terça-feira, 7 de julho de 2020

BOLETIM INFORMATIVO CEBRASPO - EDIÇÃO Nº 25

BOLETIM CEBRASPO: SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL E A LUTA DOS POVOS NO BRASIL E NO MUNDO. DEFESA DA LIBERDADE DOS PRESOS POLÍTICOS DEMOCRATAS E REVOLUCIONÁRIOS

CEBRASPO - Defender o direito do povo lutar pelos seus direitos!

​Edição nº 25 - Junho, 2020

Companheiras e companheiros,

Estamos enviando nosso boletim informativo com uma relação de notícias dos acontecimentos dos povos em luta no Brasil e no mundo.


abimael_deuda.jpg
O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos - CEBRASPO e a Associação Brasileira dos Advogados do Povo - ABRAPO vêm manifestar nosso apoio à solicitação de medida cautelar impetrada no início de abril de 2020 em favor de Abimael Guzmán, prisioneiro de guerra e preso político peruano, para que seja garantido seu direito à saúde e à vida, conforme a petição encaminhada à Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) - MEDIDA CAUTELAR - CIDH - Número: MC-535-20
O Professor Abimael Guzmán Reynoso encontra-se há 27 anos encarcerado numa cela subterrânea na base naval do Callao e em situação de completo isolamento. É um idoso com 85 anos de idade e portador de uma série de doenças crônicas, o que o inclui entre os grupos de risco para a presente epidemia de COVID-19. 



INTERNACIONAL:

Compartilhamos tradução de importante nota da Confederação dos Trabalhadores Turcos na Europa (ATIK) recebida via correio eletrônico, em que exigem liberdade imediata aos presos políticos da Turquia neste período de pandemia, principalmente daqueles que já possui quadro de saúde comprometidos, em especial Ismail Yilmaz, de 66 anos, que está detido há 16 anos. Yilmaz, que foi condenado à prisão perpétua por conta de seus pontos de vista políticos, está sujeito a um judiciário extremamente hostil, dizem a ATIK em nota. O CEBRASPO, estendendo sua solidariedade com os presos políticos turcos, reforça a exigência da ATIK de liberdade a todos os presos políticos turcos! Liberdade imediata para Ismail Yilmaz e todos os prisioneiros doentes!

Jorge Eduardo Olivares del Carpio, um prisioneiro político peruano, foi morto pelo estado peruano no início de junho. Ele é o terceiro preso político a cair durante a pandemia nas prisões peruanas abandonadas e superlotadas. Em mais um exemplo de negligência e perseguição reacionária, a atenção a nosso companheiro foi negada e ele chegou ao hospital de Almenara sem vida. No dia 24 de maio, é morto Marino Rafael Uscata, vítima da política de ódio e perseguição do Estado contra presos políticos e de guerra. Três semanas antes morreu também Bernardo Natividad Villar, sob as mesmas condições desumanas que se encontram os demais presos. 

Reproduzimos grave denúncia feita pelo portal Tribune of the People (Tribuna do Povo) sobre perseguição política desatada em Austin contra três manifestantes que, por exercerem seu direito democrático de se manifestar politicamente, estão sendo falsamente acusados de "participação em um tumulto" e "roubo de um prédio". O editorial do portal explicita o quão injustas são as acusações, e, pela falta de evidências de qualquer participação dos acusados em tais atos, também são criminosas. O documento denuncia também que, além do direito democrático de livre manifestação, o que também está sendo criminalizado é o ato de se declarar "antifascista", associando o termo ao terrorismo. Entre os que estão sendo perseguidos, está uma jovem mãe negra, cujo único "crime" comprovado foi filmar e divulgar manifestações antirracistas, numa clara tentativa de dar um recado as massas rebeladas. 

