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segunda-feira, 13 de novembro de 2023


Movimento Feminino Popular exorta apoio à causa Palestina; leia nota


Fonte: Jornal A Nova Democracia.

Em seu blog, o Movimento Feminino Popular (MFP), organização de mulheres revolucionária do País, fez um pronunciamento em nota no qual tomou posição em solidariedade e apoio irrestrito à causa do povo palestino.


A nação e povo palestinos demonstram ao mundo o verdadeiro significado da palavra heroísmo!





O Movimento Feminino Popular saúda efusivamente a Resistência Nacional Palestina, o povo palestino, pelo exemplo de resistência, luta e heroísmo contra os covardes ataques, bombardeios e holocausto promovidos pelo Estado Fascista Sionista de Israel por décadas e intensificados como nunca nas últimas semanas. O exército invasor sionista, com seus bombardeios em toda a faixa de Gaza desde 7 de outubro de 2023, já matou mais de dez mil palestinos, dentre esses 65% mulheres e mais de 3500 crianças. Os números crescem a cada dia. São mais de 20 mil feridos, 34% dos hospitais e 65% dos centros de cuidados primários de saúde sem funcionamento, 4600 mulheres grávidas precisando de atendimento urgente. Falta energia, sinais de comunicação, combustível para funcionamento de hospitais. Caminhões de abastecimento são impedidos de entrar com alimentação, água, insumos hospitalares, medicamentos, etc. O cerco é total a uma população de mais de dois milhões de pessoas num território de 360 quilômetros quadrados, crimes de guerra cometidos com o objetivo de exterminar o povo palestino. A maioria dos mortos e feridos são de mulheres, mulheres grávidas e crianças, além de idosos, o que prova que o objetivo do invasor é realizar uma verdadeira carnificina como limpeza étnica e tomar para sempre o território e nação Palestina.
A destruição promovida por Israel na Faixa de Gaza já é equivalente à destruição da bomba nuclear de Hiroshima no final da segunda Guerra Mundial, no entanto, a campanha midiática do imperialismo martela a repulsiva máxima de que os palestinos são “terroristas”. Grande maioria dos povos já perceberam que os planos do nazista e cão pestilento Netanyahu não é eliminar o Hamas como estão alegando e sim varrer com os palestinos de seu território e concluir a ocupação de todas as suas terras. Tanto que não demonstram interesse algum em negociar e trocar os reféns e soldados prisioneiros, muitos são mortos pelos próprios bombardeios sionistas. Israel não engana mais ninguém com suas mentiras que o povo palestino é terrorista. Quanto mais ele ataca Gaza em massa, mais ele desmascara suas verdadeiras intenções e quem é o verdadeiro terrorista.

O odioso ataque diuturno dos monopólios de imprensa ao povo palestino e às organizações e vanguarda de sua Resistência Nacional, caracterizando-os como “terroristas” e “sanguinários”, repetindo o cacarejo do Estado fascista, colonialista e racista de Israel e do imperialismo norte-americano, não pode impedir aos povos do mundo de enxergar a verdade crua da monstruosidade inerente ao sistema imperialista e seu colonialismo. Deliram ao acreditar que debilitarão a resistência nacional palestina e o apoio crescente e massivo à sua causa por todo o mundo ao aplicarem o mesmo princípio da propaganda nazista de Goebbels “uma mentira dita mil vezes se torna verdade”. Rompendo com toda a contrapropaganda reacionária e enfrentando a reação de todas as formas, milhões de massas tem se levantado em defesa da Palestina, atacam as representações do genocida Estado de Israel e do imperialismo ianque. A bandeira palestina, marca de heroísmo inesgotável, tremula nos quatro cantos do planeta nas mãos de milhões de massas que reconhecem cada vez mais a verdade dita pelo grande presidente Mao Tsetung e provada tantas vezes pela história de que “A rebelião se justifica!” pois “Onde há opressão, há resistência”!



A ofensiva tática empreendida pelo Hamas no último dia 7 de outubro e a resistência que persiste e persistirá é resposta contundente a décadas de invasão, massacres e opressão. Esse fato militar revela para o mundo inteiro as entranhas genocidas do Estado colonizador, fascista, sionista de Israel, escancara o holocausto contra o povo palestino, é um grito de resistência que ecoa em todo o mundo. Também demonstra de forma inapelável o heroísmo da Resistência Nacional Palestina, homens, mulheres, crianças, jovens e anciãos, combatentes, que não se rendem. Fortalece profundamente a luta de libertação nacional contra o imperialismo, une mais forças democráticas em torno da causa da Nação Palestina internamente e internacionalmente. Demonstra a superioridade moral da resistência palestina e a justeza de sua luta. Basem Naim, chefe do departamento político e de relações internacionais do Hamas, afirmou em entrevista recente ao monopólio Aljazeera: “Temos duas opções: derrotar esta ocupação ou morrer nas nossas casas … Estávamos morrendo em silêncio. Tentamos sair desta prisão ao ar livre, tentávamos levantar a nossa voz ao nível da comunidade internacional… o que estamos fazendo é um ato de defesa. Estamos defendendo a nossa existência.”

