uma campanha de solidariedade para reconstrução de sua casa que foi destruída nas chuvas que atingiram o Rio de Janeiro em abril deste ano. A vaquinha pode ser acessada no seguinte endereço: https://www.vakinha.com.br/vaquinha/reconstruindo-a-casa-da-deize

Foto: Patrick Granja/AND

Da página da campanha:

"Deize é uma ativista que teve que sair de sua casa em uma favela na zona sul do Rio por causa de sua luta. Em busca de segurança, foi morar numa antiga casa que foi de seu avô em Jacarepaguá. Porém, com as fortes chuvas do dia oito de abril, parte da casa foi destruída. E ela precisa reforma sua casa para, fazer dali, o alicerce de seu recomeço. O início da obra aconteceu com ajuda da Frontline, com a construção de um muro de contenção para proteger o terreno. Porém, agora, é necessário prosseguir a reconstrução da própria casa e, também, recuperar os movéis já que tudo foi perdido nas chuvas. Deize é uma carioca lutadora:  o assassinato de seu filho no dia 1 de janeiro 2008 mudou a trajetória de sua vida. Mas, mesmo com toda situação difícil que já viveu, ainda tem esperança que as coisas possam melhorar para que possa mostrar para seus outros filhos que - mesmo com as dificuldades que a família enfrenta e a dor - a violência não é o caminho adequado. Hoje reconstrói sua vida estudando - através de uma bolsa - para concluir seu curso de Direito na Universidade Cândido Mendes e, assim. poder ajudar outra mães e famílias que perderam seus filhos assassinados pelo Estado."

A campanha também foi divulgada em sua própria rede social: https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=2155695704731536&id=100008733816174 

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

ABRAPO: NOTA DE APOIO AO DESEMBARGADOR SIRO DARLAN

Reproduzimos em nosso blog nota divulgada pela ABRAPO (Associação dos Advogados do Povo Gabriel Pimenta) em defesa do desembargador Siro Darlan.


Em nota, a ABRAPO manifesta solidariedade com Dr. Siro Darlan, membro da AJD – Associação de Juízes para a Democracia, em decorrência de perseguições políticas sistemáticas que tem sofrido há anos e que tomaram nova forma em eventos recentes. A ABRAPO afirma que as acusações são falsas e requentadas de outras perseguições que o Desembargador já havia sofrido. 




"Associação Brasileira dos Advogados do Povo
Filiada a Associação Internacional dos Advogados do Povo – IAPL
O direito do povo é o direito de lutar pelos seus direitos!


NOTA DE APOIO AO DESEMBARGADOR SIRO DARLAN
 25/09/2019

A ABRAPO – Associação dos Advogados do Povo Gabriel Pimenta vem manifestar seu apoio irrestrito ao Desembargador Siro Darlan de Oliveira, da 7ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, contra as perseguições políticas sistemáticas que o mesmo vem sofrendo há mais de uma década, por conta de sua independência, que lhe confere a coragem e a altivez com que profere as suas decisões.

O Desembargador Siro Darlan é um juiz garantista, que não tergiversa na defesa dos direitos e das garantias fundamentais da pessoa humana. Além disso, mantém firme posição abolicionista, contra as penas privativas de liberdade, posições essas que são de conhecimento público e notório. É um defensor da liberdade.

É acima de tudo um democrata, com profundo sentimento humanista, que o faz um defensor de muitas causas do povo, incluindo os direitos da infância e da juventude.

É um cidadão com consciência de seu papel político no sentido maior da expressão. É membro da AJD – Associação de Juízes para a Democracia, através da qual tem grande articulação com os temas de interesse da sociedade e estreito relacionamento com os mais diversos movimentos sociais. Também luta contra a política interna vigente no TJRJ, o que, sabidamente, faz criar toda uma plêiade de “poderosos” inimigos, capazes de qualquer coisa para tentar fulminar o perseguido.

São absolutamente infundadas as falsas acusações contra esse grande magistrado, fruto de uma perseguição política já antiga e que, vez ou outra, é requentada com novas calúnias contra esse grande brasileiro.

Desta feita, se utilizam de prova frágil e duvidosa, para, através de busca e apreensão ruidosa e espetaculosa, com ampla cobertura da mídia corporativa, com o fim de tentar mais uma vez, covardemente, jogar lama na reputação de um homem digno.

Repudiamos essa manipulação política e midiática contra o Desembargador e emprestamos a ele toda a nossa solidariedade em mais esse difícil momento, que será superado com a honradez que lhe é de costume.

Contatos: advogadosdopovo.abrapo@gmail.com - Tel: (31) 3222-7799"

PA: CAMPONÊS É ASSASSINADO EM ACAMPAMENTO VITÓRIA DA UNIÃO

Repercutimos grave denúncia que recebemos de apoiadores por correio eletrônico:

No dia 26 de setembro, o camponês José Araújo dos Santos foi covardemente assassinado no Acampamento Vitória da União, na Zona Rural de Conceição do Araguaia, Pará. Segundo a denúncia, o acampamento já vinha sendo palco de um intenso conflito, onde os camponeses assentados reivindicavam as terras como terras públicas que foram griladas pelo suposto proprietário Roberto Mussa. 

