quinta-feira, 24 de maio de 2018

70 anos da incansável e heroica resistência Palestina às agressões de Israel!

ENGLISH VERSION:
 - https://drive.google.com/file/d/0B7nNcx2XLij0bHRBMlBOWmc1R3ZaRlV1aDYycXkwdVp6cnF3/view?usp=sharing

O que significa o massacre Israelense contra a
“Grande marcha do retorno” do Povo Palestino?

Grande Marcha do Retorno é brutalmente reprimida 




A “Marcha do retorno” é uma grande mobilização do Povo Palestino pelo retorno às suas terras ocupadas pelo sionismo israelense há 70 anos. Nesse período muitos massacres e as mais diversas atrocidades já foram cometidas, diretamente pelo exército sionista ou por suas milícias paramilitares, armadas e com apoio direto do exército, como os massacres de Sabra e Chatila no Líbano em 1982, que duraram mais de 30 horas, com milhares de mortos, entre muitos outros, além das seguidas tentativas de ocupar Gaza.
Só entre o final de março e o início de abril o exército sionista já havia executado 28 palestinos na Faixa de Gaza. Agora em um só dia foram mais de 60 mortos e 2700 feridos num total de mais de 100 mortos e pelo menos 11000 feridos pelos ataques nos últimos meses, segundo o Ministério da saúde de Gaza. Até final de 2017, eram mantidos em torno de 7000 presos palestinos por Israel, entre eles 313 crianças, metade das quais tem quadro grave de desnutrição.  Foram mais de 800.000 expulsos de suas terras, 300 a 500 aldeias destruídas e queimadas desde 1948, ano da criação de Israel.
Na faixa de Gaza vivem mais de 2 milhões de palestinos sofrendo todo tipo de restrições e dificuldades, em função do criminoso bloqueio, imposto por Israel, onde é proibida a entrada de remédios, alimentos, gêneros básicos para a vida, atingindo toda a população, principalmente as crianças.
Mas nem toda a escalada de crimes conseguiu quebrar e submeter o espírito do Povo palestino, mesmo que a cada ano novos e maiores absurdos aconteçam nessa história de massacres. Pelo contrário, a resistência cresce cada vez mais.
 E agora os EUA estabelecem sua embaixada em Jerusalém, em desrespeito completo a decisões da ONU, leis e acordos internacionais que propõem respeitar o fato de Jerusalém ser referência para três grandes religiões. Essa ação, além da provocação aberta aos povos árabes, é mais um passo no sentido da desestabilização e do ataque às nações e povos do oriente médio. E fica ainda mais exposta agora, depois de terem perdido espaço na Síria e novamente procuram criar tumultos para abrir espaço através de mais agressões.
A crise que sacode o sistema capitalista ameaça a dominação imperialista, como nunca antes. E como sempre fizeram, sua única saída é provocar, atacar e pilhar as nações e povos com suas guerras de agressão e o ataque aos direitos dos povos onde Estados burocráticos com governos fantoches, mantém as nações em condições de semifeudalidade, como semicolônias. E quando os povos e governos não se submetem são desestabilizados e atacados abertamente.

O massacre ao povo palestino está exatamente dentro desse quadro.
Faixa de Gaza, 14/05. Foto: Mahmud Hams 

Usando todos os seus meios de propaganda para justificar seus ataques e crimes, os monopólios de imprensa e comunicação fazem o papel para o qual são financiados, apresentando o genocídio como “guerra entre Israel e radicais palestinos”. Reproduzem mil vezes como “notícias”, os argumentos dos criminosos. Repetem as afirmações dos governantes sionistas e norte-americanos de que os mortos são “culpa do Hamas”, e declarações como a do Ministro da defesa de Israel, Avigdor Liberman, de que “não há inocentes em Gaza”! Isso significa a ordem do massacre!
Só falta os dirigentes de Israel marcarem os palestinos com estrelas e construírem câmaras de gás para dizimar e dar uma “solução final” ao povo palestino!
Hitler fez exatamente o mesmo tipo de declaração em relação aos judeus na década de 30, e mesmo quando  as atrocidades que causaram os milhões de mortos da segunda grande guerra, eram respondidas pela resistências dos povos.  Assim como fazem hoje os EUA, culpando Saddam Hussein e Kadafi pelo genocídio que fizeram no Iraque e na Líbia! Como culpavam a resistência comunista e Ho Chi Mim pela grande e criminosa matança que fizeram no Vietnam. E como seguem fazendo, por exemplo quando classificam como terroristas todos os movimentos revolucionários que desenvolvem a luta de emancipação e libertação de seus povos em várias partes do mundo, como as guerras populares na Índia, Peru, Turquia, Filipinas, entre muitas outras. É assim que o imperialismo procura preparar terreno para afogar a resistência dos povos em sangue.