Repudiamos todas as falácias da imprensa corporativa dominada pelos monopólios de comunicação ianques que tentam separar o povo palestino de suas forças patrióticas que tem encabeçado a resistência nacional como o Hamas, que tem demonstrado sustentar de forma contundente a causa da libertação da Palestina. Caso assim fosse, porque na Cisjordânia ocupada, o povo tem sido atacado sistematicamente pelo exército de Israel, restringido em seu direito de ir e vir, pogroms o são realizados por colonos sionistas ladrões de terra contra aldeias palestinas. Recentemente centenas de palestinos foram presos e mortos na Cisjordânia, ataques e bombardeios também no sul do Líbano são constantes. Nas prisões israelenses estão milhares de palestinos, sendo que mais de 400 são crianças. Todos os presos palestinos são torturados e muitos durante essas últimas semanas estão desaparecidos. Há presos que estão encarcerados há mais de 40 anos, 500 palestinos passaram mais de 27 anos presos segundo denunciam as forças da resistência.

O terrorismo sistemático contra o povo palestino tem suas raízes históricas em 1917 quando da usurpação de sua nação pelo imperialismo britânico. Após a segunda Guerra Mundial, com a criação do Estado de Israel em 1948, o território palestino foi tomado pelos imperialistas ianques e seus lacaios sionistas, usados para manter o Estado sionista como base militar ianque no Oriente Médio, como forma de disputar dominação e influência geopolítica dos ianques para a exploração das riquezas dos povos do Oriente Médi. É quando ocorreu a Nakba, “a catástrofe”, como os palestinos chamam o roubo de suas terras. São 75 anos da usurpação do território palestino e 56 anos de ocupação para usurpação de suas terras originárias, 32 anos do famigerado Acordo de Oslo, quando da traição da Autoridade Palestina à Resistência Nacional, cúmplice dos invasores sionistas quando tentam criar uma paz dos cemitérios; anos de várias resoluções do Conselho de Segurança também das Nações Unidas, particularmente a 242 (1967) e a 338 (1973), que significam, ao fim e ao cabo, mais e mais opressão. 


Os pró-sionistas que tentam justificar a ocupação do território palestino por Israel por razões religiosas estão mentindo descaradamente. Historicamente na Palestina conviviam harmoniosamente diversas religiões, inclusive judeus e muçulmanos árabes que conformavam o povo palestino. Desterrar com extrema violência um povo inteiro de seus territórios, impondo também enormes perdas humanas, econômicas, além da perda de direitos básicos elementares, se converteu em uma questão de vida ou morte para a nação palestina e todo povo palestino contra o imperialismo e a reação lacaia. É por isso que é uma falácia falar de “conflito religioso” como motivo dessa guerra. Trata-se de uma guerra justa, de Libertação Nacional do povo palestino, contra a guerra injusta, de ocupação colonial sionista.

Acusam a resistência nacional palestina de atacar civis israelenses e por isso a chamam de terrorista. Em entrevista do jornalista brasileiro Breno Altman com representante do Hamas Osama Hamdan, ao ser questionado se o Hamas tinha como alvo civis, mulheres e crianças, afirmou que os alvos eram militares e ainda “Nós só nos concentramos em soldados e nos colonizadores. Se alguém quiser falar de civis, vamos falar dos que foram mortos de 1948 até hoje. Quem cometeu o massacre de Deir Yassin? Quem cometeu o massacre de Tantura? Quem cometeu o massacre de Kafr Qasim? Quem destruiu, em 1948, quinhentas vilas e cidades na Palestina? Quem cometeu o massacre de Sabra e Chatila, em 1982? Sempre Israel. A resistência à ocupação é clara e garantida pela lei internacional. Se alguém quiser parar com esta carnificina contra os palestinos, que se ponha fim à ocupação.”

Um tribunal popular há que ser organizado contra os criminosos de guerra sionistas e quem o montará serão as massas em processo revolucionário no mundo inteiro. A luta de resistência palestina, pelo seu caráter estratégico, é, decisivamente, uma das mobilizações mais importantes e mais simbólicas do mundo neste momento de crise acelerada de decomposição do imperialismo. Palestina é fato contundente desse novo período de revoluções no mundo e da afirmação do Presidente Mao que “num período de 50 a 100 anos o imperialismo será varrido da face da Terra”. A guerra de Libertação Nacional da Palestina, assim como tantas outras que já existem ou ainda explodirão é parte decisiva e base da Revolução Proletária Mundial.

