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quinta-feira, 3 de setembro de 2020

CHILE: PRONUNCIAMENTO EM APOIO AOS PRISIONEIROS POLÍTICOS MAPUCHE EM GREVE DE FOME


Grupos, organizações e personalidades públicas expresan sua solidaridade à greve de fome dos presos políticos mapuche, que se prolonga por 120 dias. Versão em PDF aqui.

Como jornalistas, repórteres, fotógraf@s comunicador@s sociais, artistas, meios populares, restaurantes comunitários , assembléias territoriais, organizações comunitárias, ativistas e  lutadores do povo declaramos nossa  grande preocupação  com o grave estado de saúde  em que se encontram os presos políticos mapuche das prisões  de Angol, Lebu e Temuco, os quais estão em greve de fome, que se prolonga, no caso de Angol, desde o dia 4 de maio de 2020. Expressamos nossa imensa preocupação  pela saúde e pela vida dos presos políticos mapuche em greve de fome, mediante a tácita  decisão  do governo de deixá-los morrer, tanto no não cumprimento dos argumentos jurídicos e políticos que permitiriam uma  solução no atendimento de suas demandas, como no marco da aplicação do Convênio  169 da OIT, subscrito pelo Estado chileno e vigente desde 2009.

Nós abaixo assinados nos solidarizamos com os prisioneiros políticos de Angol, Temuco y Lebu em greve de fome, e condenamos o  tratamento criminoso do Estado diante das  demandas das comunidades mapuche pela recuperação  de seu território  e na defesa de sua cultura, que fazem parte da resistência  centenária desse povo de continuar existindo. É uma luta que nao não  só defende a vida do povo mapuche, mas também  a vida do povo chileno, já  que defende o território , as águas, os ecosistemas, a flora e a fauna  lá  existentes. Sua luta é pela vida, mas é  respondida com militarização, perseguição, prisao e morte.

A dignidade e a força  para suportar mais de 120 dias de greve de fome, nasce de sua  convicção na luta por justiça. A atual demanda consiste simplesmente no cumprimento do acordo internacional subscrito pelo Estado chileno há mais de uma década. O Convênio 169 da OIT sobre povos originários, no seu artigo 10, fala claramente: “quando se impuserem sanções penais previstas  na legislação geral a cidadãos desses povos, deverão ser consideradas suas características econômicas, sociais e culturais”, e “deverá dar-se  preferência  a tipos de sanções distintas da prisão”. 

Os gevistas propuseram caminhos concretos e propostas factíveis Se, mas o governo através do Ministro da Justiça tem se negado a dar uma solução.    

Os presos políticos mapuche em greve de fome expressaram que esta exigência  é  também  uma denúncia pela aplicação  discriminada das medidas de aprisionamento  quando se trata de mapuche. Isto porque é de conhecimento  público que nos últimos meses houve milhares de medidas de prisão  e mudanças  de medidas cautelares devido ao contexto atual de pandemia; mas estas mesmas medidas tem sido sistematicamente negadas aos presos políticos mapuche. 

Rejeitamos também a forma como a  cobertura desta greve  tem ocorrido por parte da imprensa que está a serviço dos grandes grupos econômicos e seus representantes políticos, cujas  “informações”  expressam  racismo e cumplicidade na divulgação de acusações e juízos  a respeito dos lutadores e ativistas mapuche y também  chilenos. Esta imprensa, com sua pretensa objetividade, encobre um servilismo para com as  instituições  completamente ultrapassadas e  anacrônicas, tais como o latifúndio das plantações florestais e das relações  depredadoras que impõem aos trabalhadores e aos recursos naturais.

quarta-feira, 1 de julho de 2020

CHILE: PRESO POLÍTICO MAPUCHE, LLANQUILEO PILQUIMÁN, EM GREVE DE FOME DESDE 4 DE MAIO


Importante artigo compartilhado pelo portal de notícias chileno El Pueblo expõe toda a injustiça aplicada pelo velho estado chileno contra o lutador mapuche, Victor Llanquileo Pilquimán, condenado há 21 anos de prisão. O autor demonstra que o caso violou uma série de direitos democráticos básicos, e aponta um conluio entre os poderes judiciários e as polícias investigativas, bem como a desconsideração das eviências apresentadas pela defesa durante o julgamento de Victor Llanquileo.

Llanquileo Pilquimán, acusado erroneamente de um crime que não cometeu, e condenado injustamente há 21 anos de prisão se viu obrigado e realizar uma greve de fome, que foi iniciada em 4 de maio. O CEBRASPO reproduz a tradução do artigo, repudia esta covarde e injusta prisão política e exige liberdade imediata para Victor Llanquileo Pilquimán! Também convocamos todos os democratas e revolucionários a  se posicionarem, exigindo liberdade para o preso político mapuche e apoiando sua justa luta pelo direito à terra e a autodeterminação!

Segue abaixo a tradução do artigo:




Compartilhamos um artigo publicado na Rádio Kvrruf.

Em 21 de março de 2020, foi publicado um artigo chamado "Uma sentença abusiva e desproporcional: o caso de Víctor Llanquileo condenado a 21 anos de prisão". Este artigo explica algumas das razões pelas quais foi injusto e falho todo o julgamento que condenou Víctor Llanquileo. Abaixo, aprofundaremos essas razões, o que nos permitirá entender por que Victor decidiu iniciar uma greve de fome em 4 de maio, junto com outros membros da comunidade Mapuche, que estão em greve há 50 dias.