O que então são os “70 anos de existência de Israel”?

Porque a aspiração do povo judeu de ter uma nação nunca correspondeu da parte do imperialismo e seus monopólios de comunicação, ao estimulo à criação de novos Estados para outros povos submetidos pelas nações imperialistas? Como as próprias nações árabes, ou os irlandeses, bascos, curdos, armênios, mapuches no Chile e outras nações indígenas em muitos países, por exemplo?
A ideia da criação do “Estado” de Israel foi conduzida desde os primeiros momentos por poderosos grupos econômicos imperialistas, com a finalidade de servir de ponta de lança para assegurar os seus interesses e seu domínio na região mais rica em petróleo do globo. Não é por acaso que a primeira colônia de judeus na palestina já havia sido financiada no século XIX pelo maior banqueiro do mundo na época, o inglês, Barão Rothschild. E seguiu sendo assim desde o início do século XX, quando as nações imperialistas perdiam sua influência na região, depois de uma longa folha corrida de crimes de toda ordem, de sustentação de governos manipulados e subservientes às suas pilhagens, impostas na base de assassinatos, massacres e genocídios.
 Após a segunda guerra, a campanha pela criação de “um Estado judeu” cresceu rapidamente com a ativa participação dos serviços secretos do imperialismo de forma a colocarem os sionistas no poder do novo ”Estado”. Seguindo o objetivo de criar um Estado forte que mantivesse Estados fracos à sua volta. Dessa forma, desde sua criação, Israel passou a ser um enclave do imperialismo no Oriente Médio. (ver documentário Nakba)
 Sendo criado assim, além de se tornar um centro de agressão aos povos árabes e reproduzir o desvario e as atrocidades dos nazistas, antigos algozes de seu próprio povo, o sionismo transformou Israel num dos Estados mais criminosos do mundo. Fabricando e exportando equipamentos de morte, de tortura, usados por governos criminosos contra seus respectivos povos em muitos países. Os mais sinistros caveirões comprados pelo governo de São Paulo para reprimir manifestações, por exemplo, são importados de Israel, assim como muitos outros equipamentos de repressão usados no nosso país. Técnicas de atentados terroristas, assassinatos, envenenamentos, crimes diversos, são ensinadas e praticadas amplamente pelo Mossad (serviço secreto de Israel), um centro internacional de crimes como a CIA norte americana.
A proteção e o incentivo do imperialismo, primeiro Inglês e depois norte americano, teve exatamente esse objetivo. Uma história de ataques e desestabilizações de governos da região, assassinatos políticos, agressões aos povos árabes, cometendo particularmente crimes hediondos contra o Povo Palestino. Tudo isso diante dos olhos indignados dos povos de todo o mundo. Mas contando para agir assim, como sempre, com o apoio dos países e governantes imperialistas, como caso de Trump. Os EUA, inclusive, fornecem aporte financeiro de bilhões de dólares anuais. E é com essa mesma prepotência, conhecida de todos, que impedem a condenação de Israel na ONU, reforçando o sinistro papel do Estado sionista.
Os alemães não eram todos nazistas, quando aquele Estado foi imposto ao povo alemão nas décadas de 1920 e 1930, assim como não são todos os judeus que são sionistas. Esses regimes criminosos, esse velho tipo de Estado são impostos aos povos em função do domínio econômico e militar imperialista e seus grandes grupos econômicos, para assegurar seu controle. Massacram seu próprio povo se for preciso, e todos os povos que lutem por seus direitos e sua soberania ou ofereçam resistência.

Nada disso intimida o Heroico Povo Palestino!

