quinta-feira, 19 de maio de 2022

19/05 DR. ERNESTO SERNAS GARCIA: 4 ANOS DO SEU DESAPARECIMENTO!


Manifestação no Brasil em 2018 pelo desaparecimento do Dr. Sernas

Este 10 de maio de 2022 marca quatro anos desde o desaparecimento forçado do Dr. Ernesto Sernas García, ocorrido em San Agustín de las Juntas, Oaxaca, em 2018.

Quatro anos após seu desaparecimento forçado, as omissões do Estado mexicano são muito graves, pois carece de um plano de busca e uma linha sólida de investigação; as autoridades sem qualquer explicação se recusaram a refletir sobre seu trabalho como defensor dos direitos humanos.

A família e a organização de Sernas García sofreram retaliações, perseguições, ameaças e perseguições por exigir verdade e justiça.

Já se passaram quatro anos desde que este crime lesa-humanidade foi cometido contra um intelectual progressista e defensor dos direitos do povo.

As outras vozes da resistência se somam a essa demanda.




Publicamos aqui o vídeo recebido através de apoiadores da luta no México:



¡Ya son cuatro años!
¡Vivo lo queremos!
#DrSernasPresentaciónConVida



TRINCHEIRAS DO CONHECIMENTO 18/04: Vitoriosa atividade do CEBRASPO sobre a violência contra as mulheres e o descaso com a saúde pública


No último dia 18/04 o Centro Brasileiro de Solidariedade a Luta dos Povos (CEBRASPO) realizou a terceira edição do Trincheiras do Conhecimento: sobre a violência contra as mulheres e o descaso com a saúde pública. A atividade contou com a exposição da médica de família Evelin Esperandio, que apresentou dados de sua pesquisa com mulheres que utilizam a clínica da família da região de São Cristovão, e tratou de temas como violência íntima e a falta de atendimento adequado no sistema público de saúde. 

Como parte da resistência por melhores condições de atendimento, diversas mulheres e mães que utilizam as clínicas da família participaram do evento, relatando o descaso, mas também como tem sido a resistência contra o fechamento das clínicas, e suas conquistas mediante a luta coletiva dos usuários das clínicas e dos médicos que trabalham nestes espaços. 

O debate instigou diversas perguntas e intervenções em defesa da luta coletiva, da luta pelo sistema único de saúde e contra seu fechamento, e de que as mulheres só conseguirão obter as melhores condições de vida e saúde transformando de forma profunda a sociedade.


O evento também contou com a participação de moradores de favelas, advogados, estudantes e trabalhadores da saúde, além da participação do Seu Sérgio, usuário da clíníca da família, que iniciou tratamento da saúde mental durante a pandemia e desde então a pintura de mandalas tem servido como forma terapêutica de tratamento e ajuda complementar na renda.


terça-feira, 17 de maio de 2022

LIBERDADE IMEDIATA PARA DR. SAIBABA: Estado fascista indiano realiza tortura e humilhação contra Dr. Saibaba!

 


Reprodução: 

La última tortura y una nueva humillación contra el profesor Saibaba. El profesor inicia una huelga de hambre el dia 16 de mayo contra la instalación de una cámara en su celda (Palabras de Azadi desde la India)


Não há palavras para descrever o que significa a última carta do professor Saibaba para sua esposa Vasantha, na qual ele ameaça uma nova greve de fome e desta vez ele a menciona até a morte, se necessário, após a última humilhação infligida pelas autoridades da prisão que, com a desculpa de protegê-lo, monitorei-o 24 horas por dia, 7 dias por semana, através de CCTV, ou seja, um circuito fechado de televisão que foi instalado na frente de sua cela de tal forma que tudo e quero dizer TODOS os seus movimentos podem ser seguidos, inclusive quando você precisa ir ao banheiro para satisfazer suas necessidades ou quando você toma banho…

Todos vocês sabem que ele está em uma cela de isolamento (comumente conhecida como cela anda), bem em frente à porta da cela uma câmera foi colocada de tal forma que a palavra privacidade foi literalmente destruída.

Todos sabemos que o processo em que foi condenado à prisão perpétua foi uma farsa. A pena de prisão perpétua foi uma tentativa de dar uma lição e uma advertência a todos aqueles que compartilhavam as mesmas ideias do professor. Desde que ele entrou na prisão de Nagpur, suas condições foram da Guatemala para Guatepeor e não há um dia em que não tenhamos um choque, o último foi negar-lhe o acesso a uma garrafa plástica de água que o professor poderia facilmente segurar devido às suas limitações . Foi seu advogado que lutou com as autoridades prisionais contra tal estupidez porque não tem outro nome, bem, sim, tortura, já que é verão na Índia e este ano estão sendo quebrados recordes com temperaturas que variam de 40 a 48 graus. Se já é difícil em liberdade, imagine em uma cela de isolamento e mais em uma pessoa com as deficiências que o professor sofre e que só pioram pela falta de atendimento por parte das autoridades prisionais.

