segunda-feira, 26 de março de 2018

Projeto de Lei tacha movimentos populares de 'terroristas'

Reproduzimos a seguir importante denúncia do portal do Jornal A Nova Democracia.

Projeto de Lei tacha movimentos populares de ‘terroristas’




 

O “Projeto de Lei” (PL) 9.604/2018, que visa classificar movimentos populares como “grupos terroristas”, conseguiu no dia 13 de março as assinaturas necessárias para solicitar o pedido de urgência do infame projeto, que ainda não entrou na pauta de votação da Câmara.
O “PL”, de autoria do deputado gaúcho Jerônimo Goergen/PP, membro da famigerada Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), visa alterar o artigo 2º da Lei Antiterrorismo (Lei  13.260/2016) – um dos legados do gerenciamento oportunista de Dilma Rousseff/PT –, que define a interpretação do que é terrorismo.
A medida criminalizadora visa enquadrar e qualificar as ações dos movimentos populares como “terroristas”. Segundo o texto do PL, a modificação “destina-se a esclarecer” o artigo 2° da Lei Antiterrorismo “a fim de que seja criminalizado o abuso do direito de articulação de movimentos sociais, destinado a dissimular a natureza dos atos de terrorismo, como os que envolvem a ocupação de imóveis urbanos ou rurais, com a finalidade de provocar terror social ou generalizado”.
Com isso se pretende, de acordo com o texto da PL, promover a “evolução da legislação penal antiterrorismo, a fim de se colocar um paradeiro no clima de guerrilha que, não raro, instala-se em nosso território”.
O “PL”, que se insere em um contexto de aprofundamento da crise política, econômica e moral, além de recrudescimento da guerra civil reacionária contra o povo por parte do velho Estado, almeja frear o levantamento das massas populares por meio da criminalização e repressão dos movimentos populares combativos e classistas.


terça-feira, 20 de março de 2018

DENÚNCIA: ATAQUE DE PISTOLEIROS CONTRA CAMPONESES DA FRENTE NACIONAL DE LUTA CAMPO E CIDADE NO LATIFÚNDIO NORTE AMÉRICA EM CAPITÃO ENÉAS, NORTE MINAS, É CRIME ENCOMENDADO, PREMEDITADO E TEM A COBERTURA DO ESTADO E DO MONOPÓLIO DA IMPRENSA


Reproduzimos a seguir importante denúncia da Liga dos Camponeses Pobres sobre o ataque covarde desferido pelo latifúndio em conluio com o Estado contra camponeses combativos do Movimento Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) ocorrido no último 8 de março.

"A Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres manifesta seu total apoio aos companheiros da FNL diante do covarde ataque de pistoleiros ocorrido na tarde de quinta feira, 08 de março, Dia Internacional da Mulher Proletária, contra os camponeses que no mês de fevereiro haviam ocupado a sede deste latifúndio, avançando na luta.
São ridículas e mentirosas as manchetes do monopólio da imprensa para divulgar os fatos. “Troca de tiros”, G1; “Conflito Agrário”, Estado de Minas; “Conflito em Fazenda”, O Tempo; o que houve foi um ataque covarde, uma emboscada, com alvos premeditados, pistoleiros armados contra camponeses desarmados. E das informações divulgadas (até agora só apareceu a versão da polícia e em algumas reportagens declarações da “gerente” do latifúndio, nenhum companheiro da FNL foi ouvido), o que aparece é um companheiro que seria da liderança gravemente ferido, no hospital correndo risco de vida, com tiros na cabeça e no corpo, um outro camponês ferido à bala, e diversos camponeses espancados.
A declaração da “gerente” do latifúndio Andréia Beatriz (qual o sobrenome da sujeita, senhores, informem, ou só pobres merecem ser identificados?) é uma confissão de culpa cristalina:
“A gerente da fazenda, Andreia Beatriz, alega que foi informada de um roubo de gado na propriedade e quando iria fazer um boletim de ocorrência soube do tiroteio na Norte América. Segundo ela, alguns funcionários da fazenda foram enviados à propriedade para pegar ração, e acabaram sendo confundidos com autores do tiroteio, sendo presos pela PM.”
É evidente que “fazer um boletim de ocorrência” era um álibi, estar em outro local, de preferência público, quando os pistoleiros de sua quadrilha atacassem os camponeses e eliminassem seus líderes.
E mais absurdas ainda são as imagens divulgadas pela polícia das armas “apreendidas” com os “suspeitos”, os tais “funcionários” da fazenda:



O que aconteceu foi: quem não era reconhecido como “funcionário da fazenda” (e legalmente nenhum era, pois duvidamos que algum deles tenha a carteira de trabalho assinada) saiu fora com as armas do crime.
E a revolta só aumenta quando nos deparamos com o lixo que escreve o monopólio da imprensa, como os trechos que reproduzimos da “matéria” do G1:
“Até o momento, de acordo com a polícia, seis pessoas foram detidas por suspeita de envolvimento no crime.”
“Cerca de 120 sem terras, integrantes do FNL, participaram da invação na Fazenda Norte América.” (o erro é do G1)
Quando é no Rio de Janeiro e a polícia prende pobres, no mínimo são “traficantes” ou “bandidos”, quando é pistoleiro do latifúndio, “pessoas” “trabalhadores da fazenda”; e os camponeses não são “pessoas”, são “120 sem terras”.
Que nojo!
Tudo isso para acobertar a quadrilha que gerencia e assalta o país (em Minas, Temer e Pimentel são grandes aliados), dos quais os pistoleiros do latifúndio escravocrata são peças-chave (Leo Andrade, o latifundiário, é da mesma família Andrade do Pará, conhecida por posses ilegais de terras, crimes, trabalho escravo e matanças).
No ano passado, em 2017, pistoleiros deste mesmo latifúndio foram presos armados, um seria de Minas e outro do Pará, quando atacaram integrantes do MST que então organizava a luta pela área. A FNL, junto com os mesmos camponeses que não aceitavam desvios no caminho da luta, encampou a retomada da terra. Esta luta se soma com a luta da Liga dos Camponeses Pobres do Norte de Minas e Sul da Bahia pelas terras de Cachoeirinha.
Conclamamos ao apoio imediato de todas as entidades democráticas aos companheiros atacados, que todos cobrem do Estado, façam vigílias no hospital para garantir a vida dos companheiros internados e que ainda podem ser atacados, apóiem as famílias das vítimas.
Conclamamos que se realizem atos de protesto e denúncia.
E também que as lutas dos camponeses do Norte de Minas recebam todo o apoio que merecem e precisam.
Viva a Retomada do Latifúndio Norte América!
Viva a luta dos Posseiros de Cachoeirinha!
Total apoio e solidariedade aos companheiros da FNL!
Morte ao latifúndio!
Viva a Revolução Agrária!

Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres
Belo Horizonte, 09 de Março de 2018"

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

CAMPONESES RESISTEM AOS ATAQUES DO LATIFÚNDIO E TENTATIVAS DE DESPEJO EM LAGOA DOS GATOS- PE

Reproduzimos a importante denúncia que recebemos da Liga dos Camponeses Pobres- Nordeste:

"Há mais de 15 anos cerca de 80 famílias conquistaram a fazenda Riachão de Dentro (Lagoa dos Gatos – PE) e neste período foram inúmeras as tentativas do latifúndio de frear nossa luta. Os camponeses resistiram ao longo dos anos sete despejos e tem desenvolvido sua organização e produção chegando hoje a ser de forma inconteste a área camponesa mais produtiva do município e uma das mais prósperas da região. Atualmente, o velho Estado a serviço dos supostos herdeiros do antigo latifundiário, entre eles o atual secretário de agricultura do município, enviou para o batalhão de choque da PM de Caruaru um mandato de reintegração irregular, sem notificar os camponeses, o Incra nem a promotoria agrária.
Desde a realização do Corte Popular em 2009, quando cada família recebeu sua parcela, toda a terra que antigamente só tinha mato, gado e carrapato, se transformou em roças de irrigação altamente produtivas. Atualmente os camponeses produzem banana, macaxeira, mandioca, milho, batata, feijão, alface, coentro e muitas mais lavouras. Hoje ao longo das mais de 600 hectares, os camponeses construíram com grande trabalho muitas casas de alvenaria, casa de farinha, poços, barragens, cacimbas, cisternas e muitas mais benfeitorias. A Área Revolucionária José Ricardo é um exemplo concreto da superioridade do caminho democrático que está se abrindo com a Revolução Agrária em relação ao caminho latifundiário dessa velha sociedade semifeudal e semicolonial sob a qual se desenvolve um capitalismo burocrático.
Ao longo dos anos, sob a bandeira da Liga dos Camponeses Pobres, os camponeses tem forjado uma alta organização, funcionando regularmente as Assembleias Populares, o Comitê de Defesa da Revolução Agrária (CDRA), a Escola Popular, o Movimento Feminino Popular e a associação, ademais participando de campanhas democráticas e revolucionárias nacionais e internacionais.
A ordem de despejo, como divulga sem vergonha um dos “herdeiros”, é de “queimar tudo” o que construíram os camponeses ao longo dos anos. Ordem absurda e reacionária que é uma verdadeira declaração de guerra contra os camponeses. Os tambores estão retumbando por todo o município. Nesta semana os camponeses conseguiram o posicionamento do Ministério Público de suspender durante 90 dias o mandado de reintegração e seguem exigindo que o INCRA cumpra a sua velha promessa de regularização. O clima na Área Revolucionária José Ricardo é de firmeza e combate. Os camponeses anunciam que não permitirão que destruam suas conquistas nem os despejem de suas terras.
No dia 09 de fevereiro foi realizada uma contundente manifestação na sede do município com a participação de 150 camponeses de Riachão de Dentro, com o apoio de camponeses das Áreas Revolucionárias Renato Nathan e Rosalvo Augusto de Alagoas, e estudantes da Executiva Nacional dos Estudantes de Pedagogia e do MEPR. A manifestação e a defesa da Área Revolucionária José Ricardo ganhou o apoio generalizado de pequenos comerciantes, marchantes, professores e o povo em geral do município.
O mandato de despejo contra a Área Revolucionária José Ricardo faz parte do ataque que o velho Estado continua aprofundando contra a luta camponesa pela terra e a luta do povo das cidades ao longo do país. A Área Revolucionária José Ricardo abastece o município e a região, garantindo alimentos e reduzindo o custo de vida. Chamamos a todos os camponeses, operários, pequenos comerciantes, intelectuais honestos, democratas e revolucionários a apoiarem a luta dos camponeses da Área Revolucionária José Ricardo.
Viva a Revolução Agrária!
Terra para quem nela vive e trabalha!
O Povo quer terra e não repressão!
Morte ao latifúndio!
Combater e Resistir!
  
Liga dos Camponeses Pobres - Nordeste "

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

ALEMANHA: Polícia faz campanha de perseguição a Manifestantes contra G20



Em uma conferência ocorrida em dezembro, a polícia de Hamburgo divulgou fotos de 104 manifestantes acusando-os de “criminosos”. Os 104 manifestantes foram fotografados e filmados enquanto participavam de protestos contra a cúpula do G20 em ao menos cinco diferentes cidades da Alemanha. As imagens estão sendo divulgadas em jornais do monopólio de imprensa como o tabloide Bild.

Nas manifestações anti-imperialistas que ocorreram em julho, durante a conferência internacional, 71 ativistas foram presos e advogados denunciaram a dificuldade de falar com seus clientes, a escassa alimentação e a insalubridade das celas, com um número de detentos superior ao permitido. Antes mesmo do encontro a polícia já havia feito diversas operações para intimidar e desorganizar os grupos que preparavam manifestações contra a conferência. Houveram diversas denúncias de invasão policial e ameaças contra acampamentos de estrangeiros, centros internacionalistas e culturais como o  Centro Internacional B5 (Internationale Zentrum B5) e o antigo teatro Flora Vermelha (Rote Flora).

Apesar das intimidações, os protestos reuniram milhares de pessoas que se deslocaram de toda a Europa. O aparato de repressão contou com cerca de 30 mil agentes, canhões de água e armas “menos letais”. Durante os confrontos com a polícia, barricadas foram levantadas nas ruas de Hamburgo e nem mesmo Melania Trump, a esposa de Donald Trump, conseguiu deixar a residência oficial e chegar ao encontro.