 
A Resistência Nacional Palestina estremece o imperialismo ianque e seu títere sionista que estão diante de uma situação insustentável e sem saída. Não podem seguir bombardeando Gaza impunemente. Particularmente no Oriente médio, mas não só, se levantarão milhões de massas em crescente ira, sobretudo os que contam com movimentos armados anti-imperialistas. Também Israel não poderá vencer a resistência feroz decidida a lutar até o último homem e mulher. O risco da guerra anti-imperialista se generalizar por toda a região é iminente e não faltam combatentes em toda região decididos pela causa.


É tarefa urgente de todo movimento democrático e revolucionário do mundo atuar decididamente ao lado da Nação e povo palestinos. Unimo-nos a todas as organizações democráticas e revolucionárias na mais irrestrita solidariedade a Resistência Nacional Palestina e afirmamos que desde o Brasil também se escutará o grito da libertação da Nação Palestina.



Viva a Heroica Resistência Palestina!

Palestina Resiste, Palestina Triunfará!





segunda-feira, 30 de novembro de 2020

RJ: Manifestação convoca e exclama: 'Liberdade para Carlos Henrique!'

Manifestação marcada para este 3 de dezembro às 15:30 no Fórum de Alcântara, em São Gonçalo (RJ), conclama apoiadores, democratas e demais ativistas a exigirem liberdade para Carlos Henrique.

Carlos Henrique foi preso no dia 23 de Julho de 2020, enquanto trabalhava como mototaxista em São Gonçalo. A polícia da região abordou Carlos Henrique, em seu horário de trabalho, sem dizer pelo o que estava sendo detido. Quando acusado, não puderam apresentar qualquer prova que o envolvesse no suposto roubo. 



Já fazem quase 6 meses que Carlos Henrique está preso com a justificativa de “prisão preventiva”, característica de condenação que corresponde a cerca de 40% do sistema carcerário superlotado do Brasil. 

Ainda segundo matéria do Jornal A Nova Democracia, outro fato que corresponde a mesma política racista e anti povo, é que não é a primeira vez que Carlos é preso injustamente. No período de 2018 a 2019, Carlos foi acusado por um crime a roubo de cargas. Depois de 1 ano e 1 mês o mesmo foi absolvido, sendo inocentado de sua condenação, pela mesma juíza que hoje nega a Carlos o direito a responder em liberdade. 

A Juíza responsável pelo processo nega o direito constitucional de assumir inocência do acusado até que se prove o contrário. Submetendo então, Carlos a prisão em meio a crise sanitária que vive nosso país. Sendo as prisões, um dos locais de maior proliferação do vírus, tendo em vista suas superlotações e condições desumanas de habitação. 

O CEBRASPO vem a publico se solidarizar com a luta das famílias pela libertação dos presos e convoca todos os democratas e apoiadores para estarem presentes no Ato em São Gonçalo! 


quarta-feira, 14 de outubro de 2020

MG: COLETIVO ENGAJA REALIZA ATO EM SOLIDARIEDADE AOS CAMPONESES DO ACAMPAMENTO TIAGO DOS SANTOS A LCP

Compartilhamos em nosso blog relato divulgado pelo Jornal A Nova Democracia sobre ato realizado em Ouro Preto, Minas Gerais, em solidariedade aos camponeses do Acampamento Tiago dos Santos organizados pela Liga dos Camponeses Pobres.


Os manifestantes, que contaram com a presença de estudantes e professores da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), estenderam duas faixas, uma defendendo o acampamento e outra defendendo a luta pela terra. Segundo informações do Jornal AND, essa atividade faz parte de uma serie de ações de solidariedade que o Coletivo Engaja irá realizar após deliberação em reunião online realizada junto ao Instituto Helena Greco (IHG) e com participação da Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres.

Ainda na matéria, o Jornal afirma que o Comitê de Apoio ao AND/BH acompanhou o ato e distribuiu a Nota da LCP aos trabalhadores e trabalhadoras do campo e da cidade e ao público em geral aos ativistas para fomentar o debate e a defesa dos camponeses.

A informação foi divulgado no seguinte endereço: https://anovademocracia.com.br/noticias/14486-mg-coletivo-engaja-realiza-ato-em-defesa-dos-camponeses-do-acampamento-tiago-dos-santos

terça-feira, 21 de julho de 2020

CEBRASPO: ATIVIDADES DA CAMPANHA EM DEFESA DOS TRÊS PERSEGUIDOS DE AUSTIN




Atendendo o chamado da Campanha internacional pela defesa dos 3 perseguidos políticos de Austin, no Texas (USA) o CEBRASPO realizou no dia 16 de julho um ato-panfletagem no centro do Rio de Janeiro. Contando com a participação de cerca de 30 ativistas do movimento popular (movimentos estudantis, da educação, de mulheres, etc), foram distribuídos 500 panfletos, que denunciavam a perseguição e prisão política dos 3 ativistas de Austin. Os ativistas e os membros do CEBRASPO realizaram importantes falas de denuncias e exposição da situação política explosiva dos USA nos últimos meses, desencadeados pelo covarde assassinato de George Floyd nas mãos da polícia de Minneapolis, Minnesota. 