Uma greve de fome é o último recurso de uma pessoa para buscar justiça e liberdade. E é a isso que o Estado obriga quando nega a aplicação da justiça a Victor Llanquileo Pilquimán.

Quando falamos sobre sua causa, não podemos esquecer que ele vem de uma região e de uma família em conflito, pois isso explica a razão da crueldade de todo o aparato estatal contra ele.

Llanquileo é filho de uma família que atua há décadas no movimento Mapuche, ligada à defesa e recuperações territoriais, como aponta na Declaração “De onde venho, já foi e é um território de luta e resistência. As terras mapuche de Lleu-Lleu e mais especificamente as terras de choque.

Nos anos 80, comecei a ouvir diretamente dos meus avós o valor da terra para os mapuche, o pensamento e o caminho traçado pelo nosso kuifikeche.

Assim, não é por acaso que as terras de onde venho continuaram sendo reivindicadas nas décadas de 80 e 90 e em todos esses últimos 20 anos. Em 1984, entramos na propriedade El Canelo de Tranaquepe, juntamente com as comunidades de Choque e Miquihue e algumas famílias de El Malo. Hoje, parte da fazenda El Canelo de Tranaquepe foi entregue plantada com eucalipto às comunidades do setor.

O objetivo das empresas florestais em uma aliança estratégica com o estado é continuar produzindo celulose e, assim, continuar a enriquecer os grandes negócios florestais. ”

O pai de Victor morreu em 2007, sendo processado pela Lei de Segurança do Estado. Seu irmão Ramón, após um ano da morte de seu pai, foi acusado pela lei de comportamento terrorista, cumprindo anos de privação de liberdade. E o próprio Victor também já foi perseguido política e judicialmente.

No momento de sua prisão, em 24 de abril de 2018, a polícia perguntou seu nome, ele levantou os braços e disse "Víctor Llanquileo Pilquimán", e pronto! Começaram o espancamento e a montagem de evidências. Como aconteceu com ele em novembro de 2009, quando ele foi acusado de envolvimento no ataque ao promotor Elgueta, motivo pelo qual passou quase dois anos em detenção preventiva, onde tentou-se montar evidências falsas contra ele, uma falsificação que depois foi desmontada, e foi declarado completamente inocente de todas as acusações. Não sem primeiro enfrentar 86 dias de greve de fome. Mobilização que também teve como objetivo revogar a lei antiterrorista e a desmilitarização do território mapuche.

domingo, 10 de maio de 2020

CHILE: COMUNICADO DOS PRESOS POLÍTICOS MAPUCHES DA PRISÃO DE ANGOL

Compartilhamos, em nosso blog, comunicado público dos presos políticos mapuches, encarcerados na Prisão de Angol. Eles exigem liberdade imediata para os presos políticos do seu povo, ou ao menos uma sentença em que não precisem ficar presos no sistema penitenciário diante da realidade da pandemia de COVID-19, denunciam sua perseguição política, que, segundo a nota, prova que o julgamento tem tido dois pesos e duas medidas entre presos mapuche e demais agentes do Estado. No comunicado, eles exigem seu direito sagrado a terra e autodeterminação, propondo a saída imediata de empresas florestais, mineradoras, empresas de energia, de pesca industrial e demais exploradores que ocupam seus territórios e, também, a desmilitarização dos mesmos, acusando os militares de estarem lá apenas para proteger os interesses dos empresários, grandes fazendeiros e latifundiários.

Os presos políticos mapuche também anunciam que iniciarão, a partir deste 4 de maio, o início de uma greve de fome, até que suas exigências sejam atendidas. Nós, do CEBRASPO, nos solidarizamos com a luta do povo mapuche por autodeterminação e pelas suas terras ancestrais, exigimos liberdade imediata para todos os presos políticos do velho estado chileno, em especial os mapuche, e afirmamos que é de responsabilidade do estado o que pode acontecer aos presos políticos durante estes tempos de pandemia e crise profunda do imperialismo!






4 de Maio de 2020.

Nos dirigimos a nosso povo nação mapuche, à comunidade nacional e internacional, organizações sociais, estudantis, trabalhadores e a todos os se identificam com nossas justas demandas territoriais e políticas.

E lembramos, através deste comunicado, que hoje, 04 de maio de 2020 tomamos a decisão de começar uma greve de fome líquida para exigir ao Estado chileno o seguinte:

KIÑE: a liberdade dos presos políticos mapuche ou a troca por uma medida alternativa diferente da prisão, como estipulado pelo Convenção da OIT (Organização Internacional do Trabalho) n° 169, Artigos 8, 9 e 10 e considerando também a Declaração das Nações Unidas sobre os Direitos dos Povos Indígenas.

Consideramos necessária esta medida como prevenção ao contágio pela pandemia de COVID-19 por razões humanitárias e porque o governo não se pronunciou para salvaguardar a vida dos presos políticos mapuche nem dos presos políticos em geral.

terça-feira, 5 de maio de 2020

MARROCOS: ATIVISTAS DENUNCIAM PERIGOSA SITUAÇÃO DOS PRESOS POLÍTICOS SAARAUÍS DURANTE PANDEMIA

Compartilhamos em nosso blog grave denúncia sobre a situação que se encontram os presos políticos saarauís em Marrocos.

Segundo denunciam ativistas independentes e a Liga para a Proteção dos Prisioneiros Saarauís nas Prisões Marroquinas (LPPS), as condições sanitárias não são apenas insuficientes, como desumanas, após diversas denúncias de presos políticos sem acesso aos mínimos meios de higiene, além de prisões superlotadas e pequenas. A Liga também denuncia a tortura a qual são submetidos os presos, que inclusive foi utilizada para obter ilegalmente confissões. 

