quinta-feira, 14 de junho de 2018

ÍNDIA: NOVAS PERSEGUIÇÕES À ATIVISTAS DEMOCRÁTICOS

Recebemos em nosso correio eletrônico mais uma denuncia do professor Amit Bhattacharyya (professor de história da Universidade de Nova Delhi) sobre a perseguição de ativistas defensores dos direitos do povo na Índia. Em nota, o Comitê pela Liberdade dos Prisioneiros Políticos denuncia a perseguição contra 5 ativistas democráticos na Índia, suas absurdas acusações para criminalizar o movimento democrático e suas leis draconianas que tem como objetivo intimidar todas as vozes dissidentes no país. Estendemos nossa solidariedade aos presos políticos e denunciamos veementemente essas perseguições ilegais aos ativistas!

Segue abaixo a tradução da nota na íntegra:





Comitê Pela Liberdade dos Prisioneiros Políticos (CRPP)

7 de junho de 2018

PROTESTO CONJUNTO CONTRA O FASCISMO HINDUTVA BRAHMANICO! DEMANDA UNIFICADA PELA LIBERDADE INCONDICIONAL E IMEDIATA DE SURENDRA GADLING, RONA WILSON, SHOMA SEN, SUDHIR DHAWALE E MAHESH RAUT!

Condenando a prisão de cinco ativistas de direitos democráticos, professores e advogados, mais de quarenta organizações democráticas e progressistas de estudantes, professores, trabalhadores, camponeses, mulheres, dalits, mulçumanos e de direitos humanos se unem para se solidarizar conjuntamente com o advogado e membro da CRPP Surendra Gadling, Secretário da CRPP Rona Wilson, professor Shoma Sem, ativista cultural Sudhir Dhawale e ativista anti-gentrificação Mahesh Raut nesse 7 de Junho em Jantar Mantar em Deli. Essas prisões são uma manifestação desavergonhada do estado de terror onde o establishment dominante do BJP (Partido do Povo Indiano) ignorou a regra da lei para criar uma falsa narrativa com o objetivo de intimidar e esmagar o levante de dalits, adivasis, mulçumanos e mulheres por todo o país. Projetando os presos como “maoístas”, o governo Fadnavis em Maharashtra está ativamente negando e criminalizando o poderoso levante de dalits em unidade com outras comunidades marginalizadas.

Aqueles que falaram no encontro do protesto destacaram a luta pelo levante dos dalits por todo o país e, como consequência, os repetidos ataques do estado contra as comunidades marginalizadas. As políticas anti-dalit, anti-mulçumanas, anti-mulheres do estado são visíveis já que essas prisões ocorrem em ligação com o Abhiyan de Bhima-Koregaon organizado pelo Elgaar Parishad em Karegaon. O abhiyan que ocorreu em janeiro desse ano foi atacado por organizações de direita, o que resultou em uma morte e vários feridos. Aqueles que instigaram a violência estão livres mediante pagamento de fiança ou gozam da proteção total da máquina estatal. Em contrapartida, os cinco presos ontem, a maioria nada tem a ver com o abhiyan, agora estão sendo acusados sob várias seções da CrPC, assim como o dacroniano Ato UAPA. Essas acusações incluem supostamente promover inimizades entre comunidades, encorajar o povo a se rebelar e, mais insidioso, sob a UAPA, por cometer e conspirar para cometer atos de terror, de serem membros de organizações terroristas, advogar, estimular e incitar atividades ilegais, apoiando, angariando fundos, recrutando para organizações terroristas. Ao realizarem tais acusações extremas contras os que foram presos, a polícia espera colocá-los na cadeia indefinitivamente. Além disso, a polícia espera, ao alimentar a imprensa convencional com essas “provas” sensacionalistas, taxá-los como criminosos antes da realização do processo judicial.