Após a panfletagem, o CEBRASPO também realizou uma exposição e um debate sobre a situação política dos USA em sua sede no Rio de Janeiro, contando com a participação dos ativistas que estavam na panfletagem. 



Abaixo reproduzimos reportagem do Jornal A Nova Democracia sobre a campanha convocada pelo CEBRASPO no Brasil: 

sexta-feira, 7 de junho de 2019

PERÚ: POLÍCIA ATIRA CONTRA ESTUDANTES

Reproduzimos a seguir denúncia de violência policial contra estudantes organizados no Perú, na região do Apurimac. Repudiamos veementemente a agressão por parte do velho Estado contra os estudantes que lutavam por seus direitos! Exigimos também liberdade imediata para os estudantes Franklin Vergara Loayza e Nelzon Quispe Gutierrez, presos durante o confronto com os agentes de repressão. Lutar não é crime!



Estudantes da Universidade Nacional Micaela Bastidas Apurimac (UNAMBA) entraram em confronto com a Polícia Nacional, na manhã do dia 3 de junho, na entrada da cidade de Abancay, no distrito de Tamburco, região do Apurimac.

A sede da universidade foi ocupada na parte da manhã pelos estudantes, que há mais de uma semana protestam exigindo a renúncia do reitor Adolfo Prado Cardénas e a demissão dos diretores e funcionários de confiança do mesmo. O reitor e alguns outros funcionários são acusados de corrupção e má administração.

Os estudantes exigem a imediata convocação de eleições complementares para eleger órgãos de representação governamental e estudantil. Eles exigem também o esclarecimento de uma série de denúncias de corrupção atribuídas ao atual reitor.
Durante o protesto, os estudantes fecharam a rodovia Panamericana, que liga Abancay a Cuzco. A polícia, tentando encerrar a manifestação com violência, atirou contra os jovens balas de borracha e lançou gás lacrimogêneo.

Durante o confronto dois estudantes foram presos e levados para à delegacia de Abancay, sendo identificados pelos nomes de Franklin Vergara Loayza (32) e Nelzon Quispe Gutierrez (22). Há também relatos de estudantes feridos, no entanto, os manifestantes permanecem ocupando a universidade."

quinta-feira, 6 de junho de 2019

SUDÃO: 35 MANIFESTANTES SÃO ASSASSINADOS E CENTENAS FICAM FERIDOS POR REPRESSÃO MILITAR



Segundo agências de notícias locais, ao menos 35 manifestantes foram assassinados durante as manifestações que exigiam um governo civil em Jartum, capital do Sudão. A repressão foi desatada contra um acampamento que foi levantado em frente ao Quartel General do Exército do Sudão.

As manifestações ocorriam desde antes da queda do governo anterior, permaneceram após o golpe militar. Os manifestante exigem transição imediata à um governo civil. 
As principais forças opositoras fizeram chamado à Greve Geral.

Organizações como a União Africana e a própria ONU condenam a repressão criminosa contra as massas desarmadas.

A informação pode ser lida na íntegra no seguinte endereço: http://dazibaorojo08.blogspot.com/2019/06/sudan-mas-de-35-personas-asesinadas-y.html

sábado, 13 de abril de 2019

RJ: ATO DENUNCIA E REPUDIA ASSASSINATO DE EVALDO ROSA POR MILITARES

No último dia 11 de abril, no Centro do Rio de Janeiro, um grupo com cerca de 40 manifestantes realizou um ato em repúdio ao covarde assassinato do músico Evaldo Rosa durante a ação de genocídio do Exército em Guadalupe, em 07/04, ocasião em que militares dispararam 80 vezes contra o carro em que Evaldo levava sua família para um chá de bebê.

Foto retirada de página do evento nas redes sociais

Os ativistas se reuniram por volta das 18h e seguiram em marcha da entrada da Escola de Formação de Professores Paulo Freire, próxima ao Comando Militar do Leste (CML), em direção a estação Central do Brasil.

Puxando palavras de ordem de denúncia e rechaço ao Exército genocida e à violência policial, os manifestantes denunciaram o velho Estado de grandes burgueses e latifundiários como um Estado assassino que é especializado em matar trabalhadores pobres. O manifestantes marcharam em frente ao Palácio Duque de Caxias (CML), onde pararam para expressar seu ódio de classe e total repúdio ao crime cometido pelas Forças Armadas.

O ato seguiu até a Central do Brasil, onde recebeu apoio quase que unânime dos populares que retornavam dos seus trabalhos, dos camelôs e demais transeuntes. Os manifestantes adentram a estação e lá permaneceram até cerca de 20h, quando diminuiu a circulação de pessoas.

O Cebraspo esteve presente no ato e distribuiu cerca de 100 panfletos que denunciavam o crime cometido contra o povo, o caráter reacionário do velho Estado brasileiro e de seu aparato de repressão assassino.