Catorze membros do parlamento indiano redigiram uma petição ao Ministro-chefe de Maharashtra, Uddhav Thackeray, exigindo tratamento médico ao poeta revolucionário de 81 anos, Varavara Rao, e ao professor universitário Dr. G.N. Saibaba, preso desde 2014 com saúde fragilizada, atingido por mais de 19 problemas de saúde desde sua prisão e com 90% de seu corpo paralisado. Os parlamentares argumentam as frágeis situações de saúde de ambos os presos políticos e que as precárias condições das masmorras do velho estado não oferecem atenção médica necessária para ambos. O CEBRASPO reproduz a denúncia e exige não apenas o atendimento médico aos mencionados, mas também a liberdade incondicional aos mesmos e a todos os presos políticos do velho estado indiano.

Importante artigo compartilhado pelo portal de notícias chileno El Pueblo expõe toda a injustiça aplicada pelo velho estado chileno contra o lutador mapuche, Victor Llanquileo Pilquimán, condenado há 21 anos de prisão. O autor demonstra que o caso violou uma série de direitos democráticos básicos, e aponta um conluio entre os poderes judiciários e as polícias investigativas, bem como a desconsideração das eviências apresentadas pela defesa durante o julgamento de Victor Llanquileo. Llanquileo Pilquimán, acusado erroneamente de um crime que não cometeu, e condenado injustamente há 21 anos de prisão se viu obrigado e realizar uma greve de fome, que foi iniciada em 4 de maio. O CEBRASPO reproduz a tradução do artigo, repudia esta covarde e injusta prisão política e exige liberdade imediata para Victor Llanquileo Pilquimán! Também convocamos todos os democratas e revolucionários a  se posicionarem, exigindo liberdade para o preso político mapuche e apoiando sua justa luta pelo direito à terra e a autodeterminação!

No dia 27 de junho de 2020, foi realizado uma importante manifestação em solidariedade ao povo palestino contra a recente ofensiva sionista para ocupação da Cisjordânia. Os manifestantes também expressaram solidariedade aos presos políticos palestinos e a causa da libertação da Palestina, lendo, ao final do ato, uma poderosa declaração de Georges Abdallah, lutador comunista árabe, que está preso nas masmorras do estado francês há 36 anos. 


NACIONAL

​A Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres (LCP)​ denuncia em nota ​diversos crimes cometidos pelas polícias e as Forças Armadas do exército reacionário, como a tentativa de prisão de uma família em 19 de maio na região de Jacinópolis, distrito de Nova Mamoré (RO), que foi respondido com a justa resistência das massas camponesas, impedindo assim os agentes de levarem a família para uma delegacia.​ ​A LCP também denuncia que, no distrito de Nova Dimensão, camponeses da área Dois Amigos resistiram a mais um ataque do latifúndio e seus bandos armados. No final de abril os pistoleiros cortaram cerca feita pelos camponeses e abriram fogo com armas de grosso calibre contra as famílias da área. Segundo informações dos camponeses o bando armado do latifundiário teve participação de policiais que deram apoio ao ataque desde a sede da fazenda, e incendiaram alguns barracos da área.​ ​Outros pontos da nota, a LCP denuncia o uso das "GLOs" na "defesa da Amazônia", que na verdade tem sido ostensivamente usada para reprimir camponeses pobres sem terra ou com pouca terra na região amazônica, com o emprego das Forças Armadas

Reproduzimos nota lançada pelos Centros Acadêmicos da Universidade Federal do Paraná sobre o protesto do dia 01 de junho, a repressão da Polícia Militar e a detenção de 7 pessoas, das quais 6 continuam sob custódia​, estando em condição de presos políticos​. Uma delas foi presa arbitrariamente – depois que a manifestação já havia sido encerrada – por levar Álcool 70 no carro​.

Tropas da Polícia Militar (PM), do governador Wilson Witzel, atacaram covardemente uma manifestação que repudiava, no dia 31 de maio, as operações de guerra promovidas nas favelas e bairros pobres no Rio, cujos resultados recentes foram mortes de jovens. O ato, na frente do Palácio Guanabara, foi atacado com bombas de gás lacrimogêneo e spray de pimenta. Um policial, esquecendo-se das câmeras, apontou seu fuzil para ameaçar um jovem manifestante, preto, desarmado.