Desta vez eles foram tão longe em sua tentativa de torturá-lo que o professor ameaçou iniciar uma nova greve de fome para protestar contra tal intrusão em sua já escassa privacidade.

Ontem, sábado, Vasantha junto com G. Ramadevudu -irmão do professor- publicou uma carta parte de cujo texto transcrevo para você:

"Na terça-feira (10.05.2022), as autoridades prisionais instalaram uma câmera de CFTV grande angular na frente de sua cela e que pode gravar em vídeo toda a cela, incluindo o assento do vaso sanitário, local de banho e tudo na pequena cela. não pode usar o banheiro para urinar ou mesmo tomar banho na câmera porque a câmera grava tudo 24 horas por dia. Agora como pode o Dr. G N Saibaba nessas circunstâncias?".

"Os ajudantes também ficam intimidados pela câmera que os observa de perto, pois seus corpos estão constantemente expostos ao olho da câmera. Isso é claramente para intimidar e insultar você. É um meio que viola sua privacidade. Seu direito à privacidade, vida e liberdade está em perigo porque não pode usar o banheiro, tomar banho ou trocar de roupa na frente de uma câmera que não só funciona 24 horas por dia, mas também grava tudo e o monitora constantemente do escritório do superintendente da prisão.

"Sob essas condições de pressão, você decidiu fazer uma greve de fome por tempo indeterminado até a morte ou (até) que a câmera seja removida, e os administradores responsáveis ​​da prisão pedem desculpas por violar consciente e brutalmente os direitos naturais do corpo e os direitos fornecidos pelo a constituição. O Dr. G N Saibaba está programado para iniciar sua greve de fome dentro de dois dias na Cadeia Central de Nagpur."

Na carta, tanto Vashanta quanto Ramadevudu acrescentam:

"Pedimos que você tome medidas imediatas e forneça privacidade e dignidade a ele e instrua as pessoas envolvidas na Cadeia Central de Nagpur a remover as câmeras de vigilância por vídeo que mantêm sua privacidade em risco e fornecer a ele diagnóstico e tratamento adequados. problemas imediatamente. De acordo com sua condição, conceda-lhe liberdade condicional e permita que ele receba a medicação adequada e o suporte médico necessário que não está disponível em Nagpur."

Só quero lembrar que o professor não é apenas afetado pelas consequências da poliomielite que sofreu na infância, mas também sofre de problemas cardíacos, hipertensão, paraplegia, cifoescoliose da coluna, doença neuromotora por maus-tratos dentro do presídio, pancreatite aguda, bem como um cisto no cérebro. Por duas vezes testou positivo para Covid19, em 2021 e em janeiro deste ano, o que agravou ainda mais as suas doenças devido à falta de bons cuidados médicos por parte dos responsáveis ​​pela prisão de Nagpur.

Será que o governo quer acabar com a forma como eles acabaram com Stan Swamy?

O governo não conhece as regras de Mandela para presos políticos?

Por favor, espalhe a palavra. 

Dadas as suas condições, não poderia suportar mais um golpe. O professor deve ser imediatamente colocado em liberdade condicional para ser devidamente cuidado.

Não podemos permitir que ele morra na prisão, torturado e humilhado por aqueles cujo dicionário não inclui palavras como respeito, humanidade e muito menos dignidade.

#FreedomForSaibaba

#DerogationUAPA

#ThinkingIsNotACrime

O professor vai começar a greve amanhã, segunda-feira, 16 de maio, vamos levantar a voz pedindo sua liberdade.

E embora possa parecer estranho, por uma vez vários meios representativos da imprensa burguesa ecoaram a notícia, embora não saibamos se é por respeito ao professor ou pela morbidez que implicaria outra morte na prisão, já que os presos políticos são raramente notícias desse tipo de imprensa.

terça-feira, 10 de maio de 2022

PR: Ato Público Contra Criminalização e Perspectivas da Luta pela Terra no Brasil (13/04)

Reprodução do site A Nova Democracia, Comitê de Apoio PR - Curitiba.

No dia  13 de abril, cerca de 70 pessoas estiveram presentes em um ato público organizado pelo Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (Cebraspo) no Salão Nobre da Universidade Federal do Paraná em Curitiba (PR).


O evento iniciou-se  por volta das 19 horas. A mesa foi composta pela presidente do Cebraspo e docente da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Maria de Fátima Siliansky, bem como a docente da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Judite Trindade.