Membros de organizações de direitos democráticos como PUDR, CDRO, APCR, NCHRO entre outras se uniram em grande número pelo protesto e condenação da criminalização de movimentos democráticos. Isso foi visto como um ataque direto à liberdade de expressão sem consideração pela lei ou pelo processo judicial. Ativistas também apontaram que oficiais da polícia, cujo as falsificações foram expostas por advogados como Surendra Gadling no tribunal, foram colocados no comando da incursão à sua casa e agora estão o prendendo. Sudhir Dhawale tem sido uma pedra no sapato da máquina estatal de Maharashtra por ter consistentemente exposto seu casteísmo, agenda Hindutva (N.T. nacionalismo Hindu) para a vista de todos. Ele já passou quatro anos preso por falsas acusações e foi absolvido pelo estado em 2015. Eles esperavam que isso fosse o silenciar, mas apenas fez do seu espírito mais forte para defender os povos mais marginalizados do país. Mais uma vez, o estado continua a mesma política de esmagar os dissidentes – com o medo e a violência. Esse ataque dirigido aos ativistas de direitos humanos são uma continuação dessa política para taxar aqueles que questionam as ações do estado de “anti-nacionais”.

A criminalização de movimentos democráticos e a redução da liberdade de expressão revela abertamente o estado fascista Brahmânico e seu desespero por se ver como inquestionavelmente dominante. Em seu desespero, está disposto a usar atiradores contra manifestantes em Thoothkudi, lança-granadas em Gadchiroli, e UAPA contra todos os outros. Sem nenhuma consideração com procedimentos jurídicos ou parlamentares, se rebaixou a oprimir vozes dissidentes enquanto protege abertamente líderes e organizações Hindutvas. Kiran Shaheen, jornalista e membro da WSS, disse que o regime político atual no centro e os estados gerenciados pelo BJP têm uma longa lista de pessoas que pretendem perseguir. Aqueles que levantam questões sobre as ações ou inações do governo são adicionados a essa lista e narrativas são montadas para retratá-los como criminosos. Sudha Bhardwaj da IAPL (Associação Internacional dos Advogados do Povo) mostrou que essas prisões tem sido realizadas com o objetivo de dividir o povo e desviá-lo da unidade dos dalits, bahujans e mulçumanos contra as forças da casta Hindu. Isto serve à agenda Hindutva ao mesmo tempo em que projeta um forte poder político. Vários ativistas, acadêmicos e advogados apontaram que essa forma de ataque não é novidade. Isso é uma aceleração e uma intensificação do fascismo Hindutva Brahmânico, onde marcar pessoas como “anti-nacionais” e “naxalitas” tem o objetivo de intimidar e desmoralizar o povo e, desse modo, justificar força bruta e descarada do estado.

Todas as organizações e indivíduos que falaram reiteraram a necessidade de união contra o brutal ataque à democracia e à regra da lei e exigiram a liberdade imediata e incondicional de todos os cinco que foram presos junto com todos os demais presos políticos. Houveram fortes demandas pela prisão de líderes e organizações de direita sob o Ato de Atrocidades SC/ST (N.T. Castas Programadas / Tribos Programadas) por incitarem violência contra os povos mais marginalizados do país. E, finalmente, todos os participantes se juntarem para condenar em conjunto as prisões, denunciaram o ataque vingativo aos intelectuais e ativistas que defendem os direitos dos dalits, adivasis, mulçumanos, mulheres, trabalhadores, sexualidades e comunidades marginalizadas e decidem lutar contra o estado fascista.

Com o protesto unificado e a união de mais de quarenta organizações democráticas e progressistas, o Comitê pela Liberdade dos Presos Políticos está mais determinada do que nunca à lutar contra esse perverso ataque aos seus membros junto com outros que denunciam a violência cometida pelo estado.

SAR GEELANI (Presidente)

AMIT BHATTACHARYYA (Secretário Geral)

SUJATO BHADRA (Vice Presidente)

SUKHENDU BHATTACHARJEE (Vice Presidente)

MN RAVUNNI (Vice Presidente)

P. KOYA (Vice Presidente)

MALEM (Vice Presidente)

HANYBABU MT (Secretário de Imprensa)

