segunda-feira, 12 de novembro de 2018

INDIA: CONSELHO DE DIREITOS HUMANOS DA ONU PEDE ESCLARECIMENTOS SOBRE ATIVISTAS PRESOS



Relatores Especiais do Conselho de Direitos Humanos em Genebra enviou um comunicado para o governo Modi solicitando informações sobre as prisões arbitrárias de ativistas e defensores dos direitos do povo na Índia (Surendra Gadling, Rona Wilson, Shoma Sen, Sudha Bharadwaj, Mahesh Raut e Sudhir Dhawale).

O documento exigia informações adicionais sobre os fundamentos legais para as prisões e que expliquem como se enquadra em conformidade com leis internacionais de direitos humanos. Os relatores também pedirem esclarecimentos sobre denúncias da campanha de difamação contra a advogada Sudha Bharadwaj.

Mais informações podem ser lidas no seguinte endereço: http://dazibaorojo08.blogspot.com/2018/11/india-el-consejo-de-derechos-humanos-de.html

sexta-feira, 9 de novembro de 2018

FILIPINAS: ADVOGADO DO POVO É ASSASSINADO

Conhecido advogado e ativista pelos direitos dos povos, Benjamin Ramos, foi assassinado no dia 6 de novembro, vítima de uma emboscada feita por dois atiradores em uma motocicleta. 

Benjamin Ramos era secretário-geral do Sindicato Nacional dos Advogados do Povo (NUPL) e conselheiro legal do Sindicato Nacional dos Trabalhadores do Açúcar, prestava serviço para vítimas de violência do velho estado, principalmente decorrentes da política de combate ao tráfico de drogas do presidente Duterte, e cuidava do caso do massacre de nove camponeses na província de Negros Occidental em 21 de outubro. Os camponeses ocupavam uma fazenda com o objetivo de exigir do estado seu direito sagrado à terra. O advogado também era conhecido pela defesa de presos políticos do velho estado.

Mais informações sobre o assassinato de Benjamin Ramos podem ser lidas no seguinte endereço: https://brasil.elpais.com/brasil/2018/11/07/internacional/1541600406_267466.html

Sobre o massacre de camponeses em outubro: https://anovademocracia.com.br/no-217/9804-filipinas-camponeses-sao-assassinados

quinta-feira, 8 de novembro de 2018

MG: DENÚNCIA - ACAMPAMENTO GABRIEL PIMENTA PODE SER DESPEJADO

Recebemos de nossos apoiadores a denúncia de que o acampamento Gabriel Pimenta no município de Antônio Carlos (MG) corre o grave risco de ser despejada em breve. Autoridades do velho estado intimidam as famílias para que elas desocupem a terra, antes improdutiva e pertencente ao estado, sem especificar o objetivo. O acampamento possui esse nome em homenagem ao advogado do povo, Gabriel Pimenta, que dedicou sua vida à defender o direito do povo lutar pelos seus direitos, defendendo a causa dos camponeses de Marabá, sendo responsável pela primeira causa ganha a favor dos mesmos durante a ditadura. Foi assassinado em 1982 a mando do latifundiário Manuel Cardoso Neto, o Nelito. 
Os mandantes foram "premiados" com a prescrição do crime em 2006. Gabriel Pimenta foi irmão do companheiro José Pimenta, ex-presidente do CEBRASPO. José Pimenta, que também dedicou sua vida à defender os direitos do povo, pôde visitar o local em apoio, conforme o vídeo abaixo:



Abaixo, segue a íntegra da denúncia que recebemos:

DEM VOLKE DIENEN (ALEMANHA): COMPANHEIRO PIMENTA: PRESENTE NA LUTA!

Entre as homenagens ao companheiro José Pimenta, compartilhamos o seguinte artigo publicado no portal Dem Volke Dienen (Servir ao Povo) da Alemanha:


"Companheiro Pimenta: Presente  na luta!

Acabo de saber, lendo a 'AND' do Brasil, que meu companheiro morreu. Que Pimenta faleceu. Eu sabia que  ele estava mal, sabia que não iria sobreviver, mas ainda assim foi um duro golpe,  que me deixou furioso e não consigo me tranquilizar. Amaldiçoo esse dia. Mas não estou triste; como podemos ficar tristes pensando no Pimenta?