A nota pode ser visualizada em sua totalidade no seguinte endereço: https://cebraspo.blogspot.com/2019/04/rj-nota-de-repudio-ao-fuzilamento-de.html

Matéria retirada do jornal A Nova Democracia, pode ser acessada no seguinte endereço: https://anovademocracia.com.br/noticias/10758-cebraspo-denuncia-o-exercito-genocida-em-protesto-no-centro-do-rio

segunda-feira, 25 de março de 2019

RJ: SOLIDARIEDADE COM AJITH EM ATO CONTRA REFORMA DA PREVIDÊNCIA

No dia 22 de março, durante ato contra a reforma da previdência no Rio de Janeiro, manifestantes exigiram a liberdade para o camarada Ajith, atendendo o chamado internacional realizado no início da semana. O bloco de manifestantes marchou o ato exibindo os cartazes confeccionados pela campanha internacional. 

Foto: Ellan Lustosa / AND

Com palavras de ordem que exigiam a liberdade para Ajith e para todos os presos políticos da Índia expressas nos cartazes, os ativistas e militantes puderam expressas todo seu internacionalismo durante ato em defesa de direitos do povo trabalhador. 






Para maiores informações sobre o ato, acessar o seguinte endereço: https://anovademocracia.com.br/noticias/10609-22-de-marco-dia-comeca-com-protestos-em-todo-o-pais-contra-a-reforma-da-previdencia

sexta-feira, 2 de novembro de 2018

COMPANHEIRO JOSÉ PIMENTA, PRESENTE NA LUTA! - BOLETIM INFORMATIVO CEBRASPO (Edição nº 4)


Edição nº 4


BOLETIM CEBRASPO: SOLIDARIEDADE INTERNACIONAL E A LUTA DOS POVOS NO BRASIL E NO MUNDO. DEFESA DA LIBERDADE DOS PRESOS POLÍTICOS

CEBRASPO - Defender o direito do povo lutar pelos seus direitos!

Companheiros e companheiras,
Estamos enviando nosso boletim informativo com uma relação de notícias dos acontecimentos dos povos em luta no Brasil e no mundo.



Devido ao falecimento do inestimável companheiro José Sales Pimenta, ex-Presidente do CEBRASPO e reconhecido ativista dos direitos do povo no último 19/10, estamos reunindo as diversas homenagens realizadas por organizações democráticas, ativistas, juristas e amigos ao companheiro, ressaltando sua dedicação à luta do povo e à defesa do povo lutar por seus direitos. Companheiro José Pimenta: PRESENTE NA LUTA!

INTERNACIONAL:

Acuada pela pressão popular, a Suprema Corte de Nova Delhi, na Índia, ordenou a substituição da prisão preventiva para prisão domiliciar para pelo menos dois dos ativistas presos. Foram libertos o presidente da Frente Democrática Revolucionária, Varavara Rao, e o ativista Gautam Navlakh. Ambos estão agora em suas casas.

A companheira Marguerita, uma destacada dirigente do movimento feminino de seu país com uma trajetória de organizadora do movimento operário da cidade de Taranto, sendo coordenadora nacional do Slai Cobas (sindicato de classe), e uma ativa defensora dos direitos dos migrantes da cidade, teve prisão domiciliar arbitrariamente decretada no dia 16 de outubro, sob a acusação de falta de pagamento de uma multa governamental.  

No dia 24/10, ao completarem-se 35 anos de detenção ilegal do militante revolucionário Georges Abdallah, organizações internacionais, revolucionárias e democráticas realizaram ato na França pela sua liberdade. Adballah é um revolucionário comunista, apoiador da luta de libertação nacional do povo palestino, preso em 1984 por defender essa luta, condenado a prisão perpétua.
  
Na dia 30/10, cerca de 15 mil pessoas protestaram contra a atual Lei Marcial em Mindanao. A Lei Marcial foi imposta na cidade de Marawi em maio, após ataques de grupos muçulmanos. Desde então, o deslocamento de centenas de milhares de pessoas, massivas violações de direitos do povo e assassinatos estiveram na agenda do Velho Estado. Graças a Lei Marcial, o estado pode executar prisões arbitrárias por meras suspeitas, sem necessidade de mandato. Os populares também denunciaram a existência de um toque de recolher

NACIONAL

Um indígena foi morto por funcionários da Fundação Nacional do Índio (Funai) no dia 10 de outubro, em frente à sede da mesma na cidade de Colniza, Mato Grosso. O monopólio de imprensa em apoio ao latifúndio e a polícia reacionária acusou os indígenas da etnia Kawahiva do Rio Pardo, junto com alguns madeireiros, de tentarem invadir a sede da Funai. Os assassinos afirmam que mataram o indígena por conta de um tiroteio que se seguiu, porque, de acordo com eles, os indígenas e os madeireiros estariam armados. A Funai corroborou com a versão da polícia e afirma que está acompanhando a situação.