quinta-feira, 7 de junho de 2018

DEFENSORES DOS DIREITOS DO POVO SÃO PRESOS NA ÍNDIA

TRADUZIMOS IMPORTANTES NOTAS DO COMITÊ PELA LIBERTAÇÃO DOS PRESOS POLÍTICOS DA ÍNDIA E DA COORDENAÇÃO DA ORGANIZAÇÃO DOS DIREITOS DEMOCRÁTICOS EM REPÚDIO A PRISÃO DE QUATRO DEMOCRATAS INDIANOS PRESOS PELO VELHO ESTADO. OS ATIVISTAS JÁ ESTAVAM SENDO PERSEGUIDOS DESDE O MÊS DE ABRIL, E NO DIA 06 DE JUNHO FORAM DETIDOS SOB A ACUSAÇÃO DE LIDERAREM MASSIVOS PROTESTOS POPULARES QUE OCORRERAM NO ESTADO DE MAHARASHTRA. ENTRE OS PRESOS ESTÁ O ATUAL ADVOGADO DO PROFESSOR G.N. SAIBABA  E A PRESIDENTE DA IAPL - ASSOCIAÇÃO INTERNACIONAL DOS ADVOGADOS DO POVO (Internmational Association of People's Lawyer).

185/3, QUARTO ANDAR, ZAKIR NAGAR, NOVA DELHI-110025
 6 de junho de 2018

CONDENAMOS FORTEMENTE AS PRISÕES DO SECRETÁRIO DE RELAÇÕES PÚBLICAS DO CRPP RONA WILSON, DA ADVOGADA SURENDRA GADLING (MEMBRA EXECUTIVA DO CRPP E PRESIDENTE IAPL), SUDHIR DHAWALE, PROF. SOMA SEN E MAHESH RAUT PELA POLÍCIA DE PUNE ENQUADRANDO-OS SOB UAPA!


Hoje, nas primeiras horas da manhã, a Polícia de Pune prendeu o Secretário de Relações Públicas da CRPP, Rona Wilson, a advogada Surendra Gadling (CRPP e IAPL), o Prof Soma Sen (Universidade de Nagpur), Sudhir Dhavale (ativista Dalit, Panteras Republicanos) e Mahesh Raut (ativista anti-deslocamento) por falsamente enquadrá-los sob UAPA depois de alegar relação com a violência que se seguiu após as comemorações do bicentenário da batalha de Bhima-Koregaon em 31 de dezembro de 2018 e o subseqüente bandh. Seguindo de perto as operações arbitrárias de busca conduzidas pela polícia de Pune em 17 de abril de 2018 nas residências desses ativistas em Maharashtra e Delhi, estas prisões são claramente uma tentativa deliberada de desencadear o terror sobre ativistas e advogados que têm levantado suas vozes contra as políticas anti-povo do atual BJP liderado pelo governo da NDA. O CRPP condena fortemente todas as cinco detenções e exige a libertação imediata e incondicional.
Seguindo o seu roteiro decretado em 17 de abril enquanto conduzia as chamadas "operações de busca" nas residências dos ativistas acima, a Polícia de Pune prendeu estes ativistas, às 6 da manhã de Maharashtra e Delhi. De acordo com a polícia de Maharashtra, as prisões foram feitas sob Vishrambaug PS FIR no. 4 de 2018 de 8 de janeiro de 2018 sob Seções 153 (A), 505 (1) (B), 117, 120 (B), 34 IPC e, agora, 13, 16, 17, 18, 18 (B), 20, 38, 39, 40 da Lei de Atividades Ilegais (Prevenção) de 2008. Rona Wilson foi preso no início da manhã e foi processado no Tribunal Patiala House que sancionou seu trânsito de prisão preventiva sobre o apelo da Polícia de Pune. A FIR, sob o pretexto de que as prisões foram feitas, é registrada contra Sudhir e membros de Kabir Kala Manch, aos quais os nomes de Rona Wilson e Surendra Gadling foram posteriormente acrescentados depois que o tribunal reconheceu a apelação da promotoria. No entanto, as novas prisões do professor Soma Sen e Mahesh Raut, cujos nomes nunca foram mencionados nos documentos judiciais e foram recentemente acrescentados pela polícia, revelam o desespero do Estado de enquadrar um caso ao associar arbitrariamente nomes de ativistas de todos os povos de todos os cantos desde Maharashtra a Nova Deli para construir a sua narrativa de supostos maoístas tramando a violência que se seguiu após a conferência de Edgar Parishadem Bhima Koregaon após 31 de dezembro!
Em 31 de dezembro de 2017, um Elgar Parishadfoi organizado para comemorar o 200º aniversário da batalha de Bhima-Koregaon, que contou com a participação de milhares de pessoas que se reuniram para levantar a voz contra as forças do fascismo Bramanical Hindutva. No dia seguinte, isto é, 1º de janeiro de 2018, uma multidão carregando bandeiras de açafrão instigadas por Sambhaji Bhide e Milind Ekbote atacaram as massas e ativistas que se reuniram para a comemoração. Deve-se notar que, em vez de tomar medidas imediatas contra aqueles que incitaram e perpetraram a violência que se seguiu depois de Elgar Parishad, o maquinário estatal optou por dedicar seu tempo e atenção para atacar e prender ativistas e advogados sob a draconiana UAPA por terem falado contra o políticas antipopulares do governo e a revogação da UAPA citando seu uso para encarcerar milhares de jovens inocentes por alegações falsas e sem fiança pela máquina de estado de Hindutva. As duas forças principais por trás da violência pré-meditada em 1º de janeiro de 2018, Sambhaji Bhide e Milind Ekbote, são ativistas de direita intimamente ligados com o BJP governante e o Sangh Parivar. As forças policiais não conseguiram prender Sambhaji Bhide em conexão com este caso. Em vez disso, eles parecem interessados em inventar uma estória elaborada de como as canções populares de resistência cantadas pelos ativistas na comemoração de 31 de dezembro foram intencionalmente destinadas a incitar a violência! Supostamente sob o mesmo pretexto de investigar o incidente de Bhima Koregaon, uma equipe da polícia de Pune liderada pelo vice-comissário da polícia Pravin Munde e seu escritório de investigação, Shivaji Pawar revistou a residência de Rona Wilson em Delhi e a advogada Surendra Gadling em Nagpur em abril. 