Há alguns anos tive a oportunidade de conhece-lo pessoalmente, embora já o conhecesse de nome, mas nesta ocasião tivemos tempo para conversar, trocar idéias, e penso, que eu particularmente de aprender. Me explicou tantas coisas sobre a realidade brasileira e o que significa fazer um trabalho anti-imperialista no seu país. Me explicou como no meio de um processo de nova democracia se aplica o concreto do internacionalismo proletário. Me explicou o porquê  nas manifestações do Brasil sempre se desfralda a bandeira da Palestina. Me contou sobre as campanhas de defesa da vida do Presidente Gonzalo, em apoio às guerras populares, em defesa dos prisioneiros da ATIK (ele estando longe dominava mais o tema que eu que moro neste país), da defesa de Saibaba e todos os prisioneiros políticos da Índia. Me disse o que fazer para articular estas campanhas em um país como o Brasil e como conseguir unificar ao mesmo tempo a nível internacional, e eu aprendi. Não sei se chegarei a ter o traquejo que ele tinha, penso que não, porque Pimenta não tinha somente o talento, mas a  inteligência de classe, mas que – apesar de ser intelectual – era um filho das massas mais profundas do Brasil. Estivemos no Rio, mas escutei a voz de Rondônia, estivemos em um apartamento da pequena burguesia, mas prevalecia a voz da Favela. Mas não, somente isso, era o grito da rebelião, se não da solução.  Pensando bem, posso dizer que o que mais ficou gravado  da nossa conversa foi o domínio da contradição que Pimenta tinha. Eu, um pouco rústico por vir da sociedade mais bruta do mundo (em dura luta com a sociedade yanqui), não tinha entendido bem o que é uma frente  democrática, embora certamente tivesse lido nos livros; mas a forma como Pimenta me  explicou, baseando-se nos exemplos práticos da sua imensa experiência, fez com que eu o entendesse bem – talvez  pela primeira vez. Eu fui o aluno e ele o professor,  foi assim; mas ele objetivamente  não me tratou como aluno. Seu jeito simples, embora ele na 'sua linha de trabalho', fôsse um dos mais importantes dirigentes do mundo e, eu um pobre ignorante, sempre me fez sentir como seu igual.  Talvez fosse  porque o tempo todo estávamos sorrindo. Não sei como explicar,  pode ser que eu seja um pouco idealista, mas com Pimenta sempre estava alegre; e em nenhum momento, ainda quando falávamos dos métodos de tortura, os genocídios e os massacres contra o povo, nunca cheguei a ficar deprimido; porque Pimenta sempre tinha em mente que não era em vão, mas que no final nós venceremos, a classe y os povos. Quando escrevo, percebo que isso era  magnífico do companheiro e o que mais me impressiona dele, é o fato  que me fez lembrar o que o Presidente Gonzalo nos ensinou: 'levamos a vitória em nossos rostos'. Esse era o sorriso do Pimenta, o sorriso da vitória.

Sei que a morte do companheiro Pimenta deixa un vazio no movimento revolucionário do Brasil, deixa – sim lugar, a dúvida – um vazio no movimento anti-imperialista mundial. Mas também sei que o que ele semeou, vive e que ele é e um dos que continua  conquistando louros após a morte.

Meus pensamentos estão com sua corajosa família e com seus inúmeros companheiros no Brasil e em todo mundo.

Eu, da minha  parte, desfraldo nossa bandeira, a vermelha com a foice e o martelo, mais alta que nunca e me comprometo a dar tudo da minha parte para servir ao povo honrando o companheiro caído, e vou fazê-lo sorrindo, com o sorriso da vitória, com o sorriso do Pimenta.

Companheiro Pimenta: Presente na luta!

Um dos escritores de Dem Volke Dienen"

MÉXICO: 22 ATIVISTAS SÃO ABSOLVIDOS DA ABSURDA ACUSAÇÃO DE TERRORISMO

Recebemos em nosso correio eletrônico comunicado da organização popular Corriente del Pueblo Sol Rojo (Corrente do Povo - Sol Vermelho) em que os companheiros informam que 22 ativistas que haviam sido presos em 7 de junho de 2015 sob a acusação de terrorismo foram recentemente absolvidos. 

Foi utilizado para prender e criminalizar os 22 ativistas Lei Antiterrorista semelhante a aprovada pelo velho Estado brasileiro. A absolvição dos ativistas foi obra da luta popular e do incansável trabalho do Dr. Ernesto Sernas García, reconhecido advogado do povo que trabalhou na defesa destes ativistas, desaparecido em maio de 2018. Graças ao trabalho do Dr. Sernas, a defesa dos ativistas pôde desmontar a farsa judicial que visava criminalizar a luta do povo pelos seus direitos. Organizações populares responsabilizam o velho estado mexicano pelo desaparecimento do Dr. Sernas e iniciaram um campanha internacional exigindo seu reaparecimento com vida, da qual nós dos CEBRASPO fizemos parte.

A absolvição dos ativistas é fruto desta intensa campanha e comoção pelo reaparecimento do Dr. Sernas e pela defesa de seu trabalho, que incluía defender os direitos do povo.

Mais informações podem ser lidas no seguinte endereço: https://solrojista.blogspot.com/2018/11/comunicado-absueltos-militantes.html

Banner feito pela organização Sol Rojo

quarta-feira, 7 de novembro de 2018

POEMA EM HOMENAGEM AO COMPANHEIRO JOSÉ PIMENTA

Como parte das homenagens ao companheiro José Pimenta, publicamos poema escrito por companheiras do Movimento Feminino Popular (MFP).