Portanto, nossa saudação e toda a nossa solidariedade ao povo palestino! Nossa saudação a brava resistência palestina! Que continua dando seu exemplo de coragem, de heroísmo, de luta sem quartel contra as agressões sionistas e imperialistas. Os povos de todo o mundo rendem a cada dia, sua homenagem aos heróis e mártires desse grande povo! E seguem, animados por esse grandioso exemplo no caminho inexorável da luta por sua emancipação e a libertação de toda a humanidade. Como uma nova grande onda de lutas e revoluções que varrerá de vez o imperialismo e seus lacaios da face da terra!


segunda-feira, 30 de abril de 2018

VELHO ESTADO INDIANO EXECUTA COVARDEMENTE CAMPONESES E COMBATENTES REVOLUCIONÁRIOS


REPUDIAMOS O MASSACRE DE GADCHIROLI (ÍNDIA) E EXIGIMOS PUNIÇÃO AOS MANDANTES E EXECUTORES!

Mais uma vez as massas em luta na Índia foram alvo de covardes execuções perpetradas pelas forças policiais sob o mando do governo fascista de Modi.
O governo Indiano sob argumento de que houve confronto com os guerrilheiros tenta justificar o ataque criminoso de seus agentes da repressão, porém novamente ocorreu um “falso encontro”, evento cotidiano na Índia em que os grupos paramilitares a soldo do governo de Modi e os agentes da repressão do governo simulam confrontos para justificar os sequestros e torturas seguidas de execuções sumárias de dirigentes revolucionários e praticar o genocídio das massas em luta. O número oficial de vítimas é de 37 pessoas, entre guerrilheiros do Exército Guerrilheiro Popular de Libertação (combatentes dirigidos pelo PCI-Maoista) e massas camponesas que estão aderindo cada dia em maior número ao processo de Revolução de Nova Democracia em curso naquele país.
Este ataque está inserido no contexto da Operação Caçada Verde que lançando mão de ataques covardes como esses “falsos encontros”, o extermínio completo de aldeias por grupos paramilitares a soldo do velho Estado indiano, e até o uso de ataques aéreos tem tentando parar o avanço da luta das massas naquele país, e em particular a luta dos povos Advasis (povos tribais) contra o latifúndio e as grandes companhias imperialistas de mineração.
Fazemos coro com as demais entidades internacionais que tem se posicionado contra mais esse genocídio perpetrado contra as massas indianas e convocamos todas as entidades defensoras dos direitos do povo e internacionalistas a se posicionarem e denunciarem o velho Estado indiano que sob a gerencia do fascista Modi recorre a brutal e criminosa repressão para tentar parar a luta das massas. E declaramos nosso incondicional apoio as massas indianas que estão em luta para derrubar esse velho estado para a construção de uma nova e justa sociedade.

PELA APURAÇÃO E PUNIÇÃO IMEDIATA AOS MANDANTES E EXECUTORES DESSE MASSACRE!
ABAIXO A OPERAÇÃO CAÇADA VERDE!
LIBERDADE PARA O PROFESSOR SAIBABA E TODOS OS PRESOS POLÍTICOS DA ÍNDIA!


CENTRO BRASILEIRO DE SOLIDARIEDADE AOS POVOS – BRASIL, 30 DE ABRIL DE 2018


Para mais informações sobre a Operação Caçada Verde acesse: https://drive.google.com/file/d/0B7nNcx2XLij0cElWU2djcTVmLUZEZS1Wa3V2cUFxbTRXNkZn/view

sábado, 14 de abril de 2018

PR: Judiciário proibe manifestações em Curitiba

Reproduzimos a seguir denúncia realizada pelo Jornal A Nova Democracia sobre o direito de livre manifestação em Curitiba.

"PR: Judiciário proibe manifestações em Curitiba



 

O judiciário de Curitiba proibiu trânsito de pessoas próximo à Superintendência da Polícia Federal (PF), em liminar expedida no da 7 de abril, atendendo a pedido da prefeitura. Acampamentos e ocupações de praças e ruas também foram proibidos – o que, em suma, proibiu o direito à livre manifestação em toda Curitiba.
Logo após essa determinação, a repressão se assanhou. Ainda no dia 7, à noite, manifestantes que protestavam contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio foram covardemente atacados por agentes da PF, com bombas de gás, cassetetes e balas de borracha, no bairro Santa Cândida, em Curitiba. Ao menos oito ficaram feridos, sendo que três precisaram ser hospitalizadas. 
De acordo com os presentes, o ato seguia sem nenhum tipo de confronto. Quando o helicóptero da PF chegou com Luiz Inácio, a polícia começou a atacar os manifestantes que se posicionavam contra a prisão.
A PF afirmou que não vai se manifestar sobre a repressão que desatou contra os manifestantes.
Segundo analisam os Editoriais de AND, esses episódios – desde a morte de Marielle, a prisão de Luiz Inácio (atropelando os marcos constitucionais) e a proibição e repressão às manifestações – fazem parte da escalada da reacionarização do velho Estado brasileiro, que desata sua repressão contra um espectro cada vez mais amplo do movimento popular como parte de sua centralização de poder nas Forças Armadas – como preparativo para o golpe de Estado militar contrarrevolucionário."