quinta-feira, 24 de maio de 2018

70 anos da incansável e heroica resistência Palestina às agressões de Israel!

ENGLISH VERSION:
 - https://drive.google.com/file/d/0B7nNcx2XLij0bHRBMlBOWmc1R3ZaRlV1aDYycXkwdVp6cnF3/view?usp=sharing

O que significa o massacre Israelense contra a
“Grande marcha do retorno” do Povo Palestino?

Grande Marcha do Retorno é brutalmente reprimida 




A “Marcha do retorno” é uma grande mobilização do Povo Palestino pelo retorno às suas terras ocupadas pelo sionismo israelense há 70 anos. Nesse período muitos massacres e as mais diversas atrocidades já foram cometidas, diretamente pelo exército sionista ou por suas milícias paramilitares, armadas e com apoio direto do exército, como os massacres de Sabra e Chatila no Líbano em 1982, que duraram mais de 30 horas, com milhares de mortos, entre muitos outros, além das seguidas tentativas de ocupar Gaza.
Só entre o final de março e o início de abril o exército sionista já havia executado 28 palestinos na Faixa de Gaza. Agora em um só dia foram mais de 60 mortos e 2700 feridos num total de mais de 100 mortos e pelo menos 11000 feridos pelos ataques nos últimos meses, segundo o Ministério da saúde de Gaza. Até final de 2017, eram mantidos em torno de 7000 presos palestinos por Israel, entre eles 313 crianças, metade das quais tem quadro grave de desnutrição.  Foram mais de 800.000 expulsos de suas terras, 300 a 500 aldeias destruídas e queimadas desde 1948, ano da criação de Israel.
Na faixa de Gaza vivem mais de 2 milhões de palestinos sofrendo todo tipo de restrições e dificuldades, em função do criminoso bloqueio, imposto por Israel, onde é proibida a entrada de remédios, alimentos, gêneros básicos para a vida, atingindo toda a população, principalmente as crianças.
Mas nem toda a escalada de crimes conseguiu quebrar e submeter o espírito do Povo palestino, mesmo que a cada ano novos e maiores absurdos aconteçam nessa história de massacres. Pelo contrário, a resistência cresce cada vez mais.
 E agora os EUA estabelecem sua embaixada em Jerusalém, em desrespeito completo a decisões da ONU, leis e acordos internacionais que propõem respeitar o fato de Jerusalém ser referência para três grandes religiões. Essa ação, além da provocação aberta aos povos árabes, é mais um passo no sentido da desestabilização e do ataque às nações e povos do oriente médio. E fica ainda mais exposta agora, depois de terem perdido espaço na Síria e novamente procuram criar tumultos para abrir espaço através de mais agressões.
A crise que sacode o sistema capitalista ameaça a dominação imperialista, como nunca antes. E como sempre fizeram, sua única saída é provocar, atacar e pilhar as nações e povos com suas guerras de agressão e o ataque aos direitos dos povos onde Estados burocráticos com governos fantoches, mantém as nações em condições de semifeudalidade, como semicolônias. E quando os povos e governos não se submetem são desestabilizados e atacados abertamente.