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

ABRAPO - NOTA DE REPÚDIO A PRISÃO DE ESTUDANTE EM PORTO VELHO


NOTA DE REPÚDIO A PRISÃO DE ESTUDANTE EM PORTO VELHO POR DEFENDER AS MULHERES E TODOS OS QUE LUTAM PELA TERRA!
Porto velho 01/10/2018
Repudiamos prisão política ocorrida durante manifestação de mulheres contra o avanço do fascismo, realizada em Porto Velho no dia 29 de setembro. Uma estudante de direito, membro da ABRAPO foi presa por saudar a luta das mulheres na luta pela terra e sua exemplar combatividade. Sua advogada foi impedida de acompanhá-la na viatura e lhe foi negado o acesso a informação acerca da chegada da estudante na delegacia. Além disso, mulheres que a defendiam no ato da prisão foram agredidas, como exemplo da líder indígena Márcia Mura. Uma prisão estritamente política e motivada pela defesa da luta pela terra não é surpresa. Em Rondônia, no ano de 2016 4 estudantes foram presos por panfletarem em favor do movimento camponês e denunciando o clima de terror perpetrado pela atuação na polícia no acampamento Jhone Santos.
O fato apenas corrobora com todas as denúncias já feitas acerca da atuação da Polícia Militar nesses conflitos. Acusada de desacato e resistência à prisão e sendo essas absolutas mentiras, com inúmeros vídeos e testemunhas que provam o contrário, também fica evidente o abuso de poder e o modus operandi que se aplica aos ativistas da luta popular. Homenageando a luta do povo pela terra, em especial as mulheres, exerceu seu justo direito à liberdade de expressão, mas também fez com que o Estado se mostra mais uma vez como realmente é. Autoritário, repressor e completamente a serviço do latifúndio. Não há democracia para os que lutam de forma independente e combativa!
É extremamente absurda uma prisão pela acusação de DIFAMAÇÃO contra a Polícia Militar tendo em vista ser esta uma tentativa de criminalização absurda. Um ataque claro a liberdade de expressão e livre manifestação. Além do mais, o Estado e suas Instituições todas estão passíveis de serem apontadas e denunciadas a qualquer momento.O ataque aos direitos políticos cada dia que passa se generaliza, e cada vez com maior descaramento. Tomemos como exemplo essas prisões, assassinatos de lideranças políticas e o processo dos 23 manifestantes do RJ. Fora a criminalização crescente ao exercício da advocacia também para os que advogam em defesa dessas lutas e lutadores no âmbito jurídico.
Denunciamos o clima de terror perpetrado pelo Estado Brasileiro no campo quando este defende os interesses do latifúndio e imperialismo e para isso nega ao povo o direito de trabalhar e viver com dignidade, com educação, saúde, condições de produzir e VIVER, nega o acesso e permanência no campo. Faz vista grossa para a pistolagem, assassinatos, e abusos de poder pelas instituições do Estado contra o povo e persegue advogados populares que atuam para esses movimentos. Assim como quando cria verdadeiras armadilhas jurídicas em tudo que se trate de direitos sociais, como por exemplo a lei Antiterrorismo, o programa Terra Legal, Paz no Campo, e instituições como Força Nacional.
Saudamos a combatividade e resistência de todas as mulheres que defenderam a companheira e demonstraram assim o nível de consciência e decisão das massas em combater o fascismo e autoritarismo. Saudamos também a competência e solidariedade dos advogados que defenderam a estudante frente a ação do Estado. Mais uma vez a Polícia Militar do Estado de Rondônia em mais uma ação de ódio contra tudo que envolva a defesa da luta pela terra no estado nos faz ter certeza de que lado estão, a serviço de quem, e o nível de conflagração existente no Estado.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ADVOGADOS DO POVO - RO


segunda-feira, 10 de setembro de 2018

RJ: ATO EM FRENTE AO CONSULADO MEXICANO EXIGE O REAPARECIMENTO DE DR. SERNAS

MANIFESTANTES EXIGEM O REAPARECIMENTO COM VIDA DE DR. SERNAS, ADVOGADO POPULAR


Conforme anunciamos anteriormente, no dia 5 de setembro, o CEBRASPO realizou um exitoso ato em frente ao consulado do México no Rio de Janeiro para denunciar o desaparecimento forçado do Dr. Ernesto Sernas García, advogado do povo desaparecido desde 10 de maio de 2018.

Manifestantes exibem faixa e cartazes em defesa do Dr. Sernas em frente ao Consulado do México


Atendendo ao chamado internacional, diversas entidades democráticas e populares compareceram ao ato, manifestando sua solidariedade ao defensor dos direitos do povo, repudiando e responsabilizando o velho Estado mexicano pelo seu desaparecimento e exigindo seu reaparecimento com vida: "Se vivo o levaram, vivo o queremos!". 

Ao longo do ato, o representante do CEBRASPO reforçou a responsabilidade do velho Estado no desparecimento do Dr. Sernas, entregando uma moção elaborada em conjunto com a ABRAPO (Associação Brasileira de Advogados do Povo) a um representante do Consulado Mexicano.