Nos dias 28 e 31 de maio, paramilitares efetuaram disparos de arma de fogo contra indígenas da comunidade Yhovy, Tekoha Guasu Guavirá, do povo Avá Guarani, localizado no município de Guaíra, Paraná. Os paramilitares atravessavam em um veículo a Avenida Martin Luther King, que faz divisa com a aldeia, quando atacaram a comunidade.​ ​A tentativa de assassinato soma-se a uma série de ataques sofridos pelos indígenas: houveram diversas tentativas de atropelamento nas imediações da aldeia e, em 29 de fevereiro, um jovem foi morto devido a um atropelamento. Somente nas duas últimas semanas cinco pessoas relataram este tipo de ataque e duas delas foram hospitalizadas.​ ​Em março, o indígena Avá-Guarani Virgínio Benites, de 24 anos, foi assassinado e Lairton Vaz, de 18 anos, Felix Benites e Everton Ortiz, de 20 anos, foram gravemente feridos depois de uma emboscada feita por pistoleiros no  oeste do Paraná.

Na madrugada de 27 de maio de 2017, acontecia na zona rural do Pará um dos maiores massacres camponeses da história do país. Algumas dezenas de camponeses ocupavam a área grilada pelos que se diziam proprietários, na Fazenda Santa Lúcia, quando dois ônibus escolares com cerca de 30 policiais civis e militares comandados pela Delegacia de Conflitos Agrários (Deca) torturaram e assassinaram os camponeses.​ ​Uma mulher e nove homens foram covardemente assassinados: Antônio Pereira Milhomem, Bruno Henrique Pereira Gomes, Clebson Pereira Milhomem, Hércules Santos Oliveira, Jane Júlia de Oliveira, Nelson Souza Milhomem, Regivaldo Pereira da Silva, Ronaldo Pereira de Souza, Oseir Rodrigues da Silva e Wedson Pereira da Silva Milhomem.

Na manhã do dia 7 de junho seria realizado em Belém, no Mercado de São Braz, um ato contra o fascismo e contra o governo de Bolsonaro e dos generais, porém foi impedido por forte aparato repressivo da Polícia Militar (PM). Cerca de 112 pessoas que chegavam ao local foram detidas. Estiveram presentes cerca de 200 militares que contavam com Tropa de Choque, Cavalaria e Canil, segundo dados do governo.​ ​As prisões foram efetuadas com base no decreto estadual, nº 800/2020, que proíbe aglomerações com mais de dez pessoas; contudo por meio de outro decreto, no dia anterior, a abertura de Shoppings Centers em todo o Pará foi liberada, e no final de maio as igrejas também tiveram suas atividades liberadas parcialmente.

A grande mineradora Vale, responsável pela morte de 259 pessoas e o desaparecimento de 11 após o rompimento de uma barragem na cidade de Brumadinho em Minas Gerais, entrou com uma ação no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) e conseguiu proibir qualquer tipo de manifestação nas estradas de acesso ao município, bem como nas dependências administrativas da empresa e de suas terceirizadas na região.​ A juíza Renata Nascimento Borges acatou o pedido e agora, segundo a ordem judicial, cada morador que teve seu ente querido morto ou que teve sua casa destruída e quiser protestar terá que pagar uma multa de R$ 5 mil.​ ​De acordo com a liminar, as manifestações “atrapalham” as obras de reconstrução do município e causam “aglomeração”.  


Na manhã do dia 16/06, cerca de 900 famílias foram expulsas de um terreno em Guaianases, na zona leste da capital São Paulo. Por volta das 4h30 policiais chegaram para acompanhar o oficial de justiça na ação de despejo. Retroescavadeiras chegaram ao local para demolir os barracos, só dando tempo de as famílias retirarem alguns de seus pertences, antes que tudo fosse jogado ao chão. Famílias ficaram desabrigadas e sem ter para onde ir, em meio a pandemia do novo coronavírus.​ ​A líder comunitária Dania Lima de Oliveira, revoltada com a situação, desabafou: “A situação causa revolta no povo, as autoridades mesmo dizem o seguinte: não saiam de suas casas. Hoje as próprias autoridades jogaram o povo pra fora das suas casas”, denunciou.