O massacre ao povo palestino está exatamente dentro desse quadro.
Faixa de Gaza, 14/05. Foto: Mahmud Hams 

Usando todos os seus meios de propaganda para justificar seus ataques e crimes, os monopólios de imprensa e comunicação fazem o papel para o qual são financiados, apresentando o genocídio como “guerra entre Israel e radicais palestinos”. Reproduzem mil vezes como “notícias”, os argumentos dos criminosos. Repetem as afirmações dos governantes sionistas e norte-americanos de que os mortos são “culpa do Hamas”, e declarações como a do Ministro da defesa de Israel, Avigdor Liberman, de que “não há inocentes em Gaza”! Isso significa a ordem do massacre!
Só falta os dirigentes de Israel marcarem os palestinos com estrelas e construírem câmaras de gás para dizimar e dar uma “solução final” ao povo palestino!
Hitler fez exatamente o mesmo tipo de declaração em relação aos judeus na década de 30, e mesmo quando  as atrocidades que causaram os milhões de mortos da segunda grande guerra, eram respondidas pela resistências dos povos.  Assim como fazem hoje os EUA, culpando Saddam Hussein e Kadafi pelo genocídio que fizeram no Iraque e na Líbia! Como culpavam a resistência comunista e Ho Chi Mim pela grande e criminosa matança que fizeram no Vietnam. E como seguem fazendo, por exemplo quando classificam como terroristas todos os movimentos revolucionários que desenvolvem a luta de emancipação e libertação de seus povos em várias partes do mundo, como as guerras populares na Índia, Peru, Turquia, Filipinas, entre muitas outras. É assim que o imperialismo procura preparar terreno para afogar a resistência dos povos em sangue.

O que então são os “70 anos de existência de Israel”?

Porque a aspiração do povo judeu de ter uma nação nunca correspondeu da parte do imperialismo e seus monopólios de comunicação, ao estimulo à criação de novos Estados para outros povos submetidos pelas nações imperialistas? Como as próprias nações árabes, ou os irlandeses, bascos, curdos, armênios, mapuches no Chile e outras nações indígenas em muitos países, por exemplo?
A ideia da criação do “Estado” de Israel foi conduzida desde os primeiros momentos por poderosos grupos econômicos imperialistas, com a finalidade de servir de ponta de lança para assegurar os seus interesses e seu domínio na região mais rica em petróleo do globo. Não é por acaso que a primeira colônia de judeus na palestina já havia sido financiada no século XIX pelo maior banqueiro do mundo na época, o inglês, Barão Rothschild. E seguiu sendo assim desde o início do século XX, quando as nações imperialistas perdiam sua influência na região, depois de uma longa folha corrida de crimes de toda ordem, de sustentação de governos manipulados e subservientes às suas pilhagens, impostas na base de assassinatos, massacres e genocídios.
 Após a segunda guerra, a campanha pela criação de “um Estado judeu” cresceu rapidamente com a ativa participação dos serviços secretos do imperialismo de forma a colocarem os sionistas no poder do novo ”Estado”. Seguindo o objetivo de criar um Estado forte que mantivesse Estados fracos à sua volta. Dessa forma, desde sua criação, Israel passou a ser um enclave do imperialismo no Oriente Médio. (ver documentário Nakba)
 Sendo criado assim, além de se tornar um centro de agressão aos povos árabes e reproduzir o desvario e as atrocidades dos nazistas, antigos algozes de seu próprio povo, o sionismo transformou Israel num dos Estados mais criminosos do mundo. Fabricando e exportando equipamentos de morte, de tortura, usados por governos criminosos contra seus respectivos povos em muitos países. Os mais sinistros caveirões comprados pelo governo de São Paulo para reprimir manifestações, por exemplo, são importados de Israel, assim como muitos outros equipamentos de repressão usados no nosso país. Técnicas de atentados terroristas, assassinatos, envenenamentos, crimes diversos, são ensinadas e praticadas amplamente pelo Mossad (serviço secreto de Israel), um centro internacional de crimes como a CIA norte americana.
A proteção e o incentivo do imperialismo, primeiro Inglês e depois norte americano, teve exatamente esse objetivo. Uma história de ataques e desestabilizações de governos da região, assassinatos políticos, agressões aos povos árabes, cometendo particularmente crimes hediondos contra o Povo Palestino. Tudo isso diante dos olhos indignados dos povos de todo o mundo. Mas contando para agir assim, como sempre, com o apoio dos países e governantes imperialistas, como caso de Trump. Os EUA, inclusive, fornecem aporte financeiro de bilhões de dólares anuais. E é com essa mesma prepotência, conhecida de todos, que impedem a condenação de Israel na ONU, reforçando o sinistro papel do Estado sionista.
Os alemães não eram todos nazistas, quando aquele Estado foi imposto ao povo alemão nas décadas de 1920 e 1930, assim como não são todos os judeus que são sionistas. Esses regimes criminosos, esse velho tipo de Estado são impostos aos povos em função do domínio econômico e militar imperialista e seus grandes grupos econômicos, para assegurar seu controle. Massacram seu próprio povo se for preciso, e todos os povos que lutem por seus direitos e sua soberania ou ofereçam resistência.