sexta-feira, 13 de abril de 2018

USA: FBI tenta intimidar maoistas no Texas

Reproduzimos grave denúncia de perseguição a lutadores do povo ocorrida no Estado imperialista ianque, conforme noticiado pelo Jornal A Nova Democracia.


 

O militante revolucionário "camarada Dallas", do movimento maoista Guardas Vermelhos de Austin (Texas), foi preso no dia 9 de março por agentes do FBI (Gabinete Federal de Investigação, em português). Camarada Dallas foi preso acusado de "porte ilegal de armas" que, segundo o próprio Dallas, são todas legalmente adquiridas.
O camarada Dallas - nome de guerra do ativista, que não teve seu nome legal divulgado - foi preso enquanto se deslocava a um escritório para regularizar sua situação legal, visto que ele tem sido alvo de várias prisões políticas.
Segundo os Guardas Vermelhos de Austin, em nota publicada em seu site, os agentes federais cercaram Dallas e afirmaram que “se você não quer estar em apuros, basta ficar longe dos comunistas”. Eles afirmam que isto comprova o caráter político da prisão e acusam um antigo ativista, de nome “Jesus”, de ter agido como agente inimigo infiltrado. Além do camarada Dallas, sua companheira - também sem nome divulgado - está detida.
O camarada Dallas já havia sofrido com a repressão brutal do Estado ianque. Em 13 de novembro de 2016, ele foi preso sob a falsa acusação de agressão a um policial, e durante o "interrogatório" teve seu pescoço fraturado em dois lugares por um agente federal, que ainda negligenciou atendimento médico.
Os maoistas de Austin analisam que essa repressão ao camarada Dallas tem o objetivo de intimidar e aterrorizar o movimento revolucionário na região, que, afirmam, se destacou no cenário nacional e internacional pela sua combatividade e alto nível de organização comunista.
MAIOR UNIFICAÇÃO
Em outras partes do país, coletivos maoistas se mobilizam na campanha pela libertação do camarada Dallas e estreitam sua atuação conjunta. O movimento Coletivo Maoista Queen City aderiu à campanha e passou a denominar-se Guardas Vermelhos de Charlotte. O mesmo se passou com o Coletivo Revolucionário Kansas City, que passou a denominar-se Guardas Vermelhos de Kansas City. Todos ressaltam que passam a trabalhar, agora, no objetivo de construir o Partido Comunista Maoista e que se inspiram na guerra popular do Peru.
No estrangeiro, vários movimentos e organizações revolucionárias fizeram ações ou emitiram pronunciamentos. Entre eles, o Coletivo Vermelho de Hamburgo, Alemanha, fez uma pichação com os dizeres Dallas livre! e Abaixo o imperialismo ianque!,em inglês."


quinta-feira, 12 de abril de 2018

AND: Índia - Saibaba sofre maus tratos na prisão

Reproduzimos a seguir importante denúncia feita no Jornal A Nova Democracia sobre as condições desumanas da prisão ilegal do ativista democrático G.N. Saibaba nas mãos do velho estado indiano.

"Índia: Saibaba sofre maus tratos na prisão

 

quarta-feira, 11 de abril de 2018

CPT: Lideranças de Mangabal (PA) marcadas para morrer

Reproduzimos grave denúncia da Comissão Pastoral da Terra (CPT) sobre ameaças de morte à lideranças do Assentamento Extrativista Montanha e Mangabal:

 

"NOTA - Lideranças de Mangabal (PA) marcadas para morrer




Equipe da CPT BR 163 denuncia que lideranças do Projeto de Assentamento Extrativista (PAE) Montanha e Mangabal são ameaçadas de morte por defender o seu território na região Oeste do Pará. (Na imagem o sr. Francisco, conhecido como Chico Catitú, um dos ameaçados na região / Foto: Liro Clareto).