Abaixo segue a moção entregue (com versão traduzida para o inglês).

quarta-feira, 15 de agosto de 2018

RIO: ATO PELOS 23, CONTRA INTERVENÇÃO MILITAR, CONTRA O GENOCÍDIO NAS FAVELAS E EM REPÚDIO AO ASSASSINATO DE MARIELLE

Foto de Ellan Lustosa

No dia 14 de agosto estivemos presente em grande ato realizado por centenas de pessoas no Centro do Rio, cujos temas eram a defesa dos 23 ativistas recentemente condenados em primeira instância, pelo direito à livre manifestação, contra a intervenção militar, contra o genocídio do povo pobre e negro nas favelas e em repúdio ao assassinato político de Marielle Franco. 

A manifestação ficou marcada pela sua grande combatividade, contando com a importante participação de mães e familiares de vítimas do genocídio do povo negro e pobre cometido pelo Estado. Ativistas progressistas, membros de movimentos revolucionários, populares, estudantis e democráticos e os próprios familiares das vítimas da violência de Estado fizeram falas contundentes, denunciando a guerra que é travada contra as massas populares, a intervenção militar que intensificou a violência cometida pelo Estado, o assassinato de Marielle Franco e a perseguição política que vem sofrendo a juventude que se rebela contra todas essas injustiças. 

Marcaram também as falas, a denúncia de que o Estado que comete chacinas nas favelas é o mesmo que persegue o povo que luta, perseguição essa expressa na condenação dos 23 ativistas. As mães de vítimas da violência denunciaram os crimes do Estado, reafirmaram sua decisão de manterem-se na luta combativa, além de estenderem sua solidariedade aos 23 lutadores do povo. 

No decorrer do ato, os participantes também saudaram o apoio internacional recebido desde a Palestina, através da jovem combatente Ahed Tamimi.

Ahed Tamimi, combatente palestina, solidariza-se com os 23

O ato terminou na Cinelândia, em frente à Câmara Municipal, onde as mães continuaram suas manifestações de indignação e revolta contra esse estado de miséria, opressão e violência à que é submetido as classes populares de nosso país. 

As ações de solidariedade repercutiram em outros lugares no país como em Belo Horizonte, MG, onde foi realizado cinedebate sobre o filme "Operações de Garantia da Lei e da Ordem" e em Montes Claros, MG onde ocorreu uma agitação do Dia Nacional de Luta por estudantes da Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia (ExNEPe) e Executiva Nacional de Estudantes de Filosofia (ENEF) e os participantes prestaram apoio aos 23.

Na preparação do ato, os manifestantes também realizaram um chamado internacional de solidariedade à todas e todos que lutam, o que foi atendido por várias organizações e entidades como a Agrupación de Víctimas de violencia policial e outras organizações no Chile, membros da Universidade de Moscou, além do próprio apoio da jovem palestina Ahed Tamimi.


Para mais informações, acessar o seguinte endereço: https://anovademocracia.com.br/noticias/9342-centenas-marcham-no-rio-contra-a-intervencao-militar-e-a-condenacao-dos-23

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Índia: Milhares de dalits se rebelam violentamente contra a opressão

Reproduzimos a seguir importante notícia sobre a justa luta das massas dalits contra a opressão de castas que estes sofrem no velho Estado Indiano.

"Índia: Milhares de dalits se rebelam violentamente contra a opressão



Dezenas de milhares de massas dalits se rebelaram com violentos protestos durante uma greve geral em mais de 10 estados contra uma decisão judicial da Suprema Corte. Ônibus foram queimados, delegacias incendiadas, tropas policiais rechaçadas e o Exército foi convocado a preparar-se para intervir a qualquer momento. Ao menos 10 pessoas morreram na rebelião e centenas foram feridas. Os dalits são a casta mais baixa dentro da estrutura da semifeudal sociedade indiana.
No estado de Punjab, os manifestantes paralisaram completamente o estado, forçando a gerência regional a suspender o transporte público, fechar os bancos e instituições de ensino. A internet também foi desativada por 23 horas em toda a região na tentativa de conter a mobilização. Nas cidades de Jalandhar, Amritsar e Bathinda, centenas de manifestantes armados com espadas, bastões, tacos de beisebol e bandeiras obrigaram todas as lojas a fechar e convocaram todos os funcionários a somarem ao justo protesto.
As cidades com alta concentração de dalits como Jalandhar, Kapurthala, Nawanshahr e Hoshiarpur (todas em Punjab) foram cercadas e sitiadas por forças paramilitares vinculadas ao governo semicolonial.
Em Madhya Pradesh (estado), um líder estudantil e outros quatro manifestantes foram assassinados em meio ao confronto com a polícia. Seis pessoas ficaram feridas no distrito de Bhind e o exército foi chamado para incrementar a repressão. Em Gwalior, um estado de sítio não oficial foi imposto quando os manifestantes bloquearam as ferrovias e incendiaram veículos. Reuniões chegaram a ser proibidas.
Ataques das massas contra a repressão e incêndios provocados foram relatados em cidades do estado de Rajastão, incluindo Jaipur, Barmer e Alwar. Os trens foram atingidos em partes dos estados de Bihar, Odisha, Punjab e Rajastão, enquanto os manifestantes bloqueavam as ferrovias. Em algumas áreas, as rodovias também foram bloqueadas.
JUDICIÁRIO FACILITA A OPRESSÃO
Toda a origem da rebelião está em uma decisão da Suprema Corte, em 20 de março. Nesse dia, determinou-se que a polícia não poderia prender imediatamente alguém após a apresentação de acusações criminais enquadradas na Lei de Ordenados de Castas e Tribos Agendadas (Prevenção de Atrocidades).
A lei em questão endurece a punição para crimes de ódio contra as massas de castas inferiores. No entanto, com a decisão da Suprema Corte, a polícia deve realizar uma investigação preliminar sobre o acusado antes do início de uma investigação formal.
Os membros da casta dalit dizem que a decisão do tribunal acrescentará um obstáculo adicional à apresentação de acusações formais contra pessoas que cometem crimes contra eles. Somente em 2016, a polícia registrou mais de 47 mil casos de crimes contra pessoas pertencentes a uma casta inferior ou de uma tribo."