A perseguição aos 104 manifestantes, além de ser uma continuidade da repressão aos protestos contra o G20, faz parte da política de repressão ao movimento anti-imperialista e internacionalista na Europa, assim como a prisão de 10 ativistas da ATIK (Assossiação de Trabalhadores Turcos na Europa), também encabeçado pelo governo de Angela Merkel. Mas quem são os verdadeiros criminosos?
A cúpula do G20 reúne os dirigentes econômicos de países imperialistas, como Estados Unidos e Alemanha, União Européia,  e seus subalternos em países dominados, como o caso de Brasil, África do Sul e Argentina. Desde sua fundação o grupo define políticas chamadas “neoliberais”, que são uma forma de manutenção e aprofundamento do poder dos monopólios imperialistas sobre os povos de todo o Mundo. A cúpula do G20 é portanto responsável direta por jogar nações inteiras na crise e pelas catástrofes relacionadas a ela. Os protestos contra o G20 foram resposta dos trabalhadores europeus e migrantes a precarização de suas vidas e uma demonstração de internacionalismo e solidariedade a todos os povos explorados. O site alemão Dem Volke Dienen (Servir Ao Povo) em nota sobre a perseguição aos 104 ativistas afirma: “pensamos que é importante enfatizar que essa grande caçada humana pelo Estado imperialista alemão é uma coisa em particular: uma expressão de sua fraqueza. De sua humilhante derrota em julho de 2017. Eles pensam que podem caçar pessoas. Eles pensam que podem se vingar. Mas temos um entendimento diferente. E nós sabemos, no final, vamos ganhar.”.  A apresentação de ativistas como criminosos pelos monopólios de imprensa e pela polícia alemã é uma tentativa de “virar o jogo” e esconder que imperialistas e seus cúmplices lacaios reunidos na Cúpula do G20 é quem são verdadeiros criminosos.

LIBERDADE PARA OS PRESOS POLÍTICOS DE HAMBURGO!
Abaixo a criminalização do movimentos Anti-imperialistas e internacionalistas na Europa!

PALESTINA RESISTE!

Viva a heroica resistência do povo palestino contra a ocupação sionista!



O Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos- CEBRASPO manifesta seu apoio e solidariedade internacionalista a causa palestina, exemplo imortal para toda a humanidade de como um povo pode colocar-se de pé para lutar e resistir. Em nome da resistência dos povos oprimidos contra o imperialismo, gostaríamos de saudar a heroica resistência palestina!

O recente anúncio de Donald Trump sobre a mudança da embaixada estadunidense para Jerusalém foi respondida com bravura e destemor pelos palestinos em todo o seu território. Esta mudança reconheceria Jerusalém como capital do Estado invasor de Israel, possibilitando que este avance ainda mais sobre o território palestino com seu aparato de guerra genocida.

O Estado de Israel é denunciado por manter em carcere privado centenas de milhares de presos políticos, entre eles crianças e adolescentes. Estas prisões são verdadeiros campos de concentração pelas condições de tortura e privações que são submetidos os palestinos. 

Sabemos que o genocida exercito de Israel e seu armamento é referência para exércitos e polícias pelo mundo a fora, inclusive pelo Brasil apontado por ter uma das polícias que mais mata no mundo, servindo como laboratório para as forças de repressão atuarem contra o povo, e principalmente contra aqueles que ousam se rebelar.

Sabemos que na época do imperialismo, somente o justo combate feito pelas massas oprimidas de um país pode levar a cabo a guerra de resistência e de libertação nacional, sendo assim defendemos e apoiamos a justa luta palestina.



     

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

ESTADO DESAPROPRIA O LATIFÚNDIO ONDE OCORREU A CHACINA EM PAU D'ARCO, NO PARÁ

Reproduzimos matéria do Jornal A Nova Democracia:



"Sob pressão, Estado desapropria latifúndio Santa Lúcia em Pau D'arco, Pará.
Camponeses exigem justiça!
Da Redação de A Nova Democracia

Em reunião do Comitê de Decisão Regional do Incra de Marabá, realizada no SINTEP de Pau Darco no último dia 21 de dezembro, foi anunciada a compra do latifúndio Santa Lúcia pelo Estado brasileiro. O Incra se comprometeu a regularizar a posse das vítimas do covarde e criminoso massacre ocorrido no dia 24 de maio deste ano.
As terras já estão tomadas pelos camponeses, que se juntaram à Liga dos Camponeses Pobres do Pará e Tocantins e retomaram as terras no dia 13 de junho, conforme noticiou à época A Nova Democracia:

"No dia 13/06, mais de cem famílias camponesas reocuparam as terras do latifúndio Santa Lúcia – fazenda onde ocorreu a Chacina de Pau D’Arco, crime que chocou o brasil e o mundo no qual dez camponeses foram barbaramente assassinados pelas forças policiais do velho Estado no dia 24 de maio deste ano – com o apoio da LCP do Pará e Tocantins, reerguendo o acampamento e mantendo a luta pelo sagrado direito à terra."