Lideranças do Tapajós, Francisco Firmino Silva e Ageu Lobo Pereira saíram às pressas de casa, no Beiradão do Rio Tapajós para não serem mortos por pistoleiros que estão à sua procura. As lideranças estão sofrendo ameaças por realizar ações de proteção ambiental e territorial do Projeto de Assentamento Extrativista (PAE) Montanha e Mangabal, e em aliança com o Povo Munduruku lutam contra a garimpagem ilegal, extração ilegal de madeira e palmito em seus territórios. 
Conhecidos de Francisco (Chico Catitú), o alertaram sobre as ameaças que vieram de chefes dos garimpos, madeireiros e palmiteiros da região que querem “dar um jeito nos ribeirinhos” que por suas iniciativas de resistência em defesa do território do PAE Montanha e Mangabal, estavam ameaçando as atividades ilegais na região.
Ageu, presidente da Associação da Comunidade Tradicional Montanha e Mangabal disse que os invasores do território, em especial os garimpeiros, estão revoltados por terem saído de lá. Com a autodemarcação e a saída de garimpeiros, grileiros, madeireiros e palmiteiros do PAE, desencadeou diversas ameaças às lideranças, que temem por suas vidas.
Após informações de que homens estavam a sua procura, Ageu atravessou o Rio Tapajós de “rabeta” e foi ao encontro dos caciques Munduruku da terra indígena Sawre Muybu para relatar o que estava acontecendo no território e as ameaças direcionadas a sua pessoa e às demais lideranças do PAE Montanha e Mangabal. Em seguida, teve que sair da região e procurar ajuda dos parceiros da luta e órgãos competentes para informar a situação.
Para Ageu Lobo que está longe de casa, essa situação está o deixando cada vez mais triste e apreensivo. Ele teme por sua vida. “Estou triste, não sou nenhum criminoso para viver assim longe de casa e não poder voltar. E saber que estou nessa condição por defender o que é meu direito. Que é para o bem de todos, bem dos beradeiros de Mangabal, para os parentes Munduruku. Estou defendendo o que é o nosso, nosso Rio Tapajós e nossas florestas, eles servem de subsistência para todos nós”.
Montanha e Mangabal é ocupada por ribeirinhos há mais de 140 anos, mas só foi reconhecida como território tradicional pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), em 2013. O PAE sofre intensas pressões como a grilagem, garimpos, madeireiros e outros. Desde seu reconhecimento oficial, os ribeirinhos de Montanha e Mangabal lutam para que o Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária), Superintendência Regional (SR) 30, em Santarém, Oeste do Pará, faça a demarcação do Projeto de Assentamento Extrativista Montanha e Mangabal.
Após pressão das famílias assentadas e do Ministério Público Federal, que recomendou que fossem paralisadas as atividades exploratórias dentro do PAE, o Incra iniciou o georreferenciamento da área, regularizando as famílias que há várias gerações escolheram a beira do Rio Tapajós para viver.
Além disso as famílias do Assentamento também lutam diariamente para defender o território, que vive sob ameaças de grandes empreendimentos, como as Hidrelétricas de São Luiz do Tapajós e Jatobá, uma vez que o PAE seria diretamente atingido por esses empreendimentos. Mas defender a vida no território que historicamente tem sido alvo de conflitos é, sobretudo, pôr em risco a vida daqueles que estão na linha de frente na defesa dos direitos humanos.
O Estado do Pará está na lista de um dos estados mais violentos e campeão em assassinatos no campo, uma dura e cruel realidade para quem defende o direito de permanecer em seus territórios com dignidade. São inúmeras as lideranças ameaçadas, que assim como Ageu Lobo, Pedro e Chico Catitú se veem obrigadas a deixarem suas casas e sua comunidade.
A Comissão Pastoral da Terra acompanha de perto as diversas formas de conflitos no campo e tem avaliado de forma negativa a responsabilidade do Estado do Pará, os assassinatos e a violência no campo tem mostrado como o Estado tem agido, na maioria das vezes conivente e pactuando com a prática de violência. Esse tem sido um cenário preocupante para quem vive da terra e necessita do território para continuar vivendo e defendendo um meio ambiente equilibrado na garantia do futuro das próximas gerações.
A violência é fruto da falta de uma política fundiária justa e da ausência do Estado no que concerne a aplicabilidade dos direitos e garantias fundamentais, que possibilitem melhorar a qualidade de vida dos povos do campo; esse cenário tende a se intensificar com o avanço do agronegócio e da instalação dos grandes projetos no Tapajós que se apropria dos territórios tradicionais e das riquezas naturais que neles existem, para transformar esses bens naturais em mercadorias.
Por tudo isso, a Comissão Pastoral da Terra se solidariza com as lideranças da comunidade de Montanha e Mangabal que corre risco de vida, bem como todas as outras lideranças ameaçadas por defender seus direitos, refirmamos o nosso compromisso de continuarmos lutando em defesa da vida e vida com dignidade! 
Comissão Pastoral da Terra - equipe da BR 163
Itaituba - PARÁ, 26 de março de 2018."