O evento foi iniciado com vigoroso momento cultural com canções apresentadas por Guego Favetti e Dora Urban, destacados músicos populares e apoiadores da luta pela terra no Brasil, responsáveis pelo projeto cultural em construção, “Voltaremos Mais Fortes e Preparados”, com a proposta de narrar em formato podcast-novela a história e posições da Liga dos Camponeses Pobres (LCP).

Dando início as exposições, a presidente do Cebraspo apresentou um panorama sobre a luta pela terra em nosso país, vinculando o crescente processo de prisões e assassinatos de lideranças, a ascensão da organização do campesinato brasileiro diante das necessidades de destruição do latifúndio no país.

Siliansky, ilustrando a atual realidade da luta pela terra tratou sobre o relatório da Missão de Solidariedade que aconteceu entre os dias 25 a 27 de outubro, nas Áreas Tiago Campin dos Santos e Ademar Ferreira da Liga dos Camponeses Pobres, com a participação de cerca de 20 entidades democráticas e mais 40 apoiadores de todo país que ouviram os camponeses e divulgaram os crimes cometidos pelo velho Estado contra as famílias. A partir da Missão foi elaborado o relatório com intuito de materializar essas denúncias e proporcionar uma ampla divulgação das violações dos direitos e que vem acontecendo hoje no estado de RO.

Trindade, na condição de historiadora deu ênfase à história do movimento camponês e luta pela terra no Brasil, tomando posição pela defesa da histórica resistência do campesinato brasileiro por melhores condições de vida e trabalho.

Durante todo o ato foram prestadas homenagens a históricas lideranças da luta pela terra no Brasil, principalmente Renato Nathan, histórico dirigente da Liga dos Camponês Pobres, representando o grande símbolo dos Heróis do Povo Brasileiro.

Reprodução: AND
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segunda-feira, 9 de maio de 2022

1 ANO DA CHACINA NO JACAREZINHO: Mães e familiares de vítimas do Jacarezinho reúnem forças diante do luto e realizam um ato de luta e homenagem aos seus filhos e familiares

 

Foto: Rafael Daguerre

Foto: Rafael Daguerre

Na data em que completa um ano da segunda maior chacina da história do Rio de Janeiro, as mães e familiares de vítimas do Jacarezinho reúnem forças diante do luto e realizam um ato de luta e homenagem aos seus 27 filhos e familiares, brutalmente assassinados pelo Estado. Ao mesmo tempo, em uma ação de puro escárnio diante do sofrimento dessas famílias, o Ministério Público (MP) decide pelo arquivamento de dez das treze investigações que foram abertas pelo órgão para apurar as mortes cometidas nessa operação. Cabe destacar que as investigações não contemplavam a totalidade das execuções cometidas pelas forças policiais, abrangendo apenas 24 das mortes que ocorreram no dia da operação.

Como resultado dessas “investigações”, o MP alega que os policiais agiram em legítima defesa, mesmo afirmando que a perícia foi prejudicada pela remoção dos corpos por parte de policiais, e também por não terem sido realizados exames para constatar a presença de pólvoras nas mãos dos mortos. Afinal, foi essa mesma imperícia que o órgão considerou para o arquivamento.

Perante a ineficácia e alta letalidade de operações e incursões como essa, as forças policiais e autoridades se limitam a dizer que os moradores mortos tinham antecedentes criminais, como forma de justificar suas mortes. Assim como o vice-presidente Hamilton Mourão, que declarou “Tudo bandido”, ao referir-se às vítimas, o governador Cláudio Castro e a polícia civil qualificaram a dita operação como “trabalho de inteligência”, desconsiderando completamente as inúmeras evidências de execuções extrajudiciais.

Denúncias de moradores, de entidades de Direitos Humanos e da Defensoria Pública do Rio de Janeiro, relatam inúmeras violações de direitos, invasões de residências, extrema violência armada e o desfazimento das cenas de crimes por parte dos agentes policiais para impedir o trabalho da perícia. Muitos são os relatos de testemunhas que presenciaram pessoas que morreram tentando se entregar para a polícia, bem como, policiais invadindo residências para buscar e executar a facadas, na presença de mulheres e crianças, pessoas feridas que buscavam abrigo. Testemunhas falam sobre policiais impedindo qualquer prestação de socorro e removendo corpos de pessoas mortas com evidente intuito de impossibilitar a perícia. Além disso, os agentes também estavam encapuzados e não usavam qualquer identificação. 

Um ano após essa barbárie, mães e familiares de vítimas de terrorismo de Estado do Rio de Janeiro, enfrentando a dor mais profunda, reuniram-se nesse dia 06 de maio no Centro Cultural do Jacarezinho, organizando-se com muito esforço para acolher e abraçar umas às outras, aos familiares e crianças da comunidade e aos apoiadores que estiveram presentes.