Condenamos o brutal assassinato do camponês José Araújo dos Santos, e convocamos demais entidades democráticas e progressistas a denunciarem e repudiarem esta ação covarde que se soma aos demais crimes cometidos contra os camponeses da região a mando do latifúndio!

Abaixo, compartilhamos a denúncia em sua íntegra:


"Camponês é assassinado no acampamento Vitória da União, região sul do Pará

No dia 26 de setembro do ano corrente, o Camponês José Araújo dos Santos foi brutalmente assassinado no Acampamento Vitória da União, localizado na zona rural de Conceição do Araguaia, Estado do Pará. Segundo testemunha, no momento do assassinato José se encontrava fora de seu barraco, que ao escutar disparo de arma de fogo se dirigiu até o local onde José Araújo agonizava, vez que havia sido atingido pelo disparo. A investigação do homicídio será realizada pela Delegacia Especializada em Conflitos Agrários de Redenção - DECA - Pará.

Essa DECA, no começo desse ano, realizou um processo de perseguição aos camponeses dessa área, tendo efetuado prisão e gerado vários inquéritos em segredo de justiça, dificultando a defesa dos camponeses. 03 camponeses ficaram mais de um mês presos e as denúncias sequer são conhecidas em função do SEGREDO imposto. 

Os camponeses defendem que as terras são públicas, que pertencem a um projeto de assentamento, onde o INCRA não efetuou assentamento das famílias e o grileiro Roberto Mussa grilou as mesmas e se utiliza de meios escusos para manter sua posse.

Um dia antes do assassinato do Sr. José Araújo Santos, aconteceu, perante a Vara Agrária de  Redenção, Pará, audiência pública com a finalidade de se discutir o cumprimento da reintegração de posse do imóvel denominado Fazenda Safita, onde o Acampamento Vitória da União está localizado há mais de um ano. Nesta audiência nem INCRA, ITERPA, Município de Conceição do Araguaia ou qualquer órgão responsável pela política agrária estiveram presentes, e mesmo assim o cumprimento da reintegração de posse foi definido para o início de outubro.  

Os camponeses que vivem no Acampamento Vitoria da União relatam que as ameaças sofridas se intensificaram nos últimos meses. O suposto proprietário: Roberto Mussa sempre ameaçou as famílias, tendo tido outros episódios de violência no local, praticados pelos jagunços do Roberto, pela polícia e pelo próprio - tendo ele, em plena luz do dia, efetuado disparos de arma de fogo contra as famílias, mesmo denunciado, nada foi feito pela DECA.

A omissão do Estado para com as famílias de camponeses que lutam por terra para plantar e viver tem contribuído para o acirramento dos conflitos no campo, até o momento nem INCRA ou ITERPA sequer fizeram o cadastramento das pessoas que vivem no acampamento, podendo estas sofrerem despejo em total discordância com diretrizes garantidoras de direitos humanos. Ressalta-se que no acampamento vivem pessoas idosas, com deficiência e crianças.

O assassinato do Sr. José Araújo dos Santos reforça que a tão buscada paz no campo é realidade distante quando os envolvidos no conflito são camponeses, pobres e sem terra."


quarta-feira, 25 de setembro de 2019

MÉXICO: SOL ROJO ANUNCIA MOBILIZAÇÃO INTERNACIONAL PELOS 43 DE AYOTZINAPA

A organização Sol Rojo - Corriente del Pueblo realizou um chamamento nacional e internacional para todas as entidades democráticas, progressistas e revolucionárias para a Jornada de Ação Global por Ayotzinapa, convocado para o 26 de setembro, dia que se cumprem 5 anos do vil assassinato de 9 estudantes de magistério e a desaparição de outros 43 normalistas, cometido por agentes policiais, com o respaldo de autoridades do velho estado mexicano.

O Sol Rojo denuncia este caso como parte da guerra contra o povo e do terrorismo de estado que deixaram mais de 40 mil mortos ao redor do país, muitos deles ativistas populares e defensores dos direitos do povo como Dr. Ernesto Sernas Garcia, desaparecido em 10 de maio de 2018 em Oaxaca.

Reproduzimos abaixo, na íntegra, nota divulgado no blog da organização:


"CORRIENTE DEL PUEBLO SOL ROJO ANUNCIA MOVILIZACIÓN

A la clase obrera y los trabajadores

A los campesinos pobres y los pueblos en resistencia

Al magisterio democrático y las organizaciones hermanas

Los grandes cambios que requiere este país sólo podrán venir desde la organización y la lucha de las amplias masas populares; el pueblo y sólo es pueblo es la fuerza motriz que hace la historia mundial. Esta es una ley universal del desarrollo de las sociedades.

Están por cumplirse 5 años de la noche de Iguala, donde estudiantes de la Normal Rural “Raúl Isidro Burgos” de Ayoztinapa, Guerrero, fueron atacados por grupos policiacos y para-policiacos, dejando como saldo 9 asesinados, 27 heridos y 43 desaparecidos.