​N​o dia 18 de junho, às 22h, ​ocorreu ​a live organizada pelo jornal Tribuna da Imprensa Livre​ com o ativista político, escritor e ex-preso político Igor Mendes. A live tra​tou da situação política do país, entre outros assuntos.

Moradores das comunidades do Salsa e do Merengue, dentro do Complexo de favelas da Maré, no Rio de Janeiro, fizeram uma ação denunciando o descaso do velho Estado com a população das favelas em meio à pandemia de Covid-19 que assola o país.​ ​Os moradores colocaram panos pretos em suas casas para protestar pelo alto número de mortos pela doença, que já passou de 50 mil, resultado do descaso dos governos.​ ​Os moradores também colocaram cartazes e faixas por toda a comunidade denunciando a falta de leitos nos hospitais, falta de testes, roubalheira na construção dos hospitais de campanha etc. Eles também culparam o governo federal, estadual e municipal pelas vítimas do coronavírus, chamando a palavra de ordem: Estado assassino!

quarta-feira, 1 de julho de 2020

CHILE: PRESO POLÍTICO MAPUCHE, LLANQUILEO PILQUIMÁN, EM GREVE DE FOME DESDE 4 DE MAIO


Importante artigo compartilhado pelo portal de notícias chileno El Pueblo expõe toda a injustiça aplicada pelo velho estado chileno contra o lutador mapuche, Victor Llanquileo Pilquimán, condenado há 21 anos de prisão. O autor demonstra que o caso violou uma série de direitos democráticos básicos, e aponta um conluio entre os poderes judiciários e as polícias investigativas, bem como a desconsideração das eviências apresentadas pela defesa durante o julgamento de Victor Llanquileo.

Llanquileo Pilquimán, acusado erroneamente de um crime que não cometeu, e condenado injustamente há 21 anos de prisão se viu obrigado e realizar uma greve de fome, que foi iniciada em 4 de maio. O CEBRASPO reproduz a tradução do artigo, repudia esta covarde e injusta prisão política e exige liberdade imediata para Victor Llanquileo Pilquimán! Também convocamos todos os democratas e revolucionários a  se posicionarem, exigindo liberdade para o preso político mapuche e apoiando sua justa luta pelo direito à terra e a autodeterminação!

Segue abaixo a tradução do artigo:




Compartilhamos um artigo publicado na Rádio Kvrruf.

Em 21 de março de 2020, foi publicado um artigo chamado "Uma sentença abusiva e desproporcional: o caso de Víctor Llanquileo condenado a 21 anos de prisão". Este artigo explica algumas das razões pelas quais foi injusto e falho todo o julgamento que condenou Víctor Llanquileo. Abaixo, aprofundaremos essas razões, o que nos permitirá entender por que Victor decidiu iniciar uma greve de fome em 4 de maio, junto com outros membros da comunidade Mapuche, que estão em greve há 50 dias.

Uma greve de fome é o último recurso de uma pessoa para buscar justiça e liberdade. E é a isso que o Estado obriga quando nega a aplicação da justiça a Victor Llanquileo Pilquimán.

Quando falamos sobre sua causa, não podemos esquecer que ele vem de uma região e de uma família em conflito, pois isso explica a razão da crueldade de todo o aparato estatal contra ele.

Llanquileo é filho de uma família que atua há décadas no movimento Mapuche, ligada à defesa e recuperações territoriais, como aponta na Declaração “De onde venho, já foi e é um território de luta e resistência. As terras mapuche de Lleu-Lleu e mais especificamente as terras de choque.

Nos anos 80, comecei a ouvir diretamente dos meus avós o valor da terra para os mapuche, o pensamento e o caminho traçado pelo nosso kuifikeche.

Assim, não é por acaso que as terras de onde venho continuaram sendo reivindicadas nas décadas de 80 e 90 e em todos esses últimos 20 anos. Em 1984, entramos na propriedade El Canelo de Tranaquepe, juntamente com as comunidades de Choque e Miquihue e algumas famílias de El Malo. Hoje, parte da fazenda El Canelo de Tranaquepe foi entregue plantada com eucalipto às comunidades do setor.