Até a decisão lavrada no último dia 21 de dezembro, foram realizadas dezenas de reuniões de cobrança com o Incra regional e nacional, e apesar de todas as pressões os camponeses não arredaram por um milímetro que fosse de sua posse na terra.

A reunião foi realizada no Sintep sub-sede de Pau Darco, mesmo local do histórico Encontro Camponês do Sul do Pará realizado nos dias 28 e 29 de outubro passado, com a presença de camponeses da região, representantes indígenas e quilombolas, representantes da ABRAPO, CEBRASPO, além de representantes de outros movimentos regionais e de caráter nacional.

Com a palavra, a Comissão Nacional das Ligas de Camponeses Pobres, a LCP do Pará e Tocantins e a Associação Nova Vitória do Acampamento Jane Júlia (nome dado pelos camponeses em homenagem a presidente anterior da associação assassinada na chacina) demonstraram que o Estado não estava dando nada, que esta foi uma vitória da luta, e cobraram justiça, uma vez que no dia 18 o Tribunal de Justiça do Pará concedeu habeas corpus para nove dos dezessete policiais acusados pela chacina.

O local da reunião estava repleto de faixas da Liga, bandeiras e o retrato dos 11 companheiros assassinados (10 na chacina e mais o camponês Josenildo, conhecido por "Negão", logo após a reconstituição do crime pela polícia federal). "

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

SOLIDARIEDADE A FEDERAÇÃO ANARQUISTA GAUCHA (FAG)

Em solidariedade a Federação Anarquista Gaúcha- FAG, que vem sofrendo perseguição política, reproduzimos em nosso blog o vídeo realizado pelo Jornal A Nova Democracia:



LUTAR NÃO É CRIME!
LIBERDADE PARA OS PRESOS POLÍTICOS!


domingo, 3 de dezembro de 2017

JUSTIÇA DE MARABÁ (PA) EXPULSA 700 FAMÍLIAS DO ACAMPAMENTO HELENIRA REZENDE

Reproduzimos grave denúncia publicada no site do Brasil de Fato sobre uma arbitraria reintegração de posse que deixou 700 famílias sem ter aonde morar e plantar. A polícia Militar, não contente com a expulsão dos camponeses também destruiu as casas e plantações da área.
O Comando de Missões Especiais (CME) da Polícia Militar cumpriu, nesta segunda-feira (27), a determinação judicial de reintegração de posse do acampamento Helenira Rezende, localizado às margens da BR -155, no Km 52, entre Marabá e Eldorado do Carajás, na região sudeste do Pará.
Paulo Pereira da Silva, de 49 anos, mora no acampamento que recebe o apoio do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST). Ele, a esposa e o filho moravam no Helenira Rezende há oito anos. Silva era coordenador na escola que foi construída pelos agricultores, e atualmente é estudante na Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) no curso de educação do campo.
As famílias desmontam suas casas durante o cumprimento da liminar. No local, 15 ônibus foram levados para fazer o transporte das famílias; caçambas e uma retroescavadeira também estavam o local levar materiais e destruir plantações e casas / Ascom MST
Por telefone ele relata a situação enfrentada pelas famílias durante a desocupação e critica a atuação do governo em relação aos trabalhadores rurais sem-terra: “A gente está vendo esse projeto de sonho, que cuida da educação e da agricultura, sendo desmanchando hoje pelo governo do estado e pelo governo federal, que negligenciou a causa dos trabalhadores. Estamos aqui no meio da pista, polícia para todo lado, com caminhões, caçamba; para o governo mobilizar uma ação dessas aparece verba imediatamente, mas para fazer um projeto de reforma agrária não aparece [dinheiro] e as famílias estão aqui agora à mercê”.
Cerca de 700 famílias viviam no acampamento e ocupavam uma área de, aproximadamente, 10 mil hectares espalhados em lotes e vilas pelas fazendas Cedro e Fortaleza. As áreas integram um conjunto de fazendas chamado Complexo Cedro, do qual a empresa Agro Santa Bárbara Xinguara S/A afirma ser a proprietária.