Juventude morreu


A juventude acabou
no homem que não envelheceu.
Novo sempre era seu pensamento,
transformar tudo era sua atitude,
sempre revigorado e vívido
por um otimismo sem fim
de incontida liberdade
desafiou e derrotou a morte
com atitude madura.
Um professor de longas palestras,
parecia que de tudo sabia,
a matemática e a física
eram recreativas.
contava a História como vivida
Escola de sagres, Robespierre,
Waterloo, bolcheviques
guerra mundial e Revolução cultural,
horas de ensinamentos sem aulas
e conversas vertiginosas
como papo jogado fora.
Feliz como um guri
a idade não significou velhice
o tempo o transformou
em força propulsora
do desenvolvimento.
Juventude vive em nós,
que falta nos fará seu sorriso.
Como era bom saber que estava lá.
Seguirá sempre jovem
na terra do nunca de nosso pensamento.
Sua missão, nenhum passo a trás,
cumpriu sua tarefa e seguirá vitorioso.


COMPANHEIRO JOSÉ PIMENTA: PRESENTE NA LUTA!
































terça-feira, 6 de novembro de 2018

COMPANHEIRO JOSÉ PIMENTA: PRESENTE NA LUTA! - HOMENAGEM DA CDH/OAB-RJ

Compartilhamos mensagem enviada ao nosso correio eletrônico pela Comissão de Direitos Humanos da OAB/RJ pelo pesar do falecimento do companheiro José Pimenta.



COMPANHEIRO JOSÉ PIMENTA: PRESENTE NA LUTA!

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

COMPANHEIRO JOSÉ PIMENTA, PRESENTE NA LUTA! - BOLETIM INFORMATIVO CEBRASPO (Edição nº 4)


Edição nº 4


BOLETIM CEBRASPO: SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL E A LUTA DOS POVOS NO BRASIL E NO MUNDO. DEFESA DA LIBERDADE DOS PRESOS POLÍTICOS

CEBRASPO - Defender o direito do povo lutar pelos seus direitos!

Companheiros e companheiras,
Estamos enviando nosso boletim informativo com uma relação de notícias dos acontecimentos dos povos em luta no Brasil e no mundo.



Devido ao falecimento do inestimável companheiro José Sales Pimenta, ex-Presidente do CEBRASPO e reconhecido ativista dos direitos do povo no último 19/10, estamos reunindo as diversas homenagens realizadas por organizações democráticas, ativistas, juristas e amigos ao companheiro, ressaltando sua dedicação à luta do povo e à defesa do povo lutar por seus direitos. Companheiro José Pimenta: PRESENTE NA LUTA!

INTERNACIONAL:

Acuada pela pressão popular, a Suprema Corte de Nova Delhi, na Índia, ordenou a substituição da prisão preventiva para prisão domiliciar para pelo menos dois dos ativistas presos. Foram libertos o presidente da Frente Democrática Revolucionária, Varavara Rao, e o ativista Gautam Navlakh. Ambos estão agora em suas casas.

A companheira Marguerita, uma destacada dirigente do movimento feminino de seu país com uma trajetória de organizadora do movimento operário da cidade de Taranto, sendo coordenadora nacional do Slai Cobas (sindicato de classe), e uma ativa defensora dos direitos dos migrantes da cidade, teve prisão domiciliar arbitrariamente decretada no dia 16 de outubro, sob a acusação de falta de pagamento de uma multa governamental.  

No dia 24/10, ao completarem-se 35 anos de detenção ilegal do militante revolucionário Georges Abdallah, organizações internacionais, revolucionárias e democráticas realizaram ato na França pela sua liberdade. Adballah é um revolucionário comunista, apoiador da luta de libertação nacional do povo palestino, preso em 1984 por defender essa luta, condenado a prisão perpétua.
  
Na dia 30/10, cerca de 15 mil pessoas protestaram contra a atual Lei Marcial em Mindanao. A Lei Marcial foi imposta na cidade de Marawi em maio, após ataques de grupos muçulmanos. Desde então, o deslocamento de centenas de milhares de pessoas, massivas violações de direitos do povo e assassinatos estiveram na agenda do Velho Estado. Graças a Lei Marcial, o estado pode executar prisões arbitrárias por meras suspeitas, sem necessidade de mandato. Os populares também denunciaram a existência de um toque de recolher

NACIONAL

Um indígena foi morto por funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) no dia 10 de outubro, em frente à sede da mesma na cidade de Colniza, Mato Grosso. O monopólio de imprensa em apoio ao latifúndio e a polícia reacionária acusou os indígenas da etnia Kawahiva do Rio Pardo, junto com alguns madeireiros, de tentarem invadir a sede da Funai. Os assassinos afirmam que mataram o indígena por conta de um tiroteio que se seguiu, porque, de acordo com eles, os indígenas e os madeireiros estariam armados. A Funai corroborou com a versão da polícia e afirma que está acompanhando a situação.