O objetivo das empresas florestais em uma aliança estratégica com o estado é continuar produzindo celulose e, assim, continuar a enriquecer os grandes negócios florestais.

O pai de Victor morreu em 2007, sendo processado pela Lei de Segurança do Estado. Seu irmão Ramón, após um ano da morte de seu pai, foi acusado pela lei de comportamento terrorista, cumprindo anos de privação de liberdade. E o próprio Victor também já foi perseguido política e judicialmente.

No momento de sua prisão, em 24 de abril de 2018, a polícia perguntou seu nome, ele levantou os braços e disse "Víctor Llanquileo Pilquimán", e pronto! Começaram o espancamento e a montagem de evidências. Como aconteceu com ele em novembro de 2009, quando ele foi acusado de envolvimento no ataque ao promotor Elgueta, motivo pelo qual passou quase dois anos em detenção preventiva, onde tentou-se montar evidências falsas contra ele, uma falsificação que depois foi desmontada, e foi declarado completamente inocente de todas as acusações. Não sem primeiro enfrentar 86 dias de greve de fome. Mobilização que também teve como objetivo revogar a lei antiterrorista e a desmilitarização do território mapuche.

terça-feira, 30 de junho de 2020

ÍNDIA: PARLAMENTARES FAZEM PETIÇÃO EM DEFESA DE VARAVARA RAO E DR. SAIBABA

Catorze membros do parlamento indiano redigiram uma petição ao Ministro-chefe de Maharashtra, Uddhav Thackeray, exigindo tratamento médico ao poeta revolucionário de 81 anos, Varavara Rao, e ao professor universitário Dr. G.N. Saibaba, preso desde 2014 com saúde fragilizada, atingido por mais de 19 problemas de saúde desde sua prisão e com 90% de seu corpo paralisado. 

Os parlamentares argumentam as frágeis situações de saúde de ambos os presos políticos e que as precárias condições das masmorras do velho estado não oferecem atenção médica necessária para ambos.

O CEBRASPO reproduz a denúncia e exige não apenas o atendimento médico aos mencionados, mas também a liberdade incondicional aos mesmos e a todos os presos políticos do velho estado indiano.

Postamos abaixo tradução do comunicado postado no portal redspark


Varavara Rao (à direita) e Dr. GN Saibaba (à esquerda)

Expressando sua grave preocupação com a saúde do poeta Varavara Rao, de 81 anos, que foi condenado no caso Bhima Koregaon, 14 membros do Parlamento (MPs) escreveram ao ministro-chefe de Maharashtra, Uddhav Thackeray, em 19 de junho, instando as autoridades estaduais a fornecer tratamento médico a Rao e ao ex-professor da Universidade de Delhi GN Saibaba.

Os catorze parlamentares, de vários partidos políticos, incluindo PCI (M), Congresso, DMK, VCK, PCI e RJD, pediram atenção médica para a dupla à luz do surgimento de casos de COVID-19 nas prisões.

Rao foi preso na cadeia central de Taloja, Navi Mumbai. Em 28 de agosto de 2018, ele foi preso por seu suposto envolvimento na violência de Bhima Koregaon e foi acusado de conspirar para assassinar o primeiro-ministro Narendra Modi.

Em sua carta, os deputados escrevem que o homem de 81 anos vomita diariamente e não está se sentindo bem. Os parlamentares mencionaram que seus relatórios de saúde mencionam um distúrbio eletrolítico que pode ter um impacto prejudicial à saúde, já que Rao é um paciente cardíaco. A carta acrescentou que suas úlceras intestinais também precisam de um exame urgente e que o procedimento não foi realizado nem mesmo após seis meses de sua prescrição.

“Como ele está em péssimas condições de saúde, pedimos que você o transfira para um hospital. O nível atual de atendimento prestado na cadeia não é aceitável. Pedimos que você lhe dê a atenção médica necessária e urgente, movendo-o para um hospital ”, acrescentou o comunicado.