O CEBRASPO se solidariza com os presos políticos saarauís, e exige liberdade imediata para todos os presos políticos encarcerados nas masmorras do velho estado marroquino.! Defendemos o direito sagrado a autodeterminação do povo saarauí e sua luta para alcançá-la!


Abaixo, segue tradução da denúncia recebida:


Marrocos desconsidera petições diante dos presos políticos saarauís em perigo de Covid-19



A ONU, a União Européia e a Espanha permanecem caladas diante do perigo a que os prisioneiros políticos saarauís são expostos por conta da pandemia de Covid-19. Numerosas organizações soaram o alarme diante do perigo que os presos políticos saarauís estão enfrentando, trancados em prisões não-sanitárias.

sábado, 18 de abril de 2020

CHILE: DECLARAÇÃO PÚBLICA DE VICTOR PILQUIMAN. PRESO POLÍTICO MAPUCHE

Compartilhamos em nosso blog importante documento produzido pelo preso político mapuche, Victor Adelino Llanquileo Pilquiman, em que ele denuncia que o último recurso judicial que poderia anular o julgamento e sua sentença política contra o mapuche foi rejeitada em um conluio entre governo, promotoria, ministério público, empresas que exploram as terras mapuche e que até mesmo a defesa, direito democrático que deveria ser garantido, estava, segundo denunciou, comprometida com a sentença política imposta pelo velho estado chileno.

Mas ainda, Victor Adelino Llanquileo Pilquiman, afirma com firmeza revolucionária o seu comprometimento com a luta dos direitos de seu povo, reafirmando a continuidade da luta pela autodeterminação mapuche como único caminho justo, não se intimidando aos ataques e ameaças das forças reacionárias do Chile.

O CEBRASPO repudia esta sentença política, e se solidariza com a luta de Victor Adelino Llanquileo Pilquiman e de seu povo, os mapuches! 

A seguir, reproduzimos tradução, feita por apoiadores, de sua carta:


DECLARAÇÃO PÚBLICA DE VICTOR LLANQUILEO PILQUIMAN. PRISIONEIRO POLÍTICO MAPUCHE CONDENADO A 21 ANOS NA CORREIA

“Eu, Victor Adelino Llanquileo Pilquiman, prisioneiro político mapuche da Prisão de Angol. Através deste documento, dirijo-me ao meu amado povo mapuche e a todas as expressões de luta que surgiram hoje em diferentes territórios.

quarta-feira, 1 de abril de 2020

MA: NOTA DE REPÚDIO À AMEAÇA DE REMOÇÃO DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE ALCÂNTARA

Reproduzimos em nosso portal nota de repúdio do Sindicato dos Trabalhadores Agricultores e Agricultoras Familiares de Alcântara (STTR), Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar do Município de Alcântara (SINTRAF), a Associação do Território Quilombola de Alcântara (ATEQUILA), Movimento de Mulheres Trabalhadoras de Alcântara e o Movimento dos Atingidos pela Base Espacial (MABE) e assinado por mais de 100 outras entidades democráticas e progressistas repudiando a ameaça de remoção das comunidades quilombolas da região de Alcântara, no Maranhão, por meio de Resolução do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, contrariando leis nacionais e internacionais, bem como o sagrado direito à terra dos povos quilombolas que ali habitam a centenas de anos.

Em Nota, as entidades apontam a ilegalidade da medida e denunciam o entreguismo ao imperialismo ianque por parte do governo Bolsonaro, bem como a sabotagem ao desenvolvimento de nosso conhecimento e tecnologia aeroespacial.

Assim como as entidades que assinam a nota, fazemos coro com o repúdio a remoção e ao entreguismo lacaio do governo de generais com o fascista Bolsonaro a sua frente!

Abaixo segue a nota em sua íntegra: 

"NOTA DE REPÚDIO À AMEAÇA DE REMOÇÃO
DAS COMUNIDADES QUILOMBOLAS DE
ALCÂNTARA /MA

MA: LÍDER GUAJAJARA É ASSASSINADO A TIROS

Reproduzimos grave denúncia recebida por correio eletrônico sobre mais um assassinato de liderança indígena, do povo Guajajara, no Maranhão.
Zezico Rodrigues foi morto a tiros nesta terça-feira (31) na Terra Indígena (TI) Arariboia, município de Arame (MA). 

Zezico era professor e diretor do Centro de Educação Escolar Indígena Azuru, na aldeia Zutiwa, e tinha forte atuação em defesa do território tradicional do povo Guajajara. Como liderança, posicionava-se contra a derrubada da floresta e vinha denunciando a crescente presença de invasores e o roubo de madeira na TI Arariboia. No último dia 29, Zezico havia sido nomeado coordenador regional da Comissão de Caciques e Lideranças da Terra Indígena Arariboia (Cocalitia).


Zezico Guajajara era professor e diretor da escola indígena da aldeia Zutiwa, na TI Arariboia. Foto: arquivo pessoal

Com o assassinato de Zezico Rodrigues, o número de homicídios registrados contra indígenas do povo Guajajara desde o ano 2000 chega a 49 – sendo 48 deles no Maranhão e um no Pará, conforme dados do Conselho Indigenista Missionário (Cimi). Apenas nos dois últimos meses de 2019, quatro indígenas Guajajara foram assassinados. 

Nos solidarizamos com a luta do povo Guajajara, como importante luta pelo direito de autodeterminação dos povos, e repudiamos mais este assassinato de uma importante liderança indígena. 