quinta-feira, 5 de abril de 2018

AM: Megaoperação puni rebelião de garimpeiros

Reproduzimos a seguir grave denúncia de uma megaoperação realizada pelo Velho Estado contra as massas que se levantaram em rebelião em Humaitá, no Estado de Amazonas em outubro de 2017.


AM: Megaoperação puni rebelião de garimpeiros

Redação de AND

Sede do Ibama em Humaitá incendiada (Foto: Raolin Magalhães/Rede Amazônica)
A Polícia Federal (PF) moveu uma megaoperação de repressão e prendeu seis pessoas, sob o pretexto de terem incentivado os ataques às sedes de instituições destinadas à repressão ao pequeno garimpo, em Humaitá, Amazonas. Os presos são o prefeito, o vice e quatro vereadores que incentivaram a rebelião.
Herivâneo Vieira, prefeito de Humaitá, foi preso sob a acusação de instigar a massa a se rebelar contra a repressão. Em um dos vídeos encontrados nos celulares dos garimpeiros, apreendidos durante a megaoperação, é possível vê-lo declarando o apoio aos trabalhadores. “Eu sou a favor de vocês. Eu estou aqui como prefeito e, com mais dez vereadores, para brigar por vocês”, afirma.

Por ter declarado apoio à rebelião, prefeito da cidade é preso
A megaoperação da PF, denominada “Lex Talionis”, tem o objetivo de reprimir exemplarmente a rebelião de Humaitá e desmoralizá-la como produto de “politicagem”. Com isso, buscam desencorajar e criar opinião pública contra inevitáveis novas rebeliões em outros cantos do país.
A REBELIÃO
A rebelião dos garimpeiros ocorreu em outubro de 2017 na cidade, quando os trabalhadores se reuniram para protestar contra a Operação “Ouro Fino”, que apreendeu e incendiou 37 balsas. As forças nacionais, que estavam presentes para acompanhar as ações da operação, tentaram conter a revolta e houve confronto. Os manifestantes invadiram e atearam fogo nos prédios do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).
Eles também entraram no prédio do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), onde funciona o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), mas sem ter acesso ao local, atearam fogo em veículos que estavam estacionados na área.
MOTIVAÇÃO
As instituições do velho Estado, como o Ibama, reprimem o pequeno garimpo afirmando a “defesa do meio ambiente”. No entanto, a incoerência e parcialidade é notável, pois nada é feito contra as mineradoras monopolistas que provocam os verdadeiros danos.
O exemplo mais recente é o da mineradora monopolista norueguesa Hydro Alunorte, que contaminou com resíduos tóxicos igarapés e rios de Barcarena, região metropolitana de Belém. Somente após a descoberta de um terceiro ponto clandestino de lançamento de rejeitos, no dia 17 de março, que, duas semanas depois, o judiciário do Pará determinou corte de apenas 50% da produção da empresa.
O superintendente chegou a afirmar, em entrevista ao monopólio da imprensa, que a Operação “Lex Talionis” é “uma demonstração de força do Estado brasileiro contra aqueles que ousam reagir a uma ação de fiscalização, que “protege bens da União e patrimônio ambiental da região”.
Desta forma, enquanto a Polícia Federal monta grandes operações para reprimir o povo – no caso, garimpeiros, que nada mais são do que camponeses pobres sem-terra obrigados, por sua condição, a submeter-se ao garimpo ilegal como única alternativa para sobreviver –, os crimes lesa-pátria das grandes mineradoras seguem incólumes.