Nada disso intimida o Heroico Povo Palestino!

Portanto, nossa saudação e toda a nossa solidariedade ao povo palestino! Nossa saudação a brava resistência palestina! Que continua dando seu exemplo de coragem, de heroísmo, de luta sem quartel contra as agressões sionistas e imperialistas. Os povos de todo o mundo rendem a cada dia, sua homenagem aos heróis e mártires desse grande povo! E seguem, animados por esse grandioso exemplo no caminho inexorável da luta por sua emancipação e a libertação de toda a humanidade. Como uma nova grande onda de lutas e revoluções que varrerá de vez o imperialismo e seus lacaios da face da terra!


segunda-feira, 30 de abril de 2018

VELHO ESTADO INDIANO EXECUTA COVARDEMENTE CAMPONESES E COMBATENTES REVOLUCIONÁRIOS


REPUDIAMOS O MASSACRE DE GADCHIROLI (ÍNDIA) E EXIGIMOS PUNIÇÃO AOS MANDANTES E EXECUTORES!

Mais uma vez as massas em luta na Índia foram alvo de covardes execuções perpetradas pelas forças policiais sob o mando do governo fascista de Modi.
O governo Indiano sob argumento de que houve confronto com os guerrilheiros tenta justificar o ataque criminoso de seus agentes da repressão, porém novamente ocorreu um “falso encontro”, evento cotidiano na Índia em que os grupos paramilitares a soldo do governo de Modi e os agentes da repressão do governo simulam confrontos para justificar os sequestros e torturas seguidas de execuções sumárias de dirigentes revolucionários e praticar o genocídio das massas em luta. O número oficial de vítimas é de 37 pessoas, entre guerrilheiros do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (combatentes dirigidos pelo PCI-Maoista) e massas camponesas que estão aderindo cada dia em maior número ao processo de Revolução de Nova Democracia em curso naquele país.
Este ataque está inserido no contexto da Operação Caçada Verde que lançando mão de ataques covardes como esses “falsos encontros”, o extermínio completo de aldeias por grupos paramilitares a soldo do velho Estado indiano, e até o uso de ataques aéreos tem tentando parar o avanço da luta das massas naquele país, e em particular a luta dos povos Advasis (povos tribais) contra o latifúndio e as grandes companhias imperialistas de mineração.
Fazemos coro com as demais entidades internacionais que tem se posicionado contra mais esse genocídio perpetrado contra as massas indianas e convocamos todas as entidades defensoras dos direitos do povo e internacionalistas a se posicionarem e denunciarem o velho Estado indiano que sob a gerencia do fascista Modi recorre a brutal e criminosa repressão para tentar parar a luta das massas. E declaramos nosso incondicional apoio as massas indianas que estão em luta para derrubar esse velho estado para a construção de uma nova e justa sociedade.

PELA APURAÇÃO E PUNIÇÃO IMEDIATA AOS MANDANTES E EXECUTORES DESSE MASSACRE!
ABAIXO A OPERAÇÃO CAÇADA VERDE!
LIBERDADE PARA O PROFESSOR SAIBABA E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS DA ÍNDIA!