Para maiores informações, acessar o seguinte endereço do CIMI: https://cimi.org.br/2020/03/mais-um-guajajara-tomba-ate-quando/

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

NOTA DE APOIO AO POVO VENEZUELANO CONTRA A INTERVENÇÃO DO IMPERIALISMO IANQUE


O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – CEBRASPO – se solidariza com o povo venezuelano pelas agressões que vem sofrendo por parte do imperialismo dos EUA.

Repudiamos a escalada de conflitos que culminou no último sábado, 23 de fevereiro, com o pretexto de entrada de ajuda humanitária, ao arrepio das convenções internacionais sobre o tema, que ressaltam a imparcialidade e a concordância entre as partes nesse tipo de ajuda, tanto é que a Cruz Vermelha Internacional e a UNESCO se recusaram a participar, por identificar uma farsa política.

Por trás de tudo está o imperialismo estadunidense, hoje encabeçado pelo governo Trump em seu afã de dominar as reservas de petróleo do mudo. Sob o pretexto de questionar a falta de “democracia” vem intervindo descaradamente na Síria, no Iraque, no Afeganistão e ameaça o Irã com o mesmo argumento. "Falta de democracia" que releva quando se trata das monarquias mais corruptas do Oriente Médio, mas que são suas aliadas, como é o caso da Arábia Saudita.

Utilizando-se de traidores internos, sob a liderança do fantoche Guaidó, estimula um clima de desordem interna para justificar a intervenção militar dos EUA que para isso tem contado com os atuais gerenciamentos subjugados aos ditames do EUA, reunidos no Grupo de Lima.

Essa agressão direta do imperialismo ianque, liderado por Trump-Pence, para mudar o governo da Venezuela por um dos fantoches ianques, implicaria a mudança da situação semicolonial da Venezuela para a colonial. Esses imperialistas, em nome da luta contra a "ditadura" e a "democracia e liberdade", tentam sujeitar o povo venezuelano à escravidão colonial exclusiva. Constitui a mais flagrante intimidação, interferência, controle e agressão do Estados Unidos contra uma nação oprimida do Terceiro Mundo, violando a independência nacional, a soberania e a dignidade nacional do país e o próprio ordenamento jurídico internacional que é uma expressão da sua hegemonia global, sua Carta da ONU e da OEA.

Para isso se valem ainda de ataques econômicos contra a Venezuela, embargando divisas sediadas em bancos norte-americanos e europeus, fruto da condição semicolonial do país por meio de seu principal e quase o único produto de exportação, o petróleo, associado ao investimento estrangeiro direto e aumento da sua dependência financeira com Walt Street. 

O CEBRASPO se solidariza com a preparação para a resistência nacional contra a agressão imperialista, irmaniza-se com o povo venezuelano, a fim de salvaguardar a sua independência nacional, a soberania nacional e a integridade territorial.

Conclamamos todas as forças democráticas brasileiras a travar uma luta interna para impedir que o país embarque numa agressão ao povo da Venezuela, que somente favorece o imperialismo ianque, e está completamente contrária a solidariedade que sempre orientou a relação entre os povos latino-americanos, todos oprimidos pela situação semicolonial que os impede de desfrutar com justiça as imensas riquezas naturais e capacidades produtivas humanas existentes nos nossos territórios.


FORA EUA E SEUS CAPACHOS DA VENEZUELA!

en español:


NOTA DE APOYO AL PUEBLO VENEZOLANO CONTRA LA INTERVENCIÓN DEL IMPERIALISMO IANQUE

El Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos – CEBRASPO – se solidariza con el pueblo venezolano por las agresiones que viene sufriendo por parte del imperialismo de los EUA.

segunda-feira, 29 de outubro de 2018

ITÁLIA - LIBERDADE PARA MARGUERITA CALDERAZZI




Repudiamos veemente a arbitraria prisão domiciliar da defensora dos direitos do povo Margherita Calderazzi, detida em sua casa no dia 16 de outubro, sob a acusação de falta de pagamento de uma multa governamental.  
A companheira Marguerita além de uma destacada dirigente do movimento feminino de seu país tem uma destacada trajetória de organizadora do movimento operário da cidade de Taranto, sendo coordenadora nacional do Slai Cobas (sindicato de classe), e uma ativa defensora dos direitos dos migrantes da cidade.
Durante uma jornada de lutas em defesa dos direitos dos desempregados da cidade de Taranto em 2010, a companheira Marguerita foi acusada de insultar um funcionário público e foi multada em 2.500 €. 
Claramente a prisão da companheira expressa a repressão aos que lutam e defendem os direitos do povo. Nos do CEBRASPO condenamos sua absurda detenção e exigimos sua imediata liberdade. Convocamos todos os movimentos democráticos e revolucionários a se solidarizarem com a companheira Marguerita.

LIBERDADE PARA MARGUERITA CALDERAZZI!
LUITAR NÃO É CRIME!

CENTRO BRASILEIRO DE SOLIDARIEDADE AOS POVOS – BRASIL

sexta-feira, 13 de julho de 2018

Chile: Lutador Mapuche, Machi Celestino entra em greve de fome por direitos

Lutador Mapuche, Machi Celestino entra em greve de fome por direitos e dignidade

Condenamos e denunciamos a prisão ilegal do lutador Machi Celestino Cordova, conhecido por lutar pelos direitos do povo mapuche no Chile. Celestino foi preso no início de 2018 sob supostas acusações de envolvimento do assassinato de dois fazendeiros durante uma ocupação de terras em 2013. O ativista mapuche tem lutado de forma incansável desde seu cárcere, denunciando sua condição de preso político e exigindo o direito de participar de culto religioso, segundo tradição de seu povo. 