Nesse ato foi possível testemunhar a enorme solidariedade e clareza que o povo tem acerca do caráter genocida e fascista das ações do Estado policial militarizado, que atua por meio de seus órgãos para legitimar a letalidade e a impunidade das ações policiais, justificando as mortes do povo nas favelas e periferias. Como disseram várias mães na ocasião: “A polícia aperta o gatilho, mas o Ministério Público e o Judiciário continuam matando nossos filhos com a caneta.”

Nos solidarizamos com os moradores da favela do Jacarezinho e de todas as favelas, que mesmo sob o terror imposto pelas forças policiais continuam se organizando e indo às ruas para protestar contra a covardia a que estão submetidos. Ao transformar seu luto em luta, as mães e familiares lutam por todos os filhos, de todas as favelas, denunciando o terrorismo desse Estado que trata o povo como inimigo interno, legitimando suas mortes. Apoiamos todas as iniciativas que surjam para denunciar os crimes contra a população das favelas do Rio de Janeiro e defendemos o direito do povo se organizar e produzir com a sua luta formas de garantir seus direitos, especialmente o mais elementar que é o direito à vida.

Convocamos todas as entidades democráticas e progressistas a se manifestarem contra esse crime de estado e contra a impunidade, exigindo a reabertura das investigações e a punição aos mandantes e executores desta barbárie cometida contra o povo trabalhador.

Não serão esquecidos os 27 moradores mortos:

Omar Pereira da Silva, 22 anos; Caio da Silva Figueiredo, 17 anos; Rômulo de Oliveira Lúcio, 30 anos; Matheus Gomes dos Santos, 21 anos; Francisco Fabio Dias Araújo Chaves, 25 anos; Cleyton da Silva Freitas de Lima, 26 anos; Diogo Barbosa Gomes, 28 anos; Richard Gabriel da Silva Ferreira, 23 anos; Evandro da Silva Santos, 49 anos; Bruno Brasil, 39 anos; Tony da Conceição, 30 anos;  Isaac Pinheiro de Oliveira, 23 anos; Wagner Luis de Magalhães Fagundes, 38 anos; Natan Oliveira de Almeida, 21 anos; Rodrigo Paula de Barros, 31 anos; Maurício Ferreira da Silva, 28 anos;  Marlon Santana de Araújo, 23 anos; Jonas do Carmo Santos, 32 anos; Márcio da Silva Bezerra, 43 anos; Jonathan Araújo da Silva, 18 anos; John Jefferson Mendes Rufino da Silva, 30 anos; Carlos Ivan Avelino da Costa Junior, 32 anos; Raí Barreiros de Araújo, 19 anos; Guilherme de Aquino Simões; Pablo Araújo de Melo, 21 anos; Pedro Donato Santa’ana; Luiz Augusto Oliveira de Farias, 40 anos.

Foto: Rafael Daguerre

Abaixo o terrorismo de Estado!

Pelo fim imediato das operações, ocupações e da farsa do programa Cidade Integrada nas favelas do Rio de Janeiro!

TRINCHEIRAS DO CONHECIMENTO: A violência contra as mulheres e o descaso com a saúde pública

TRINCHEIRAS DO CONHECIMENTO 

O Centro Brasileiro de Solidariedade a luta dos Povos convida todos a participarem da exposição da Dra. Evelin Gomes Esperandio sobre a Violência contra as mulheres e o descaso com a saúde pública. 

O evento ocorrerá no Espaço Cultural Maloka, a partir das 18h30.



quinta-feira, 7 de abril de 2022

02/04: Manifestações no dia do aniversário de Georges Ibrahim Abdallah exigem sua liberdade!

No último sábado, 02 de Abril, diversos revolucionários realizaram manifestações na França, por conta do aniversário de Georges Ibrahim Abdallah militante comunista e preso político mais antigo da Europa. 

Um dado importante é que a manifestação mais massiva ocorreu em frente a prisão de Lannemezan, isolada em meio aos Montes Pirineus, onde Abdallah se encontra preso.




Manifestação em frente a prisão em Lannemezan




Manifestação em Paris





Manifestação em Bordeux



LIBERDADE IMEDIATA PARA GEORGES ABDALLAH E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS!

segunda-feira, 28 de março de 2022

TRINCHEIRAS DO CONHECIMENTO: A renda capitalista da terra e a transposição do Rio São Francisco (05 de Abril)

No dia 05 de abril de 2022 o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos (CEBRASPO) irá realizar atividade de exposição do livro: "A renda fundiária na transposição do Rio São Francisco" com a geógrafa Maria José de Melo.

A atividade ocorrerá no Sindicato dos Comerciários, às 18:30, no auditório do 4º andar. 

Rua André Cavalcante, 33 - Lapa. RJ