terça-feira, 10 de abril de 2018

PA: Ativista da CPT é preso preventivamente em Anapu

Reproduzimos grave denúncia compartilhada pelo Jornal A Nova Democracia sobre ativista da CPT preso de forma arbitrária na Estado de Pará.

PA: Ativista da CPT é preso preventivamente em Anapu



 



O ativista da Comissão Pastoral da Terra (CPT), José Amaro Lopes de Sousa, foi preso preventivamente pela Polícia Civil em Anapu, sudoeste do Pará, na manhã de 27 de março.
O agente da CPT está sendo investigado pela Polícia Civil de Anapu por uma suposta participação em uma série de crimes, entre eles associação criminosa, ameaça, esbulho possessório, assédio sexual e extorsão. Após a conclusão da investigação caberá ao Ministério Público oferecer denúncia contra o ativista ou requerer o arquivamento do inquérito.
De acordo com a CPT, o inquérito policial aberto em 4 de março do ano passado foi motivado por uma denúncia do latifundiário Silvério Albano Fernandes de que José Sousa seria o “chefe” de uma organização criminosa por trás da tentativa de ocupação da fazenda Santa Maria, pretensamente pertencente a Silvério Fernandes.
O ativista da CPT foi encaminhado para o Centro de Recuperação Regional de Altamira (CRRALT), onde desde setembro do ano passado está preso Regivaldo Pereira Galvão, conhecido como Taradão, um dos mandantes do assassinato covarde de Dorothy Stang, de 73 anos, ocorrido em 12 de fevereiro de 2005, em Anapu, que apoiava a luta pela terra na região.
Há anos José de Sousa, padre da Paróquia de Santa Luzia de Anapu desde 1998, vem denunciando os crimes de latifundiários, pistoleiros e funcionários de órgãos do velho Estado que agem em benefício dos grandes proprietários de terras e dos monopólios (nativos e estrangeiros) e recebendo ameaças de morte em Anapu. Ele atua principalmente no Projeto de Desenvolvimento Sustentável (PDS) Esperança.
No dia 9 de março, José de Sousa havia participado de audiência pública em Anapu intitulada “Conflitos e Mortes de Trabalhadores Rurais em Anapu e região”, organizada pela Comissão de Direito Agrário da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Pará.
Entre 2015 e 2018, ao menos 15 pessoas foram assassinadas no contexto de conflitos agrários em Anapu. Assim como em outros municípios paraenses, circula por Anapu uma lista de pessoas marcadas pelo latifúndio para morrer.
Em nota, a CPT qualificou de “arbitrária” e “injusta” a prisão de José Sousa e de “caluniosas” as acusações contra ele. “Repudiamos todo o processo de criminalização promovida por agentes da polícia civil de Anapu contra o Padre Amaro, que levou ao absurdo de uma prisão preventiva a partir de acusações infundadas, com o intuito de desmoralizar toda sua história de luta. Contudo, nos manteremos fortes e firmes em nossa luta de transformação profunda desta sociedade desigual e injusta.”, frisou a entidade democrática.
A prisão do ativista levou a um conjunto de organizações populares e democráticas a lançarem notas de solidariedade a ele e a exigirem a revogação imediata da prisão preventiva.
“Estamos aqui para denunciar mais esta ação, imoral, cruel e injusta de Estado brasileiro, que por meios inescrupulosos, em conjunto com os manda chuvas, latifundiários e grileiros da região de Anapu, tenta calar a voz de quem se levanta para denunciar as injustiças praticadas contra camponeses, povos indígenas e todas comunidades de povos tradicionais neste país. E negros e pobres das cidades.”, frisou uma nota conjunta assassinada por 50 organizações e entidades.
A Federação da Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), organização que reúne latifundiários do estado, em nota divulgada no dia 29 de março, tacha José de Sousa como “infeliz membro da Igreja Católica”, “subversivo que se traveste de religioso”, “incentivador dos conflitos fundiários existentes” e realizador de “ações criminosas”.
A entidade em sua campanha de criminalização e difamação menciona a suposta existência de uma “ala esquerdista que domina o Sindicato dos Bispos e se alia aos que conspiram contra a Democracia para implantar no solo cristão deste país os espúrios credos marxistas”. Ainda proferem uma série de acusações infundadas contra Dorothy Stang, de que ela “incitava a violência” e de que respondia pelo crime de “tráfico de armas”.