Estendemos nossa solidariedade à Machi Celestino e todo o povo mapuche em luta pelas suas terras e direitos fundamentais no Chile!

Reproduzimos abaixo reportagem do Jornal A Nova Democracia sobre a situação de Machi Celestino:



REDAÇÃO DE ANDRedação de AND
Machi Celestino Cordóva, bravo lutador pertencente ao povo mapuche que está preso desde o início deste ano, lançou comunicado reafirmando que seguirá em luta dentro do cárcere para ter garantidos seus direitos e convoca todos a defendê-lo. Córdova também chamou todos os democratas a defender a luta do povo mapuche e reagir a todas as agressões a este desatadas.
O objetivo da luta de Cordóva, que tem sido por meio da greve de fome, é conquistar o direito de participar de um culto religioso por 48 horas em sua comunidade natal, tradicional e sagrado para sua cultura. Seu pedido tem sido negado pelo velho Estado; seu estado de saúde na prisão também deteriora. Ele está em greve de fome por mais de 100 dias.
“Centenas de anos o governo chileno nos enganou mais uma vez como povo mapuche, portanto, não podemos deixar que fiquem impunes. Faço um chamado amplo e forte para todas as comunidades em resistência, Mapuche e não-Mapuche, todo o Wallmapu para que eles possam mobilizar-se para obter a minha saída para Rewe, algo totalmente alcançável, porém negam-me o direito à saúde e meu direito à liberdade de culto.”, conclama Celestino Cordóva.
Ele também menciona que sua saúde vem deteriorando-se em decorrência da greve de fome realizada para exigir seu direito de regressar à comunidade, reforçando mais uma vez o pedido de mobilização e divulgação da denúncia de omissão do velho Estado diante do caso.
Celestino Cordóva participou de uma ocupação de terra na fazenda Granja Lamahue, comuna de Vilcún, no Chile. Ele se encontra preso desde o ínicio deste ano acusado de justiçar os fazendeiros Jorge Luchsinger e Viviane Mackay por crimes contra os mapuche, durante a ocupação realizada em 2013."

quinta-feira, 24 de maio de 2018

70 anos da incansável e heroica resistência Palestina às agressões de Israel!

ENGLISH VERSION:
 - https://drive.google.com/file/d/0B7nNcx2XLij0bHRBMlBOWmc1R3ZaRlV1aDYycXkwdVp6cnF3/view?usp=sharing

O que significa o massacre Israelense contra a
“Grande marcha do retorno” do Povo Palestino?

Grande Marcha do Retorno é brutalmente reprimida 




A “Marcha do retorno” é uma grande mobilização do Povo Palestino pelo retorno às suas terras ocupadas pelo sionismo israelense há 70 anos. Nesse período muitos massacres e as mais diversas atrocidades já foram cometidas, diretamente pelo exército sionista ou por suas milícias paramilitares, armadas e com apoio direto do exército, como os massacres de Sabra e Chatila no Líbano em 1982, que duraram mais de 30 horas, com milhares de mortos, entre muitos outros, além das seguidas tentativas de ocupar Gaza.
Só entre o final de março e o início de abril o exército sionista já havia executado 28 palestinos na Faixa de Gaza. Agora em um só dia foram mais de 60 mortos e 2700 feridos num total de mais de 100 mortos e pelo menos 11000 feridos pelos ataques nos últimos meses, segundo o Ministério da saúde de Gaza. Até final de 2017, eram mantidos em torno de 7000 presos palestinos por Israel, entre eles 313 crianças, metade das quais tem quadro grave de desnutrição.  Foram mais de 800.000 expulsos de suas terras, 300 a 500 aldeias destruídas e queimadas desde 1948, ano da criação de Israel.
Na faixa de Gaza vivem mais de 2 milhões de palestinos sofrendo todo tipo de restrições e dificuldades, em função do criminoso bloqueio, imposto por Israel, onde é proibida a entrada de remédios, alimentos, gêneros básicos para a vida, atingindo toda a população, principalmente as crianças.
Mas nem toda a escalada de crimes conseguiu quebrar e submeter o espírito do Povo palestino, mesmo que a cada ano novos e maiores absurdos aconteçam nessa história de massacres. Pelo contrário, a resistência cresce cada vez mais.
 E agora os EUA estabelecem sua embaixada em Jerusalém, em desrespeito completo a decisões da ONU, leis e acordos internacionais que propõem respeitar o fato de Jerusalém ser referência para três grandes religiões. Essa ação, além da provocação aberta aos povos árabes, é mais um passo no sentido da desestabilização e do ataque às nações e povos do oriente médio. E fica ainda mais exposta agora, depois de terem perdido espaço na Síria e novamente procuram criar tumultos para abrir espaço através de mais agressões.
A crise que sacode o sistema capitalista ameaça a dominação imperialista, como nunca antes. E como sempre fizeram, sua única saída é provocar, atacar e pilhar as nações e povos com suas guerras de agressão e o ataque aos direitos dos povos onde Estados burocráticos com governos fantoches, mantém as nações em condições de semifeudalidade, como semicolônias. E quando os povos e governos não se submetem são desestabilizados e atacados abertamente.