CENTRO BRASILEIRO DE SOLIDARIEDADE AOS POVOS – BRASIL, 30 DE ABRIL DE 2018


Para mais informações sobre a Operação Caçada Verde acesse: https://drive.google.com/file/d/0B7nNcx2XLij0cElWU2djcTVmLUZEZS1Wa3V2cUFxbTRXNkZn/view

sábado, 14 de abril de 2018

PR: Judiciário proibe manifestações em Curitiba

Reproduzimos a seguir denúncia realizada pelo Jornal A Nova Democracia sobre o direito de livre manifestação em Curitiba.

"PR: Judiciário proibe manifestações em Curitiba



 

O judiciário de Curitiba proibiu trânsito de pessoas próximo à Superintendência da Polícia Federal (PF), em liminar expedida no da 7 de abril, atendendo a pedido da prefeitura. Acampamentos e ocupações de praças e ruas também foram proibidos – o que, em suma, proibiu o direito à livre manifestação em toda Curitiba.
Logo após essa determinação, a repressão se assanhou. Ainda no dia 7, à noite, manifestantes que protestavam contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio foram covardemente atacados por agentes da PF, com bombas de gás, cassetetes e balas de borracha, no bairro Santa Cândida, em Curitiba. Ao menos oito ficaram feridos, sendo que três precisaram ser hospitalizadas. 
De acordo com os presentes, o ato seguia sem nenhum tipo de confronto. Quando o helicóptero da PF chegou com Luiz Inácio, a polícia começou a atacar os manifestantes que se posicionavam contra a prisão.
A PF afirmou que não vai se manifestar sobre a repressão que desatou contra os manifestantes.
Segundo analisam os Editoriais de AND, esses episódios – desde a morte de Marielle, a prisão de Luiz Inácio (atropelando os marcos constitucionais) e a proibição e repressão às manifestações – fazem parte da escalada da reacionarização do velho Estado brasileiro, que desata sua repressão contra um espectro cada vez mais amplo do movimento popular como parte de sua centralização de poder nas Forças Armadas – como preparativo para o golpe de Estado militar contrarrevolucionário."

sexta-feira, 13 de abril de 2018

USA: FBI tenta intimidar maoistas no Texas

Reproduzimos grave denúncia de perseguição a lutadores do povo ocorrida no Estado imperialista ianque, conforme noticiado pelo Jornal A Nova Democracia.

 

quinta-feira, 12 de abril de 2018

AND: Índia - Saibaba sofre maus tratos na prisão

Reproduzimos a seguir importante denúncia feita no Jornal A Nova Democracia sobre as condições desumanas da prisão ilegal do ativista democrático G.N. Saibaba nas mãos do velho estado indiano.

"Índia: Saibaba sofre maus tratos na prisão

 

quarta-feira, 11 de abril de 2018

CPT: Lideranças de Mangabal (PA) marcadas para morrer

Reproduzimos grave denúncia da Comissão Pastoral da Terra (CPT) sobre ameaças de morte à lideranças do Assentamento Extrativista Montanha e Mangabal:

 

"NOTA - Lideranças de Mangabal (PA) marcadas para morrer




Equipe da CPT BR 163 denuncia que lideranças do Projeto de Assentamento Extrativista (PAE) Montanha e Mangabal são ameaçadas de morte por defender o seu território na região Oeste do Pará. (Na imagem o sr. Francisco, conhecido como Chico Catitú, um dos ameaçados na região / Foto: Liro Clareto).