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Dia dos Heróis do Povo Brasileiro: Recordar a vida e a luta dos heróis que pagaram sua cota de sangue

Reproduzimos a seguir importante nota redigida pelo Jornal A Nova Democracia sobre o Dia dos Heróis do Povo Brasileiro, dia de homenagem àqueles que lutam pelos direitos do povo.

"Dia dos Heróis do Povo Brasileiro: Recordar a vida e a luta dos heróis que pagaram sua cota de sangue


 

O Dia 9 de Abril é o Dia dos Heróis do Povo Brasileiro. A data foi assim declarada por proposição da Frente Revolucionária de Defesa dos Direitos do Povo (FRDDP) e assumida pelos movimentos populares e democráticos do campo e da cidade.
O dia escolhido é uma homenagem ao grande revolucionário Renato Nathan Gonçalves Pereira, dirigente da Liga dos Camponeses Pobres (LCP) de Rondônia e Amazônia Ocidental. No dia 9 de abril de 2012, Renato foi covardemente torturado e executado em uma emboscada arquitetada por pistoleiros a serviço do latifúndio, em conluio com as forças policiais do velho Estado burguês-latifundiário.
A FRDDP escolheu esse dia para homenagear homens e mulheres que entregaram suas vidas e lutaram, de forma resoluta e consciente, pela emancipação de nosso povo e pela Revolução de Nova Democracia ininterrupta ao Socialismo.
Além de Renato, podemos citar outros grandes exemplos de heróis e heroínas do povo brasileiro que contribuíram enormemente para a retomada do movimento revolucionário no Brasil. Destacam-se Cleomar Rodrigues, Élcio, Gilson, Luiz Lopes e Zé Bentão, todos dirigentes da LCP. Na cidade, destacam-se a grande dirigente revolucionária Sandra Lima – uma das fundadoras da FRDDP e uma das principais formuladoras da linha do Movimento Feminino Popular – e os operários caídos na batalha campal da Vila Bandeira Vermelha, em 1999, na cidade de Betim (região metropolitana de Belo Horizonte), além de tantos outros.
Em pronunciamento feito em 2016, a FRDDP conclama para que seus nomes sejam glorificados e que todos os ativistas revolucionários se armem “poderosamente com seus inapagáveis exemplos”. “Estar cada dia mais determinado e resoluto em dar a vida à nossa luta e à revolução é questão de suma importância para todas e todos os lutadores do povo com mais e mais audácia, sustentá-las e desenvolvê-las, enfrentando e derrotando a histeria da contrarrevolução, toda sua truculência que conhecemos na história do nosso povo e que seguramente, cada dia mais haveremos de enfrentar e vencer”.
“É questão decisiva para todas e todos os revolucionários empenhados em rechaçar o oportunismo eleitoreiro e em brigar por reconstituir o Partido Comunista marxista-leninista-maoista, para desencadear a luta armada revolucionária e, através da guerra popular, levar a cabo a Revolução Democrática, Agrária e Anti-imperialista, conquistar a República de Nova Democracia passando ininterruptamente ao Socialismo e servindo à Revolução Mundial.”, conclama a FRDDP.
Nesta data, milhares de militantes revolucionários e comunistas celebram o Dia dos Heróis do Povo Brasileiro."