O massacre ao povo palestino está exatamente dentro desse quadro.
Faixa de Gaza, 14/05. Foto: Mahmud Hams 

Usando todos os seus meios de propaganda para justificar seus ataques e crimes, os monopólios de imprensa e comunicação fazem o papel para o qual são financiados, apresentando o genocídio como “guerra entre Israel e radicais palestinos”. Reproduzem mil vezes como “notícias”, os argumentos dos criminosos. Repetem as afirmações dos governantes sionistas e norte-americanos de que os mortos são “culpa do Hamas”, e declarações como a do Ministro da defesa de Israel, Avigdor Liberman, de que “não há inocentes em Gaza”! Isso significa a ordem do massacre!
Só falta os dirigentes de Israel marcarem os palestinos com estrelas e construírem câmaras de gás para dizimar e dar uma “solução final” ao povo palestino!
Hitler fez exatamente o mesmo tipo de declaração em relação aos judeus na década de 30, e mesmo quando  as atrocidades que causaram os milhões de mortos da segunda grande guerra, eram respondidas pela resistências dos povos.  Assim como fazem hoje os EUA, culpando Saddam Hussein e Kadafi pelo genocídio que fizeram no Iraque e na Líbia! Como culpavam a resistência comunista e Ho Chi Mim pela grande e criminosa matança que fizeram no Vietnam. E como seguem fazendo, por exemplo quando classificam como terroristas todos os movimentos revolucionários que desenvolvem a luta de emancipação e libertação de seus povos em várias partes do mundo, como as guerras populares na Índia, Peru, Turquia, Filipinas, entre muitas outras. É assim que o imperialismo procura preparar terreno para afogar a resistência dos povos em sangue.

O que então são os “70 anos de existência de Israel”?

Porque a aspiração do povo judeu de ter uma nação nunca correspondeu da parte do imperialismo e seus monopólios de comunicação, ao estimulo à criação de novos Estados para outros povos submetidos pelas nações imperialistas? Como as próprias nações árabes, ou os irlandeses, bascos, curdos, armênios, mapuches no Chile e outras nações indígenas em muitos países, por exemplo?
A ideia da criação do “Estado” de Israel foi conduzida desde os primeiros momentos por poderosos grupos econômicos imperialistas, com a finalidade de servir de ponta de lança para assegurar os seus interesses e seu domínio na região mais rica em petróleo do globo. Não é por acaso que a primeira colônia de judeus na palestina já havia sido financiada no século XIX pelo maior banqueiro do mundo na época, o inglês, Barão Rothschild. E seguiu sendo assim desde o início do século XX, quando as nações imperialistas perdiam sua influência na região, depois de uma longa folha corrida de crimes de toda ordem, de sustentação de governos manipulados e subservientes às suas pilhagens, impostas na base de assassinatos, massacres e genocídios.
 Após a segunda guerra, a campanha pela criação de “um Estado judeu” cresceu rapidamente com a ativa participação dos serviços secretos do imperialismo de forma a colocarem os sionistas no poder do novo ”Estado”. Seguindo o objetivo de criar um Estado forte que mantivesse Estados fracos à sua volta. Dessa forma, desde sua criação, Israel passou a ser um enclave do imperialismo no Oriente Médio. (ver documentário Nakba)
 Sendo criado assim, além de se tornar um centro de agressão aos povos árabes e reproduzir o desvario e as atrocidades dos nazistas, antigos algozes de seu próprio povo, o sionismo transformou Israel num dos Estados mais criminosos do mundo. Fabricando e exportando equipamentos de morte, de tortura, usados por governos criminosos contra seus respectivos povos em muitos países. Os mais sinistros caveirões comprados pelo governo de São Paulo para reprimir manifestações, por exemplo, são importados de Israel, assim como muitos outros equipamentos de repressão usados no nosso país. Técnicas de atentados terroristas, assassinatos, envenenamentos, crimes diversos, são ensinadas e praticadas amplamente pelo Mossad (serviço secreto de Israel), um centro internacional de crimes como a CIA norte americana.
A proteção e o incentivo do imperialismo, primeiro Inglês e depois norte americano, teve exatamente esse objetivo. Uma história de ataques e desestabilizações de governos da região, assassinatos políticos, agressões aos povos árabes, cometendo particularmente crimes hediondos contra o Povo Palestino. Tudo isso diante dos olhos indignados dos povos de todo o mundo. Mas contando para agir assim, como sempre, com o apoio dos países e governantes imperialistas, como caso de Trump. Os EUA, inclusive, fornecem aporte financeiro de bilhões de dólares anuais. E é com essa mesma prepotência, conhecida de todos, que impedem a condenação de Israel na ONU, reforçando o sinistro papel do Estado sionista.
Os alemães não eram todos nazistas, quando aquele Estado foi imposto ao povo alemão nas décadas de 1920 e 1930, assim como não são todos os judeus que são sionistas. Esses regimes criminosos, esse velho tipo de Estado são impostos aos povos em função do domínio econômico e militar imperialista e seus grandes grupos econômicos, para assegurar seu controle. Massacram seu próprio povo se for preciso, e todos os povos que lutem por seus direitos e sua soberania ou ofereçam resistência.

Nada disso intimida o Heroico Povo Palestino!