USA: DEFENDER OS 3 PERSEGUIDOS POLÍTICOS DE AUSTIN!


Reproduzimos grave denúncia feita pelo portal Tribune of the People (Tribuna do Povo) sobre perseguição política desatada em Austin contra três manifestantes que, por exercerem seu direito democrático de se manifestar politicamente, estão sendo falsamente acusados de "participação em um tumulto" e "roubo de um prédio". O editorial do portal explicita o quão injustas são as acusações, e, pela falta de evidências de qualquer participação dos acusados em tais atos, também são criminosas. 

O documento denuncia também que, além do direito democrático de livre manifestação, o que também está sendo criminalizado é o ato de se declarar "antifascista", associando o termo ao terrorismo. 

Entre os que estão sendo perseguidos, está uma jovem mãe negra, cujo único "crime" comprovado foi filmar e divulgar manifestações antirracistas, numa clara tentativa de dar um recado as massas rebeladas. 

O CEBRASPO manifesta seu repúdio à criminosa perseguição aos 3 manifestantes de Austin e expressa sua solidariedade. Fazemos um chamamento a todas e todos os democratas e revolucionários, suas organizações e indivíduos a apoiarem e defenderem os 3 manifestantes de Austin, e também a apoiarem sua justa luta por direitos e dignidade, contra o racismo e todas as opressões do repressivo sistema imperialista do USA!

Compartilhamos abaixo tradução do editorial do Tribune of the People: 



A Força-Tarefa Conjunta entre o Departamento de Polícia de Austin e o FBI começou a selecionar, rastrear e prender manifestantes que se acredita estarem associados a um protesto contra a corporação Target. Até agora, três pessoas foram presas e acusadas de crimes violentos por "participação em um tumulto" e "roubo de um prédio".

A primeira prisão criminosa foi realizada taticamente contra uma jovem mãe negra, que recebeu as duas acusações acima mencionadas. Ela transmitiu ao vivo apenas o protesto sem entrar no prédio ou realizar qualquer ato físico que pudesse ser considerado tumulto. Ela foi alvo do estado que imediatamente começou a rotulá-la de "Antifa" na tentativa de criminalizar suas reportagens e o movimento por vidas negras. Ela não tem condenações anteriores e está sendo perseguida porque o Estado teme as vozes das mulheres negras que defendem o povo e acreditam que a revolução é necessária.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

FRANÇA: DECLARAÇÃO DE GEORGES ABDALLAH É LIDA EM MANIFESTAÇÃO PELA PALESTINA

No dia 27 de junho de 2020, foi realizado uma importante manifestação em solidariedade ao povo palestino contra a recente ofensiva sionista para ocupação da Cisjordânia. Os manifestantes também expressaram solidariedade aos presos políticos palestinos e a causa da libertação da Palestina, lendo, ao final do ato, uma poderosa declaração de Georges Abdallah, lutador comunista árabe, que está preso nas masmorras do estado francês há 36 anos. 

Abaixo, postamos a tradução desta declaração, reiterando a solidariedade do CEBRASPO para com o prisioneiro político Georges Abdallah:  



Declaração lida no final da manifestação parisiense, sábado 27 de junho, contra o projeto de anexação pela entidade sionista de novos territórios palestinos na Cisjordânia ocupada:

Caros amigos, caros camaradas,

Em condições particularmente difíceis, as massas populares palestinas e suas vanguardas revolucionárias lutam incansavelmente desde o final dos anos sessenta. O surgimento e a afirmação da revolução palestina contemporânea após a derrota da burguesia árabe e seus vários regimes em 1967 certamente despertou o entusiasmo das massas populares e das forças vivas no mundo árabe, especialmente no Maxerreque (Levante)… No entanto, os reacionários de todos os tipos nunca quiseram, e não podem querer, coabitar com esta lareira revolucionária nesta região e de alguma forma endossar uma resistência real à entidade sionista que, a propósito, não é simplesmente um instrumento entre muitos outros a serviço do imperialismo para saques e dominação da região. Na verdade, é uma extensão orgânica do imperialismo ocidental. É por isso que a luta do povo palestino assume uma tarefa muito mais complicada na região do que qualquer outra luta pela libertação nacional contra o colonialismo tradicional ...