Lideranças do Tapajós, Francisco Firmino Silva e Ageu Lobo Pereira saíram às pressas de casa, no Beiradão do Rio Tapajós para não serem mortos por pistoleiros que estão à sua procura. As lideranças estão sofrendo ameaças por realizar ações de proteção ambiental e territorial do Projeto de Assentamento Extrativista (PAE) Montanha e Mangabal, e em aliança com o Povo Munduruku lutam contra a garimpagem ilegal, extração ilegal de madeira e palmito em seus territórios. 
Conhecidos de Francisco (Chico Catitú), o alertaram sobre as ameaças que vieram de chefes dos garimpos, madeireiros e palmiteiros da região que querem “dar um jeito nos ribeirinhos” que por suas iniciativas de resistência em defesa do território do PAE Montanha e Mangabal, estavam ameaçando as atividades ilegais na região.
Ageu, presidente da Associação da Comunidade Tradicional Montanha e Mangabal disse que os invasores do território, em especial os garimpeiros, estão revoltados por terem saído de lá. Com a autodemarcação e a saída de garimpeiros, grileiros, madeireiros e palmiteiros do PAE, desencadeou diversas ameaças às lideranças, que temem por suas vidas.
Após informações de que homens estavam a sua procura, Ageu atravessou o Rio Tapajós de “rabeta” e foi ao encontro dos caciques Munduruku da terra indígena Sawre Muybu para relatar o que estava acontecendo no território e as ameaças direcionadas a sua pessoa e às demais lideranças do PAE Montanha e Mangabal. Em seguida, teve que sair da região e procurar ajuda dos parceiros da luta e órgãos competentes para informar a situação.
Para Ageu Lobo que está longe de casa, essa situação está o deixando cada vez mais triste e apreensivo. Ele teme por sua vida. “Estou triste, não sou nenhum criminoso para viver assim longe de casa e não poder voltar. E saber que estou nessa condição por defender o que é meu direito. Que é para o bem de todos, bem dos beradeiros de Mangabal, para os parentes Munduruku. Estou defendendo o que é o nosso, nosso Rio Tapajós e nossas florestas, eles servem de subsistência para todos nós”.
Montanha e Mangabal é ocupada por ribeirinhos há mais de 140 anos, mas só foi reconhecida como território tradicional pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em 2013. O PAE sofre intensas pressões como a grilagem, garimpos, madeireiros e outros. Desde seu reconhecimento oficial, os ribeirinhos de Montanha e Mangabal lutam para que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Superintendência Regional (SR) 30, em Santarém, Oeste do Pará, faça a demarcação do Projeto de Assentamento Extrativista Montanha e Mangabal.
Após pressão das famílias assentadas e do Ministério Público Federal, que recomendou que fossem paralisadas as atividades exploratórias dentro do PAE, o Incra iniciou o georreferenciamento da área, regularizando as famílias que há várias gerações escolheram a beira do Rio Tapajós para viver.
Além disso as famílias do Assentamento também lutam diariamente para defender o território, que vive sob ameaças de grandes empreendimentos, como as Hidrelétricas de São Luiz do Tapajós e Jatobá, uma vez que o PAE seria diretamente atingido por esses empreendimentos. Mas defender a vida no território que historicamente tem sido alvo de conflitos é, sobretudo, pôr em risco a vida daqueles que estão na linha de frente na defesa dos direitos humanos.
O Estado do Pará está na lista de um dos estados mais violentos e campeão em assassinatos no campo, uma dura e cruel realidade para quem defende o direito de permanecer em seus territórios com dignidade. São inúmeras as lideranças ameaçadas, que assim como Ageu Lobo, Pedro e Chico Catitú se veem obrigadas a deixarem suas casas e sua comunidade.
A Comissão Pastoral da Terra acompanha de perto as diversas formas de conflitos no campo e tem avaliado de forma negativa a responsabilidade do Estado do Pará, os assassinatos e a violência no campo tem mostrado como o Estado tem agido, na maioria das vezes conivente e pactuando com a prática de violência. Esse tem sido um cenário preocupante para quem vive da terra e necessita do território para continuar vivendo e defendendo um meio ambiente equilibrado na garantia do futuro das próximas gerações.
A violência é fruto da falta de uma política fundiária justa e da ausência do Estado no que concerne a aplicabilidade dos direitos e garantias fundamentais, que possibilitem melhorar a qualidade de vida dos povos do campo; esse cenário tende a se intensificar com o avanço do agronegócio e da instalação dos grandes projetos no Tapajós que se apropria dos territórios tradicionais e das riquezas naturais que neles existem, para transformar esses bens naturais em mercadorias.
Por tudo isso, a Comissão Pastoral da Terra se solidariza com as lideranças da comunidade de Montanha e Mangabal que corre risco de vida, bem como todas as outras lideranças ameaçadas por defender seus direitos, refirmamos o nosso compromisso de continuarmos lutando em defesa da vida e vida com dignidade! 
Comissão Pastoral da Terra - equipe da BR 163
Itaituba - PARÁ, 26 de março de 2018."