Portanto, nossa saudação e toda a nossa solidariedade ao povo palestino! Nossa saudação a brava resistência palestina! Que continua dando seu exemplo de coragem, de heroísmo, de luta sem quartel contra as agressões sionistas e imperialistas. Os povos de todo o mundo rendem a cada dia, sua homenagem aos heróis e mártires desse grande povo! E seguem, animados por esse grandioso exemplo no caminho inexorável da luta por sua emancipação e a libertação de toda a humanidade. Como uma nova grande onda de lutas e revoluções que varrerá de vez o imperialismo e seus lacaios da face da terra!


segunda-feira, 2 de abril de 2018

Palestina: Sangrenta repressão à Grande Marcha do Retorno

Reproduzimos a seguir importante denúncia do Jornal A Nova Democracia sobre repressão do Exército sionista desatada contra as massas palestinas:

"Palestina: Sangrenta repressão à Grande Marcha do Retorno



O Exército sionista executou 15 palestinos na fronteira da Faixa de Gaza no dia 30 de março. Um total de 30 mil palestinos realizam a Grande Marcha do Retorno - onde recordam a expulsão de suas terras promovida por Israel e exigem a sua retomada.
O confronto iniciou-se quando milhares de palestinos chegaram à fronteira. Tropas sionistas atiraram com armas de guerra contra as massas desarmadas, sem nenhum escrúpulo. Depois, tentou dispersar o protesto com centenas de bombas de gás lacrimogêneo, sendo respondida com arremesso de pedras, coquetel molotov pelos palestinos. Barricadas com pneus em chamas foram levantadas.
Os palestinos denunciam também que dois camponeses foram atacados por soldados perto da fronteira da Faixa de Gaza com Khan Yunis. Os camponeses foram alvos enquanto transitavam em direção às suas terras e não participavam de protestos. Um dos camponeses morreu.
Esse foi o primeiro dia da Grande Marcha do Retorno, que está prevista para durar seis semanas, até 15 de maio. A marcha foi convidada espontaneamente, mas tem apoio do Hamas - movimento pela libertação nacional mais consequente na atualidade.
O Exército sionista atacou posições do Hamas, após a repressão sangrenta na Faixa de Gaza. Bombardeios com aviões e tanques foram realizados.
ALCANÇAR O RETORNO
A Associação de Nova Democracia Nuevo Peru (Hamburgo, Alemanha) publicou em seu sítio um importante comentário, por ocasião da sangrenta repressão.
Desmascarando a tese imperialista de 'solução com dois Estados' – isto é, a coexistência entre a Palestina e o sionismo –, os maoistas afirmam que 'em essência, a chamada solução dos ‘Dois Estados’ serve para manter a imagem de que alguns territórios estão em 'mãos palestinas' sob um regime de 'autonomia', mas que no fundo são territórios que estão sob a autoridade de ocupação, isto é, de Israel'.
Segundo a Associação, a situação equivaleria a um regime de apartheid, onde apenas uma minoria de palestinos teria reconhecida sua condição de “cidadão” para ser oprimido dentro de sua própria terra, enquanto a maioria seguiria impedida de retornar à sua terra.
'Ao povo palestino, corresponde aprender com essas experiências sangrentas para elevar sua consciência e seguir lutando por suas reivindicações e elevar essa luta até a revolução democrática, mediante a guerra popular, para acabar com o imperialismo, o sionismo e seus lacaios, alcançando assim, e só assim, a pátria palestina e o direito ao retorno.' conclui a Associação."

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

JUSTIÇA PARA O MAPUCHE BRANDON HERNÁNDEZ HUENTECOL!

Punição para o sargento Cristian Rivera Silva responsável pelos 180 estilhaços que atingiram o jovem mapuche!



Na última segunda-feira, dia 6 de agosto, foi organizada uma manifestação no Chile pedindo justiça para Brandon Hernández Huentecol. O ato contou com a presença de dezenas de pessoas, entre elas mapuches e não mapuches, que exigiam a punição do Sargento que comandou a operação das Forças Policiais Especiais, que realizaram em dezembro de 2016 uma violenta operação, contra a comunidade de Wallmapu no Chile. A comunidade mapuche exige que os crimes cometidos sejam investigados. 
O jovem mapuche, Brandon Hernandez, de 17 anos na ocasião foi atingido por cerca de 180 estilhaços de chumbo ao proteger seu irmão mais novo, de 13 anos, da violência policial. Os disparos foram efetuados pelas costas do jovem enquanto este abraçava seu irmão. 
Brandon passou por 16 cirurgias complexas e segue com 30 pedaços de chumbo alojados em seu corpo. 
Este crime bárbaro está prestes a completar um ano e até hoje o sargento permanece impune. A manifestação ocorrida no início desta semana foi duramente reprimida pela polícia que levou alguns ativistas presos, por outro lado mesmo diante da repressão dezenas de pessoas persistiram firmemente exigindo justiça para o caso e denunciando a responsabilidade do Estado chileno.

O CEBRASPO se soma a campanha com os companheiros e companheiras do Chile, exigindo justiça para o caso e denunciando as barbaridades cometidas contra os mapuches!





Viva a resistência do povo Mapuche!

Justiça para Brandon Hernández Huentecol!


segunda-feira, 28 de agosto de 2017

SEMINÁRIO: 22 ANOS DA RESISTÊNCIA CAMPONESA DE CORUMBIARA E OS CONFLITOS AGRÁRIOS NA ATUALIDADE



Dia 30 de Agosto (quarta-feira)- Horário: 19 horas
Local; Campus da UNIR (Auditório da UAB) – Porto Velho

A Associação Brasileira dos Advogados do Povo- ABRAPO e o Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos convidam para o Seminário intitulado 22 ANOS DA RESISTÊNCIA CAMPONESA DE CORUMBIARA E OS CONFLITOS AGRÁRIOS NA ATUALIDADE a ser realizado no dia 30 de agosto de 2017 a partir das 19 horas no Auditório da UAB- Campus da UNIR –Porto Velho.