Desde o início dos anos 70, a liquidação da revolução palestina está na agenda das forças imperialistas e de seus apoiadores regionais reacionários. Guerras e massacres se sucederam desde então e as massas populares os enfrentaram com os meios e capacidades disponíveis ... embora a revolução tenha sido dividida (ainda é hoje) entre dois pólos: um buscando negociações e concessões intermináveis ​​a todo custo e a outra com foco na resistência de todos os modos e, particularmente, na luta armada. Inúmeras batalhas foram travadas, algumas foram perdidas, outras foram vencidas, mas no geral e apesar de todas as perdas e apesar de todos os erros, as massas conseguiram consolidar certas conquistas das quais ninguém hoje pode contestar seu significado estratégico.

O povo palestino ainda está lá e a causa palestina está mais viva do que nunca: uma jornada histórica cujos contornos são traçados pelo sangue dos revolucionários palestinos, a dinâmica perpetuada pelo engajamento prematuro dessas flores e outros leões da Palestina, a luz cada vez maior das tochas da liberdade, esses heróis resistentes indomáveis ​​cativos nas prisões sionistas ...

quinta-feira, 18 de junho de 2020

INTERNACIONAL: SEMANA DE AÇÕES PARA EXIGIR LIBERTAÇÃO DE GEORGES ABDALLAH



A Campanha Unitária para a Libertação de Georges Abdallah convoca entidades, organizações, ativistas e militantes democráticos e revolucionários para uma semana de ação de 15 a 22 de junho de 2020.

Esta semana é um marco importante na luta, que é realizada todos os anos pela Campanha Unitária para a Libertação de Georges Abdallah. Lutador comunista árabe pela luta de libertação nacional da Palestina, Georges Abdallah está preso nas prisões do estado francês há 36 anos. 

Esta semana de ações também será uma oportunidade de mobilizar para a campanha de libertação de Ahmad Sa'adat, secretário geral da Frente Popular, lutador pela libertação da Palestina, líder do movimento de libertação nacional palestino e também um símbolo do movimento revolucionário internacional, preso por 18 anos pela Autoridade Palestina no contexto de "cooperação de segurança" com o ocupante sionista e preso desde 2006 nas prisões da entidade sionista. 


quarta-feira, 17 de junho de 2020

PERU: MORREM TRÊS PRESOS POLÍTICOS: VELHO ESTADO É O RESPONSÁVEL!


Recebemos em nosso correio eletrônico graves denúncias de mortes de prisioneiros políticos e de guerra nas masmorras do velho estado peruano.

Jorge Eduardo Olivares del Carpio, um prisioneiro político peruano, foi morto pelo estado peruano no início de junho. Ele é o terceiro preso político a cair durante a pandemia nas prisões peruanas abandonadas e superlotadas. Em mais um exemplo de negligência e perseguição reacionária, a atenção a nosso companheiro foi negada e ele chegou ao hospital de Almenara sem vida.

Enquanto Fujimori e Villarán saíram correndo da prisão assim que a pandemia começou "para que não a pegassem", tendo roubado milhões que poderiam servir bem ao setor de saúde e, portanto, são cúmplices na morte de nosso povo, eles são abandonados à própria sorte, sejam eles idosos, mães grávidas ou aqueles com filhos menores ou prisioneiros vulneráveis ​​com doenças graves.

No dia 24 de maio, é morto Marino Rafael Uscata 24 de maio, vítima da política de ódio e perseguição do Estado contra presos políticos e de guerra. Três semanas antes morreu também Bernardo Natividad Villar, sob as mesmas condições desumanas que se encontram os demais presos. 


O CEBRASPO reitera seu apoio aos presos políticos democráticos e revolucionários do Peru, que contra todas as indicações das próprias instituições do velho estado, são mantidos em cárcere nas prisões peruanas.