Em 1995, no município de Corumbiara, 600 famílias camponesas tomaram a fazenda Santa Elina. Grande aparato de policiais e pistoleiros, fortemente armados, invadiram o acampamento na madrugada do dia 9 de agosto. Os camponeses opuseram heroica resistência, e com as armas que tinham – paus, foices e espingardas – sustentaram combate até esgotarem seus recursos. Depois de rendidos, os camponeses foram humilhados, espancados, torturados e 9 camponeses foram executados, inclusive a menina Vanessa, de apenas 7 anos. Vários camponeses morreram tempos depois, em consequência das graves sequelas. Depois de diversas lutas, em 2010, famílias organizadas pelo CODEVISE – Comitê de Defesa das Vítimas de Santa Elina e a LCP finalmente retomaram a maior parte da fazenda Santa Elina, resistiram a ataques de todo o tipo, cortaram as terras por conta e distribuíram os lotes entre si, onde cada família logo começou a viver e trabalhar.
Hoje, passados 22 anos, as forças do latifúndio e do Estado continuam tratando a luta pela terra com violência. Segundo o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Rondônia tem 106 áreas em situação de disputa, em 23 municípios.  Ao todo são 8.759 famílias acampadas, sendo 25% enquadradas em "alto grau de risco de conflitos graves", mas sabemos que esses números são muito maiores.
Centenas de camponeses já foram assassinadas nos últimos anos em Rondônia e os dados revelam a verdadeira situação de terror a que estão submetidos os camponeses em todo o País.  Seguem os assassinando crescentemente camponeses e indígenas, principalmente suas lideranças combativas. Só este ano fizeram massacres em Colniza (Mato Grosso) e em Pau D’Arco (Pará), totalizando só nesses dois episódios 19 camponeses executados.
Contamos com as organizações de direitos humanos, ativistas do movimento camponês, intelectuais, advogados, dirigentes sindicais, professores, estudantes e todos os trabalhadores que apoiam a justa luta dos camponeses por seu direito historicamente negado de ter um pedaço de terra para trabalhar e viver.
O momento necessita de discussão e ação das organizações que defendem os direitos do povo. Contamos com vossa participação.

        ABRAPO – ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS ADVOGADOS DO POVO
CEBRASPO - CENTRO BRASILEIRO DE SOLIDARIEDADE AOS POVOS

terça-feira, 23 de maio de 2017

POLICIAIS SÃO CONSTANTEMENTE DENUNCIADOS POR TRABALHAREM COMO PISTOLEIROS PARA LATIFUNDIÁRIOS EM RO

No dia 16/05, o camponês Paulo Sérgio Bento Oliveira, de 36 anos, foi covardemente executado pelo Grupo de Operações Especiais (GOE) da Polícia Militar (PM), na cidade de Mirante da Serra, no estado de Rondônia.
        
Afim de barrar a justa luta pela terra na região, camponeses sem terra e principalmente lideranças são perseguidas, ameaçadas, torturadas e assassinadas por pistoleiros. Frequentemente quem cumpre esse papel de "bando armado do latifúndio" é a própria polícia.

A realidade latifundiária e o conflito agrário no campo não são particulares do estado de Rondônia, entretanto é importante lembrarmos que este estado apresentou nos últimos anos o maior número de mortes no campo decorrente da luta pela terra.

De acordo com o balanço anual realizado pela CPT, o número de execuções no campo em 2015 foi o maior desde 2002. A maior parte dos assassinatos ocorreu no estado de Rondônia onde foram contabilizadas 21 mortes, em seguida o estado do Pará com 19 mortes. De acordo com a Agência Brasil, "o perfil predominante das mortes foi de indivíduos envolvidos em movimentos de luta pela regularização fundiária, como é o caso de uma família do município paraense de Conceição do Araguaia, que teve todos os seus cinco membros mortos a golpe de facão e tiros em fevereiro do ano passado." 

O tamanho dos latifúndios e a quantidade de famílias a espera pela promessa de reforma agrária dos governos tem levado muitos movimentos no campo a defenderem o corte imediato das terras para que os camponeses possam trabalhar e viver.

 "O Brasil registrou durante o primeiro governo da presidente Dilma Rousseff um aumento de concentração de terras em grandes propriedades privadas de pelo menos 2,5%. Dados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) revelam que, entre 2010 e 2014, seis milhões de hectares passaram para as mãos dos grandes proprietários — quase três vezes o estado de Sergipe. Segundo o Sistema Nacional de Cadastro Rural, as grandes propriedades privadas saltaram de 238 milhões para 244 milhões de hectares. (...) Há 130 mil grandes imóveis rurais, que concentram 47,23% de toda a área cadastrada no Incra. Para se ter uma ideia do que esse número representa, os 3,75 milhões de minifúndios (propriedades mínimas de terra) equivalem, somados, a quase um quinto disso: 10,2% da área total registrada. No governo Lula, de 2003 a 2010, o aumento das grandes propriedades, públicas e privadas, foi ainda maior do que na gestão de Dilma. Elas saltaram de 214,8 milhões, em 2003, para 318 milhões de hectares em 2010: aumento de 114 milhões de hectares. " Fonte: https://oglobo.globo.com/brasil/concentracao-de-terra-cresce-latifundios-equivalem-quase-tres-estados-de-sergipe-15004053

Em outras palavras, podemos dizer que a área representada pelos estados do Paranã e e São Paulo juntos está na mão de cerca de 300 latifundiários, enquanto temos no campo aproximadamente 5 milhões de famílias sem terra, ou com pouca terra, "a espera'' de chão para viverem e plantarem.